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Data de lançamento
11 Dez. 2001Duração
Cassius Clay (Will Smith) era um grande lutador nos ringues de boxe e uma pessoa inteligente fora deles, onde impressionava pelo seu fácil palavreado. Ele logo se tornou uma das principais personalidades do esporte mundial nos anos 60, principalmente após se converter ao islamismo, trocar seu nome para Muhammad Ali e se recusar a lutar na Guerra do Vietnã.
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Quem foi pior: Roteirista, diretor ou o responsável pela montagem desse filme?
Confuso, bagunçado e cheio de inconsistências.
Quem não sabe nada sobre a história dos personagens sai mais perdido do que entrou.
Tentou ser uma biografia, mas saiu como um filme de luta mediano. Ou seria o contrário?
Michael Mann faz um trabalho detalhista e respeitoso na direção. Como em toda boa cinebiografia, o diretor presta sua homenagem ao personagem mas não deixa de lado também as questões mais polêmicas da vida pessoal do Muhammad Ali.
Um dos maiores problemas do filme é que apesar da longa duração muitas partes ainda parecem apressadas, com longas passagens de tempo acontecendo de uma cena para outra. Então pra quem não conhece um pouco da história de vida do Ali ficará meio perdido durante o filme.
Mesmo com seus defeitos, no geral o filme faz uma boa dramatização da vida pessoal e profissional de Muhammad Ali. Todos os principais momentos de sua vida estão lá, mostrando desde suas convicções ideológicas na parte política e religiosa, como seu estilo contestador dentro e fora dos ringues.
Destaque também para o Will Smith com uma atuação muito comprometida tanto na parte física como no drama. As sequências de lutas são convincentes e fiéis (na medida do possível) às lutas e adversários reais. A luta final contra o Foreman no Zaire ficou fantástica e deixou claro a eficiência da estratégia vencedora do Ali.
Então quem já conhecia a biografia do Ali pode relembrar e até se comover com a recriação dos principais momentos de sua vida. Pra quem não conhecia, terá uma noção da dimensão deste personagem histórico, que foi muito além de ser um dos maiores boxeadores da história!
Curiosidades: Charles Shufford, um boxeador peso-pesado de 106 kg com um histórico de 17-2, que interpreta George Foreman teve permissão para dar seus socos mais fortes e realistas desde que não nocauteassem Will Smith.
Will Smith inicialmente recusou o papel e só reconsiderou após o próprio Ali ligar para ele e pedir que aceitasse o papel, porque ele era o único tão bonito quanto ele para interpretá-lo. Em 10 de junho de 2016, Will Smith ajudou a carregar o caixão durante o funeral do Muhammad Ali.
A primeira hora do filme é insuportável, parece até que o filme é sobre o Malcom X, depois até que fica bonzinho, mas termina muito antes do que deveria. Nota 6,0.
“Nenhum vietcongue jamais me chamou de crioulo” essa foi uma das inúmeras justificativas que usou pata recusar o alistamento, e que quase custou sua vida e carreira brilhante, uma pessoa fantástica, porem se tornou um bêbado mulherengo como seu pai (o que ele disse que jamais seria), e perdeu o primeiro e grande amor de sua vida por ideologia religiosa machista e arcaica… Uma bela Biografia, de um homem que representou muito para os EUA, para o esporte e principalmente para os afroamericanos...
Religião, celebração, política. Como absolutamente tudo se resume na performance do Ali nos ringues. Os verdadeiros ícones do esporte são antes de mais nada figuras sociais de sua época, e o boxe se torna mais do que entretenimento, mas sim o momento de culminação máxima. O Michael Mann faz um filme documental que transita dentro de uma lógica padrão de biopic hollywoodiana de forma até anarquista. Mesmo os acontecimentos da vida pessoal do Ali não parecem íntimos, apenas parte de como todo o ícone se faz pelo seu meio.