Quando a Sra. Tremayne é misteriosamente envenenada por gás, o motorista de ambulância Frank Jessup acaba conhecendo sua enteada, Diane. Apesar de seduzido pelo seu charme, Frank ainda desconfia de seu envolvimento no acidente.
Quando entrou no carro com ela no final do filme já sabia o que ia acontecer... ele acelerou e o carro foi pra frente e por um segundo eu pensei... será que eu to enganado??? logo depois veio o que eu já sabia...
Muito bom Melodrama Noir do mestre Preminger. Mitchum sempre carismático (do jeito dele) e Jean Simmons rouba a cena com uma personagem de certa complexidade. Final
O título original da obra é perfeito. A Diane de Jean Simmons realmente parece existir em uma fachada angelical: roupas brancas ou muito claras a maior parte do tempo, não fuma, não bebe, e sua volúpia fica quase inteiramente reservada. Quantas femmes fatales vocês já viram assim? Apesar de seu egoísmo beirar o absurdo - ela não apenas faz o que faz com os que moravam em sua casa, como também é a responsável pela brutal cena final - sua roupagem é de uma moça benevolente por completo. O momento em que ela conversa com Catherine pela primeira vez deixa isso bem claro, ela simplesmente não traz nenhum conflito para a discussão, não levanta a voz e não tenta argumentar, mesmo quando descoberta pela outra. Sua relação com a madrasta possui o mesmo padrão: em nenhuma cena ela se descontrola ou faz as atenções se virarem pra si. Entretanto, como todo bom personagem, sua personalidade não é unidimensional - seu vínculo com a culpa, por exemplo, parece verdadeiro, e suas tentativas de não gerar um problema para Frank refletem o caos emocional de seu íntimo. Sim, Diane Tremayne é um ser humano terrível, mas ainda sim humano. Sua ruindade é genuína, porém camuflada. E, no fim, como o próprio filme comprova, o pior tipo de maldade é aquele que sabe se esconder.
Quando um filme noir apresenta uma femme fatale sem ser dúbia, loura ou impertinente precisamos atentar cuidadosamente. E o que vemos nesta fita é uma mulher que facilmente existe no nosso tempo e lugar. Bem mais que uma aventura de detetives e sombras cinzas, é um inteligente estudo psicológico de personalidade, inicialmente acometida pelo ressentimento e posteriormente pela culpa. Rancores, ciúmes, invejas, desafetos, enfim, tudo é gatilho nas complexas relações onde escolhas, motivações e consequências fazem parte do jogo. Infelizmente, não foi uma obra premiada e fez parte do ocaso da RKO Pictures, extinta em 1959. Mas a influência do novo estilo (pra época) foi fundamental para transformar o noir em neo. Filmaço!
Gosto muito do Mitchum, acho a presença dele bem f0d4. Mas o personagem dele nesse filme foi ingênuo até o fim mano.
Como que ele entra no carro com aquela desequilibrada e ainda deixa ele dirigir? kkkkkkk para mano
Quando entrou no carro com ela no final do filme já sabia o que ia acontecer... ele acelerou e o carro foi pra frente e por um segundo eu pensei... será que eu to enganado??? logo depois veio o que eu já sabia...
Muito bom Melodrama Noir do mestre Preminger. Mitchum sempre carismático (do jeito dele) e Jean Simmons rouba a cena com uma personagem de certa complexidade. Final
brutal mas francamente previsível.
Um noir com poucos recursos,mas a direção de Preminger sempre melhora a situação.Jean Simmons consegue roubar a cena do começo ao fim.
>Assistido em 10 de Fevereiro de 2023
O título original da obra é perfeito. A Diane de Jean Simmons realmente parece existir em uma fachada angelical: roupas brancas ou muito claras a maior parte do tempo, não fuma, não bebe, e sua volúpia fica quase inteiramente reservada. Quantas femmes fatales vocês já viram assim? Apesar de seu egoísmo beirar o absurdo - ela não apenas faz o que faz com os que moravam em sua casa, como também é a responsável pela brutal cena final - sua roupagem é de uma moça benevolente por completo. O momento em que ela conversa com Catherine pela primeira vez deixa isso bem claro, ela simplesmente não traz nenhum conflito para a discussão, não levanta a voz e não tenta argumentar, mesmo quando descoberta pela outra. Sua relação com a madrasta possui o mesmo padrão: em nenhuma cena ela se descontrola ou faz as atenções se virarem pra si. Entretanto, como todo bom personagem, sua personalidade não é unidimensional - seu vínculo com a culpa, por exemplo, parece verdadeiro, e suas tentativas de não gerar um problema para Frank refletem o caos emocional de seu íntimo. Sim, Diane Tremayne é um ser humano terrível, mas ainda sim humano. Sua ruindade é genuína, porém camuflada. E, no fim, como o próprio filme comprova, o pior tipo de maldade é aquele que sabe se esconder.
Quando um filme noir apresenta uma femme fatale sem ser dúbia, loura ou impertinente precisamos atentar cuidadosamente. E o que vemos nesta fita é uma mulher que facilmente existe no nosso tempo e lugar. Bem mais que uma aventura de detetives e sombras cinzas, é um inteligente estudo psicológico de personalidade, inicialmente acometida pelo ressentimento e posteriormente pela culpa. Rancores, ciúmes, invejas, desafetos, enfim, tudo é gatilho nas complexas relações onde escolhas, motivações e consequências fazem parte do jogo. Infelizmente, não foi uma obra premiada e fez parte do ocaso da RKO Pictures, extinta em 1959. Mas a influência do novo estilo (pra época) foi fundamental para transformar o noir em neo. Filmaço!