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Duração
Julie de Hauranne, uma jovem atriz francesa que fala a língua de sua mãe, o português, mas que nunca esteve em Lisboa, chega pela primeira vez a esta cidade, onde vai rodar um filme baseado nas Cartas Portuguesas, escrito pelo francês Guilleragues no século XVII. Rapidamente, ela se deixa fascinar por uma freira que vai rezar todas as noites na capela da Nossa Senhora do Monte, na colina da Graça. No decurso de sua estadia, a jovem trava uma série de conhecimentos, que, à imagem da sua existência anterior, parecem efêmeros e inconsequentes. Porém, após uma noite em que finalmente fala com a freira, ela consegue entrever o sentido da vida e do seu destino.
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Não consigo encontrar outra palavra para definir o cinema de Green que não seja: tosqueira amadora. Ainda que vá lá que o roteiro nos traz um bom paralelo entre o amor carnal x o amor divino mas a péssima qualidade do texto é notória especialmente no embate entre a atriz e a freira ao qual imagino deveria ser o grande embate do filme. As atuações que beiram o ridículo e os cortes de Green também não ajudam mas pelo menos a sensação de tranquilidade foi bem exposta em tela e os fados maravilhosos.
gostei especialmente das várias sequências em que as pessoas encaram diretamente a câmera
Que filme bonito, de uma sensibilidade verdadeira, irresistível. Pelos caminhos da bela Lisboa, a protagonista percorre dentro de si e encontra o amor onde nós menos esperávamos de um romance.
"Tudo que amares, amar-te-á a ti."
Green faz os filmes mais lindos do mundo.
" - Sou atriz. Transmito a verdade através de coisas irreais.
- Como Deus, que transmite a verdade através do mundo."