A história verídica do escritor premiado Alex Wheatle (Sheyi Cole), desde o início de sua vida adulta. Tendo passado sua infância em uma casa de repouso institucional majoritariamente branca, sem amor ou família, ele finalmente encontra não apenas um senso de comunidade pela primeira vez em Brixton, mas sua identidade e capacidade de aumentar sua paixão por música e DJing. Quando ele é jogado na prisão durante a Revolta de Brixton de 1981, ele confronta seu passado e vê um caminho para a cura.
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- conhecimento é poder, conhecimento é liberdade, um dos bens mais preciosos que uma pessoa pode ter e um dos únicos que não podem tirar de você
- que bom que terminou dessa forma e que felicidade saber do futuro do alex
- tem seus problemas por ser curto demais, não aprofunda em partes importantes, mas o saldo é bem positivo
Achei muito interessantes os pontos de contato com a conjuntura regueira de LOVERS ROCK, mas já estão estabelecidos aqui as exortações discursivas que desembocariam em EDUCAÇÃO: é um filme sobre a importância do auto-reconhecimento no ensino orgânico: os diálogos na prisão são extraordinários, mas há algo de supérfluo nos 'flashbacks', não obstante o uso inteligente das situações envolvendo os protestos em Brixton. A mensagem biográfica, ao final, é primorosa: um convite à valorização identitária. Muito bom, ainda que inferior aos demais capítulos da antologia! (WPC>)
É notório como o McQueen tem cuidado na composição de quadros significativos em todas as obras que trabalha. Aqui vão ficar na memória o plongée de Alex saindo da prisão, com o arame farpado posicionado cuidadosamente ao lado do jovem, assim como o plano no qual Alex sai da casa do amigo chorando ao lado das casinhas de portas azuis, todas iguais.
Este é o 4º filme do programa Small Axe, série britânica que consiste em 5 longas que contam histórias distintas sobre a vida de imigrantes negros das Índias Ocidentais em Londres dos anos 60 aos 80. Talvez seja o mais artístico da série, pois biografa sem didatismo o ambiente de descobertas do romancista Alex Wheatle (Sheyi Cole), importante escritor radicado no Brixton. Com foco no pertencimento, a luta contra a injustiça racial ganha contornos ancestrais, quando é preciso conhecer o passado para entender o futuro. Há uma dura crítica ao jornalismo e governo inglês quanto ao incêndio de 1981, que vitimou 13 jovens negros, além, obviamente, ao braço armado do estado, a opressora polícia londrina. Uma obra cheia de solidão, deslocamento e dor, porém, elucidativa ao apresentar esperança.
Sofrido. Maluco desde cedo tomou na tarraqueta...ainda bem que ele conseguiu se achar e, assim, contribuir para melhorar esse sistema podre..