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Data de lançamento
9 Ago. 2024Duração
O filme é uma aventura, que acompanha um jovem príncipe em conflito com seus sonhos, e suas responsabilidades. Depois de romper com seu pai, Abá segue com Ana e Juca numa viagem para o Festival de Música e descobre os planos de seu tio Dom Coco para acabar com a diversidade de Pomar.
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Não me apeguei muito a história do filme, mas além de ser uma animação muito bonita de se admirar, também é muito inteligente mas suas escolhas de personagem e design.
O mais óbvio o abacaxi pra representar a monarquia, já que ele é conhecido como o Rei das Frutas, por causa da coroa em cima dela.
Os vilões do filme representados por cocos remetem lá em 1500 quando os portugueses trouxeram a fruta pro Brasil, o plantio trouxe desmatamento, mudando a vegetação local que foi se intensificando até hoje, diminuindo o plantio de muitas outras frutas nativas daqui. Incluindo o abacaxi.
A jabuticaba, uma fruta originada da mata atlântica, foi usada pra representar um povo indígena no filme.
Tem também um personagem quiabo que vive babando
Isso fez o filme pra mim ser muito especial, mesmo que eu não tenha gostado muito
Que legal ver a animação brasileira com esse nível de qualidade! Pensando que se trata de filme pra criança, o visual colorido tá 10! O Filipe Bragança tá demais fazendo a voz do Abá! E que músicas! Tá certo que o filme tem alguns clichês, tipo o herói órfão que vence o vilão, a briga com o pai, e, é claro, o herói que vence no final. Mas acho que a gente tem de acreditar nisso: que o bem sempre vem e que a gente tem de lutar mesmo por um planeta melhor pra todo mundo! Achei bem legal também o filme falar sobre a força do grupo, da amizade! Acho que todo mundo precisa pensar nisos, como é importante ter amigos, essa força do grupo. Valeu demais! E viva a animação brasileira!
Há tantos pontos positivos nesta animação brasileira, que os poucos tropeços acabam ficando de lado.
Trata-se de um longa-metragem colorido, alegre, e dançante, focado na jornada de uma banda, mas não para por aí, não! ‘Abá e Sua Banda’ discorre (de forma breve, mas consciente, menos mal) a respeito da consciência de classes, do poder da manifestação social/artística frente ao autoritarismo da burguesia. Achei bonitinho.
Se você gosta de filmes de animação, prestigie esse caprichado longa-metragem brasileiro, exibido nas últimas edições dos festivais de Gramado e Rio e na Mostra Internacional de Cinema de SP e premiado em festivais no exterior. Na história, o príncipe Abá, que é um abacaxi adolescente, de 13 anos, foge do castelo onde mora para realizar seu sonho: ele quer ser músico. Seus dois melhores amigos, que também são músicos, Juca, um caju, e Ana, uma banana, partem com ele para uma incrível jornada em busca daquele ideal. Eles se preparam para um festival de música, porém são confrontados com Don Côco, um vilão maquiavélico que pretende acabar com os pomares da região. Com muita aventura e música, o filme, educativo e com mensagem ecológica, valoriza a cultura brasileira com canções alegres, que carregam brasilidade, além das formas e cores que remetem ao nosso país. É uma animação graciosa que mescla 3D e 2D, apropriada para todos os públicos, mais ainda indicada às crianças pela linguagem e ludicidade. Tem como diretor um expert em animação, que já fez curtas e seriados nesse formato, Humberto Avelar, e conta com vozes de Filipe Bragança, Robson Nunes, Carol Valença, Zezé Motta e Rafael Infante. Produzido pela Fraiha Produções em coprodução com Globo Filmes, Gloob e RioFilme, por meio da RioFilme. Distribuição nos cinemas pela Manequim Filmes.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Adentrei a sessão esperando mais uma animação protocolar, quiçá forçada em sua infantilidade (o que é difícil de alcançar, legitimamente). Deparei-me com um filme inteligente e sensível, mui gracioso na maneira como insere as questões políticas (e algumas referências adultas) no enredo recorrente do adolescente que se rebela contra os pais. A dublagem é muito boa e as canções, apesar das letras óbvias, funcionam naquilo que precisam transmitir. Dentro da conjuntura hodierna, em que políticos de extrema-direita obtêm o poder em diversos países, é muito oportuno que uma trama direcionada às crianças converte isso em questão enredística: fiquei com pena dos coquinhos mutantes. As aparições da personagem de Zezé Motta são ótimas e os apelidos das frutas são muito bacanas, bem como das bandas homenagedas no concurso. Boníssima surpresa! (WPC>)