No auge da expansão geográfica do império romano, o general Lívio (Stephen Boyd) comanda a nova política do imperador Marco Aurélio (Alec Guinness), que quer a pacificação de fronteiras e a adoção para os povos conquistados uma certa autonomia. Mas Marco Aurélio acaba envenenado por Commodus (Christopher Plummer), filho ilegítimo que assume o trono e mergulha Roma no caos político e administrativo, o que dá origem à queda do Império Romano.
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Não tem a força dramática e a estatura de grandes clássicos da safra de ouro dos épicos históricos como Ben Hur, El Cid e Spartacus mas ainda assim é um recorte interessante do período onde pipocavam produções do gênero. Interessante conhecer todas e avaliar o que era puro entretenimento oportunista do que era realmente o bom cinema.
Verdade seja dita: a grandiosidade visual do filme de Anthony Mann salta aos olhos, mas a narrativa, em alguns momentos, soa fria e alongada, dificultando a conexão emocional com o espectador.
Acho que este filme ganha vigor quando se volta para as intrigas políticas, em detrimento da temática de guerra. A impressão que fica é que, ao evocar esse colapso moral e social em Roma, Mann se aproxima mais de um drama moderno e psicológico, mesmo que, vez ou outra, tenha que ceder às demandas de um espetáculo vazio.
A direção de Mann possui um magnetismo particular, talvez pelo seu apurado senso de espaço e pela minuciosa atenção aos detalhes cênicos. A prova disso reside na impactante sequência do funeral de Marco Aurélio, acho que um dos exemplos mais notáveis do uso da neve no cinema. Mann eleva o impacto dramático da cena ao cortar a trilha sonora, priorizando o som ambiente do vento que gradualmente cessa, culminando em um silêncio inquietante antes da reviravolta.
Achei espetacular!! Filmão!!!
O fracasso financeiro desse filme desfez as pretensões do produtor Samuel Bronston, que pretendia estabelecer um centro de produção cinematográfica na Espanha, onde também foram rodados "O Rei dos Reis", "El Cid" e "55 Dias em Pequim".
Essa superprodução do gênero drama histórico-biográfico, realizado por Anthony Mann, traz um vigoroso elenco estelar e deslumbrante fotografia de época. A longa duração e o roteiro arrastado o tornam uma obra cansativa e monótona em determinados momentos, mas não chega a comprometer a qualidade da produção em si.
A ambientação das filmagens, os incríveis cenários, ótimos figurinos e demais elementos cenográficos ricos em detalhes fazem deste memorável "A Queda do Império Romano", um dos melhores épicos clássicos já levado às telas.
Disponível no YouTube.
Há centenas de filmes que retratam o Império Romano, principalmente seu auge, no entanto poucos contam como ele acabou, este que foi um dos períodos mais complexos da História. O Império Romano, uma antiga civilização marcada por disputas territoriais na Europa, Ásia e África, foi da República à Monarquia, com domínio de ditadores e em muitos anos viu instabilidade política, econômica e social. “A queda do Império Romano” (1964) é uma das produções cinematográficas mais audaciosas sobre o momento citado, produzida pelo lendário Samuel Bronston, cuja empresa de cinema fez pelo menos dois épicos memoráveis, “El Cid” (1961) e “O rei dos reis” (1961). Foi um longa caro para a época (U$ 19 milhões), com direção de arte e figurinos cuidadosos, rodado na Espanha e que demorou sete meses de gravação. Trouxeram ao elenco atores e atrizes de vários países, muitos no auge e ganhadores de Oscar, como Alec Guinness, Christopher Plummer, Sophia Loren, Stephen Boyd, James Mason, Omar Sharif e Anthony Quayle.
O filme explica em narração didática passagens sobre o Império Romano, do auge até a sua decadência, um processo que durou 300 anos. Há cenas de drama, romance, sequências formidáveis de batalhas e grandes diálogos. Indicado ao Oscar de melhor trilha sonora (para Dimitri Tiomkin), ganhou o Globo de Ouro na mesma categoria e foi dirigido por Anthony Mann, diretor de “El Cid” (1961), “Winchester ‘73” (1950) e “Música e lágrimas” (1954), dentre outros.
Saiu há tempos em DVD (duplo) pela Classicline e recentemente ganhou ótima cópia em bluray, também pela Classicline (ambos sem extras, apenas o filme com sua metragem de cinema internacional, de 185 minutos, três minutos a menos da original americana).
Filme importante do cinema e que todo cinéfilo deve conhecer.
POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema na Web