Na Alegoria da Caverna, Platão pondera: o que aconteceria se um dos prisioneiros conseguisse se libertar das correntes e escapar da caverna? E se esse prisioneiro fosse Jay, um garotinho de 7 anos?
Que surpresa boa ver a Lyna Khoudri nesse curta, matar um pouco a saudade dessa atriz argelina que além de linda é talentosíssima. Porém, esperava mais... Apesar de ter apenas 20 minutos, o curta pareceu durar uma eternidade. Mesmo assim, as atuações são boas e o roteiro parece um monte raso. Se melhorassem, poderia facilmente ser um baita curta.
A Mostra Internacional de Cinema de SP volta às telonas nesse fim de semana em três salas brasileiras de cinema. Com distribuição do Filmes da Mostra, dois filmes da edição de 2024 entram em cartaz: ‘Não sou eu’ (2024), de Leos Carax, e ‘Alegoria urbana’ (2024), de Alice Rohrwacher e JR. No primeiro filme, o cineasta francês realizador de ‘Holy motors’ (2012) e ‘Annette’ (2021) Leos Carax faz mais uma obra pessoal e transcendental, dessa vez um autorretrato que junta documentário e ficção. Realizado a pedido do Centro Cultural Pompidou, de Paris, o diretor, por meio da pergunta ‘Onde você está, Carax?’, tenta responder o questionamento com imagens aleatórias, com colagens e trechos de seus filmes e de vídeos caseiros, além de cenas de bastidores de seus premiados longas. É uma nova fase do universo criativo de Carax, que completa 45 anos de carreira. Exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián, é um média-metragem experimental de 42 minutos, para público inserido em cinema de arte. Pode ser visto em sessão dupla com o curta ‘Alegoria urbana’. Neste segundo programa, também francês, a cineasta italiana Alice Rohrwacher, de ‘Feliz como Lázaro’ (2018), em parceria com o fotógrafo, artista visual e diretor JR, traz um conto urbano a partir do Mito da Caverna, de Platão – uma criança de sete anos observa uma série de acontecimentos numa cidade efervescente, mas que por vezes parece estacionada no tempo. A criança se desprendeu das correntes da caverna e agora se integra naquela sociedade moderna. Repleto de simbologias e significados, é um filme só com imagens e poucos diálogos, de apenas 21 minutos, típico de festivais de cinema. Ambos em exibição nos cinemas do IMS Paulista, IMS Poços de Caldas e no Cine Arte UFF, em Niterói/RJ. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Talvez eu apreciasse sobremaneira o espetáculo de balé filosófico que serve como base para este roteiro. Gosto muito da Alice Rohrwacher, e de como ela tematiza politicamente o elã pueril, mas, por mais que eu fique deslumbrado com o talento de JR em suas colagens e expansões fotográficas, algo na obviedade um tanto pretensiosa de suas mensagens "libertadoras" não me desce bem. Presumo que seja um ranço ainda em tratamento, que não impede que eu admita que ele, sim, é bastante talentoso. Só tem algo na maneira como ele esfrega isso em nossa cara que nem sempre funciona. Não achei o garotinho tão carismático quanto ele desejava que fosse, mas, para os propósitos deste curta-metragem, serve: a mensagem conjunta é transmitida e é sempre bom reconhecer Leos Carax em cena! (WPC>)
Depois de realizarem o excelente curta Homilia Camponesa na itália, os diretores se reúnem aqui para filmar esta peça de arte nas ruas de Paris. Alice Rohrwacher é um dos grandes nomes do cinema italiano atual e JR vem chamando a atenção na França onde tem no currículo até um trabalho com a lendária Agnès Varda. Tudo aqui é pura arte, é dança, é movimento, é crítica social, é lindo demais! Não lembro de um curta que diz tanto falando tão pouco. A parte técnica é perfeita, há tomadas incríveis. O minimalismo e os cenários estéreis e cinzentos que vivemos hoje vem me incomodando demais ultimamente e ao assistir este sentimento teve um grande impacto em mim. De quebra ainda podemos ver o Leos Carax fazendo uma ponta.
