Uma estação de rádio no sul dos Estados Unidos torna-se um ponto central para uma conspiração de direita. Rheinhardt, um cínico vagabundo, consegue emprego como locutor de extrema-direita na estação de rádio WUSA em Nova Orleans. Rheinhardt se contenta em transmitir a postura editorial reacionária no ar, apesar de não concordar com o texto. Rheinhardt encontra o seu desprendimento cínico desafiado por uma amiga, Geraldine, e por Rainey, um vizinho incomodado e idealista que se torna consciente do propósito sinistro e disfarçado da WUSA. E quando os eventos começam a sair fora do controle, Rheinhardt conclui que deve tomar uma posição.
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É uma pena que o ótimo argumento deste filme, aliado, com elenco de grandes atores e boas atuações de Paul Newman, Anthony Perkins e Joanne Woodward tenha se enclausurado com a direção burocrática e morosa de Stuart Rosenberg. O sul dos Estados Unidos, na cidade de Nova Orleans, radialista trabalha para grande corporação da extrema direita cujo viabiliza injustiças sociais aos pobres moradores locais. As locações da cidade de Nova Orleans, em suas noites não iluminadas, pontuam bem o isolamento social de pessoas carentes e vulneráveis a violência e criminalidade. E é de sumo veredicto que, a população pobre, sobretudo, negra destas cidades do sul dos Estados Unidos, sofrem nas mãos de polícia e autoridades de extrema direita. Tanto é que quando há desastres climáticos como passagens de furações, o governo se ausenta em ajudá-los, ou demoram para reconstruir suas vidas. O filme acerta em mostrar que Instituição religiosa, política e meios de comunicação mal intencionados são perigosíssimos para construção de uma democracia justa e igualitárias para todos. Que o diga a política nefasta posta pela extrema direita e o bolsonarismo aqui no nosso país. Que pena me deu da personagem solitária da Joanne Woodward.
Acho que estavam todos alcoolizados quando aceitaram fazer esse filme.
UMA ESTRELA - QUE VAI PARA A GOSTOSA DA JOANNE.
Filmaço assustador. Extremamente atual em sua critica aos extremismos progressistas e conservadores. No meio deles os sobreviventes.
Me identifiquei - "sou um sobrevivente ! " a frase final do Rheinhardt mostra a realidade da maioria das pessoas , hoje estamos entre radicais dos dois lados , mesmo depois de 50 anos .
Drama romântico da Paramount Pictures que foi escrito por Robert Stone (1937-2015), baseado em seu romance de 1967, "A Hall of Mirrors". A versão preliminar durou 3 horas e 10 minutos, de acordo com o membro do elenco Robert Quarry. Muito de seu personagem e a motivação de vários outros personagens e cenas dramáticas de desenvolvimento foram cortados antes do lançamento.
Cada vez que Joanne Woodward explica a cicatriz em seu rosto, ela conta uma história diferente. Na década de 70, Paul Newman (1925-2008) chamou-o de "o filme mais significativo que já fiz e o melhor". Joanne nunca esteve tão linda como neste filme, atuando ao lado do marido Paul. Anthony Perkins ((1932-1992), só pra variar, fez mais um de seus personagens esquisitos e imprevisíveis.
Este filme interessante e subestimado, sobre a demagogia populista na América, é bastante perturbador em si mesmo, mas o pior é que a conspiração fascista distópica que ele descreve - um esquema para expulsar seções aleatórias da população negra do relevo em Nova Orleans - é tão pequena. Serve como uma esquisitice nostálgica, uma espécie de álbum de recortes da sensibilidade americana do final dos anos, uma época em que realmente havia pessoas que acreditavam que estávamos à beira da revolução. Mesmo com uma execução lenta, é uma trama que prende a atenção e melhora o suspense conforme avança a estória.