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Zeke, o filho mais velho de uma família que cultiva algodão, vai até a cidade para vender sua colheita. Por causa de seu interesse por uma mulher muito sedutora, Chick, ele acaba perdendo toda o dinheiro da venda e se envolve em uma tragédia, tornando-se depois um pastor e casando com uma amiga. Porém, seu destino e o de Chick voltam a se cruzar.
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Um filme aparentemente bem intencionado mas que é vítima de sua própria época. Aqui temos aquilo que hoje seria definido como estética da fome: pessoas cantando e dançando alegremente sem nunca reclamar da miséria ao seu redor, como se vivessem em um cartão postal ou comercial de margarina. Isso claro, era para dar uma sensação de bem estar a população branca, mostrando o sul dos EUA como um lugar idílico, onde até os negros mais pobres viviam felizes.
Não me cativou. Vale como registro histórico e importância pela questão racial (ainda mais considerando um século atrás). Mas o filme em si é muito chato. O personagem principal como tolo, vira sábio e volta a ser tolo....em um filme onde a cena de um funeral dura 432 horas e o final do filme 32 segundos. Nota 4,0.
Algumas coisas:
1. Existe um livro do Tolstói chamado "O Diabo" que tem certas semelhanças com o filme.
2. As músicas são bem genéricas, mas ao mesmo tempo super coerentes com a realidade interna ali da estória.
3. Só o fato de existir um filme com o elenco todo negro nos anos 20 já garante um super destaque pra essa obra.
4. Não achei ruim, mas não pretendo rever.
5. A cena do ~S P O I L E R~ funeral? This is cinema.
Dessa vez temos um filme bem morno de Vidor.Alguns assuntos bem polêmicos que hoje em dia já não são vistos da mesma maneira.
>Assistido em 04 de Agosto de 2023
O filme tem seus problemas, especialmente ao naturalizar a condição do negro frente ao sistema e colocar em si próprio as origens de suas mazelas. Compreensível, uma vez que, ainda que o elenco seja totalmente de afro americanos, é uma produção bancada e dirigida por brancos, com a visão condicionante da época. Entretanto, há relatos que o ator Clarence Muse ajudou na direção, mas não foi creditado por isso. Distorções e anacronismos à parte, o filme tem bons e memoráveis momentos como o sermão evocando um trem ou a rima visual da dança de Chick, que por duas vezes, em contextos distintos, leva à queda de Zeke. Vale a pena assistir nem que seja pela presença da fascinante e pouco conhecida Nina McKinney, atriz que abriu as portas para o protagonismo de outras atrizes negras.