Que surpresa boa ver a Lyna Khoudri nesse curta, matar um pouco a saudade dessa atriz argelina que além de linda é talentosíssima.
Porém, esperava mais... Apesar de ter apenas 20 minutos, o curta pareceu durar uma eternidade.
Mesmo assim, as atuações são boas e o roteiro parece um monte raso. Se melhorassem, poderia facilmente ser um baita curta.
A Mostra Internacional de Cinema de SP volta às telonas nesse fim de semana em três salas brasileiras de cinema. Com distribuição do Filmes da Mostra, dois filmes da edição de 2024 entram em cartaz: ‘Não sou eu’ (2024), de Leos Carax, e ‘Alegoria urbana’ (2024), de Alice Rohrwacher e JR. No primeiro filme, o cineasta francês realizador de ‘Holy motors’ (2012) e ‘Annette’ (2021) Leos Carax faz mais uma obra pessoal e transcendental, dessa vez um autorretrato que junta documentário e ficção. Realizado a pedido do Centro Cultural Pompidou, de Paris, o diretor, por meio da pergunta ‘Onde você está, Carax?’, tenta responder o questionamento com imagens aleatórias, com colagens e trechos de seus filmes e de vídeos caseiros, além de cenas de bastidores de seus premiados longas. É uma nova fase do universo criativo de Carax, que completa 45 anos de carreira. Exibido nos festivais de Cannes e San Sebastián, é um média-metragem experimental de 42 minutos, para público inserido em cinema de arte. Pode ser visto em sessão dupla com o curta ‘Alegoria urbana’. Neste segundo programa, também francês, a cineasta italiana Alice Rohrwacher, de ‘Feliz como Lázaro’ (2018), em parceria com o fotógrafo, artista visual e diretor JR, traz um conto urbano a partir do Mito da Caverna, de Platão – uma criança de sete anos observa uma série de acontecimentos numa cidade efervescente, mas que por vezes parece estacionada no tempo. A criança se desprendeu das correntes da caverna e agora se integra naquela sociedade moderna. Repleto de simbologias e significados, é um filme só com imagens e poucos diálogos, de apenas 21 minutos, típico de festivais de cinema. Ambos em exibição nos cinemas do IMS Paulista, IMS Poços de Caldas e no Cine Arte UFF, em Niterói/RJ. POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA-NAWEB
Talvez eu apreciasse sobremaneira o espetáculo de balé filosófico que serve como base para este roteiro. Gosto muito da Alice Rohrwacher, e de como ela tematiza politicamente o elã pueril, mas, por mais que eu fique deslumbrado com o talento de JR em suas colagens e expansões fotográficas, algo na obviedade um tanto pretensiosa de suas mensagens "libertadoras" não me desce bem. Presumo que seja um ranço ainda em tratamento, que não impede que eu admita que ele, sim, é bastante talentoso. Só tem algo na maneira como ele esfrega isso em nossa cara que nem sempre funciona. Não achei o garotinho tão carismático quanto ele desejava que fosse, mas, para os propósitos deste curta-metragem, serve: a mensagem conjunta é transmitida e é sempre bom reconhecer Leos Carax em cena! (WPC>)
INESQUECÍVEL
PLATÃO PRIMORDIIAL
Depois de realizarem o excelente curta Homilia Camponesa na itália, os diretores se reúnem aqui para filmar esta peça de arte nas ruas de Paris. Alice Rohrwacher é um dos grandes nomes do cinema italiano atual e JR vem chamando a atenção na França onde tem no currículo até um trabalho com a lendária Agnès Varda. Tudo aqui é pura arte, é dança, é movimento, é crítica social, é lindo demais! Não lembro de um curta que diz tanto falando tão pouco. A parte técnica é perfeita, há tomadas incríveis. O minimalismo e os cenários estéreis e cinzentos que vivemos hoje vem me incomodando demais ultimamente e ao assistir este sentimento teve um grande impacto em mim. De quebra ainda podemos ver o Leos Carax fazendo uma ponta.
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