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Cuernavaca, México, 1938. Geoffrey Firmin (Albert Finney), um ex-cônsul britânico, torna-se alcoólatra após separar-se de Yvonne Firmin (Jacqueline Bisset) e resolve permanecer morando no México com seu meio-irmão, Hugh Firmin (Anthony Andrews), o pivô da separação. Geoffrey sempre aguarda a volta da mulher e, no Dia de Finados, ela retorna repentinamente, com a finalidade de reatar seu casamento. Entretanto, as marcas da separação eram maiores do que ela imaginava.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Astro inglês indicado a cinco Oscars, Albert Finney (1936-2019) entrega aqui uma das mais brilhantes atuações do cinema, reafirmando seu talento e poder em cena. Complexo, cheio de nuances e camadas, é um drama amargo, que se passa no Dia dos Mortos, em Cuernavaca, no México, em 1938. Na cidade tomada pela festa popular em homenagem aos falecidos, o cônsul britânico Geoffrey Firmin perambula de bar em bar, falando alto, caindo pelas ruas. Alcoólatra, ele abandona o cuidado de si mesmo, envolve-se em conflitos com vizinhos, ao mesmo tempo em que busca uma reconciliação com a esposa (papel igualmente surpreendente de Jacqueline Bisset). Tempo presente e memórias do passado se reorganizam na frente do protagonista, revelando camadas de dor, arrependimento e fragilidade. Há uma atmosfera de angústia, derrota e morte no ar, que faz crer que o personagem está em seus últimos dias. Trata-se de uma adaptação do romance existencial de Malcolm Lowry, um clássico absoluto da literatura inglesa, publicado em 1947, que mantém o clima sombrio da obra. Tal atmosfera se dá pela exímia fotografia de Gabriel Figueroa, mexicano que trabalhou com Luis Buñuel, que imprime beleza plástica às imagens do vilarejo reforçando o contraste entre a festividade popular e a decadência do personagem. Finney recebeu indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro, e Jacqueline Bisset, ao Globo de Ouro. Dirigido pelo mestre John Huston em sua fase final, o filme também recebeu indicação ao Oscar de trilha sonora, assinada por Alex North, e foi lembrado em Cannes, concorrendo à Palma de Ouro. Está disponível em DVD pela Versátil Home Vídeo. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Assisti por curiosidade do livro. Não gostei do filme, apesar de ter um grande nome da antiga de Hollywood e uma das mulheres mais bonitas da época. Mas o enredo assim como o personagem não me agradaram.
O grande Mestre John Huston dispensa comentários.Realiza um dos seus últimos filmes com muita competência.Um drama de momentos grandes e pequenos,mas que segue firme nas apresentações dos personagens até o final.Filme inteiramente de Albert Finney que merecidamente foi indicado ao Oscar e seguido de perto por Jacqueline Bisset.
>Assistido em 15 de Julho de 2022
Filme confuso e difícil adaptado do romance de Macolm Lowry
"Estou certo de que você valoriza o delicado equilíbrio que mantenho entre os tremores de beber pouco e o abismo de beber muito."
"Eu escolho o inferno. O inferno é o meu habitat natural."
Um filme sobre viver sob um estado de dormência constante, em que a pessoa continua agiando e falando em doses regulares, mas sem sentir nada, como se estivesse anestesiada. É sobre beber até cair muitas e muitas vezes, sendo essa a única maneira de ficar sóbrio. O final deixa um pouco a desejar porque abdica do poderoso filme que vinha se formando sobre alcoolismo e relacionamento (um diretamente ligado ao outro) e se transforma
em uma trama de aventura comum em que o estrangeiro é a vítima. Mas, não tinha jeito: John Huston era muito bom no que fazia.