Kit (Doris Day) e Anthony Preston (Rex Harrison) nunca tiveram uma lua-de-mel de verdade, para finalmente sentirem que estão juntos, eles estão esperando sair de Londres. Nos dias que se sucedem a empresa de Tony anda sob muita pressão de trabalho, e Kit passa pela estranha situação de escutar seu nome ser chamado por uma voz desconhecida numa noite de neblina. No dia seguinte, eles começam a receber estranhas ligações telefônicas. Há um novo e esquisito morador no quarteirão, e também um arquiteto que insiste em aparecer nas redondezas do apartamento dos Preston. Será que uma perigosa e estranha situação está se desenrolando, ou seria apenas a fértil imaginação de Kit...?
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Excelente suspense. Embora seja previsível.
Suspense, como muitos já disseram, com cara de Hitchcock.
A ambientação em Londres, dá um ar mais sofisticado à narrativa embora sua revelação final já não surpreenda mais hoje pois antes e depois já vimos que esta solução tornou-se clichê.
O marido que quer enlouquecer a esposa para ficar com sua fortuna.
Doris Day tem ótima atuação em um personagem que sai das costumeiras comédias românticas em que atuou durante toda sua carreira, embora aos 38 anos estava um pouco acima da idade para uma recém casada, assim como o maridão vivido por Rex Harrison com 52 anos.
Doris Day é o destaque deste elegante e refinado thriller de suspense, cuja trama, por sinal, muito bem executada, prende a atenção, do inicio ao fim. Ao lado de Rex Harrison e competente elenco de apoio, Doris se sobressai no quesito atuação dramática. Me recordo de ter visto este condensado cult-movie pela primeira vez no extinto Código Penal (TV Globo), na década de 80. "A Teia de Renda Negra", continua intrigante e fascinante. Ótimo filme!
Drama de suspense em Eastmancolor da Universal Pictures indicado ao Oscar de melhor figurino em cores; no Globo de Ouro, foi nomeado a melhor atriz de drama, Doris Day (1922-2019). O roteiro de Ivan Goff e Ben Roberts foi baseado na peça de 1958 "Matilda shouted fire", de Janet Green (1908-1993). Houve uma refilmagem feita para a TV: Midnight lace (81).
O título pouco relevante do filme refere-se a um top preto que Kit Preston compra no início do filme e usa no clímax. Doris Day prometeu nunca fazer outro thriller depois deste filme, alegando que isso a esgotara emocionalmente. Ela permaneceu fiel à sua palavra. Até sua aposentadoria, oito anos depois, os únicos filmes que ela fez foram comédias. Os figurinos de Doris Day para este filme foram criados por Irene (1900-1962), uma conhecida designer de nome único que recebeu sua 2° indicação ao Oscar por seu trabalho aqui. Dois anos depois de trabalhar neste filme, Irene cometeu suicídio, pulando de uma janela do andar superior do Hotel Knickerbocker de Hollywood. Tinha sido o retorno ao cinema após uma ausência de 10 anos da figurinista Irene a pedido de sua amiga Doris Day.
Bom elenco para uma trama criminosa cheia de tensão em uma Londres dos anos 60 com uma atmosfera enevoada e gótica. Há fortes referências de dois clássicos de Hitchcock: Disque M para matar (54) e Um corpo que cai (58). Existem alguns personagens demais, e a cena final é um pouco decepcionante, mas vale a pena assistir pela pura intensidade visual. Doris em papel dramático saiu-se melhor do que se poderia imaginar.
Doris Day sempre considerada a queridinha de Hollywood em sua época, embalando muitas comédias românticas. Entretanto, no campo do suspense só fez dois filmes: O Homem que Sabia Demais (1955) de Alfred Hichticoock e este aqui Na Teia de Renda Negra (1960) de David Miller.
Este é um suspense Hichticookiano que poderia facilmente ser dirigido por ele. Até foi rodado em Londres para o clima e ambientação ser mais autênticos.
Como toda trama Hichticookiana de suspense o roteiro é elaborado com reviravoltas durante a projeção, culminando sempre num final arrebatador e inimaginável.
O elenco é formidável, há vários artistas já renomados do cinema americano. Mas quem brilha é mesmo a estrela Doris Day que tem uma ótima atuação.
Não é daqueles suspenses que você rói as unhas, mas tem momentos muito bons de suspense.