Adaptado de um livro de Stan Barstow é o primeiro longa de John Schlesinger. Alan Bates é Vic Brown, jovem desenhista de uma fábrica que ama Ingrid Rothwell (June Ritchie). Uma noite em que a mãe da garota não está em casa eles fazem amor. A partir daí, Vic não quer saber dela até que Ingrid lhe dá a notícia de que está grávida. Eles se casam, passam a viver com a mãe dela que não gosta de Vic.
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Saio um tanto dividido pois enquanto este ar de novelle vague me encante, esta forma de filmar linda que só os anos 60 podiam proporcionar por outro o roteiro em si me parece bastante convencional. Tem um mérito importante também por retratar uma espécie de contradição entre a revolução que o mundo passava nos 60, enquanto há este desejo de libertação também incorre sobre as personagem rusgas de um comportamento padronizado das décadas anteriores.
Um ótimo kitchen sink do diretor John Schlesinger. Boas atuações... Propõe boas discussões sobre o peso e as obrigações na constituição de uma família pelos jovens. Visto em 26.02.23.
O filme tem várias construções fantásticas. O primeiro ato é totalmente perfeito, com toda a construção do relacionamento entre os dois: da troca de olhares até a parte do cinema. A cena da primeira vez que eles têm relação é outra que detém um cuidado incrível, seja no clima pesado, nas escolhas de ângulo ou na falta de trilha sonora. É muito claro, enfim, que o filme tem os melhores momentos quando o casal está junto, mesmo que seja fácil odiar Vic na maior parte do tempo. Só que, infelizmente, o filme perde muito ritmo quando acompanhamos o "sofrimento" de Vic por causa das frustrações com a pobre Ingrid. Ainda assim, A Kind of Loving merece o destaque que tem na New Wave Britânica, sendo muito devido à direção certeira de Schlezinger.
O filme consegue mostrar bem a situação da mulher impedida de ter liberdade sexual e obrigada a casar, mesmo quando não existe amor. Afinal, uma mulher solteira não era, em alguns lugares ainda não é, algo aceitável. O que mais me intriga no filme é como o personagem é condenado por sua família, principalmente pela irmã. A condenação é justa, mas parece uma tentativa da sociedade, aqui representada família do rapaz, em tentar da um choque no homem que tem atitudes como o do personagem. Também, em refletir sobre como a situação financeira pode causar problemas nas famílias, obrigadas a se amontoar em uma casa só. É um boa obra, uma boa reflexão.
A direção e atuação são excelentes, não tem nada para criticar em relação a isto, mas definitivamente não foi um filme que me pegou. O título original, que fazendo uma tradução livre, seria algo como "Um tipo de amor" não demonstra amor nenhum do meu ponto de vista. Vic não ama Ingrid, já no começo da relação ele se cansa dela, enquanto Ingrid também não ama Vic, existe um sentimento juvenil de amor na cabeça dela (garota mimada). Tem partes que você odeia o Vic por não conseguir dizer na cara dela o que sente e tem outros momentos que você odeia Ingrid por não conseguir calar a boca e enxergar a realidade como ela realmente é. Será que toda mulher inglesa matraqueia desse jeito? Não aguentava uma semana. Da metade pro final o filme fica melhor, mas cai em um desfecho clichê bem comercial. É um tipo de amor fadado a dar errado na minha opinião. No geral é um filme regular, um romance água com açúcar que dá pra assistir de boa, que não é ruim, mas também não tem nada demais.
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