Dirigido por
Duração
O agente secreto Lemmy Caution parte em missão para a cidade futurista de Alphaville (onde os sentimentos foram abolidos) com o objetivo de persuadir o professor von Braun a voltar aos planetas exteriores. Natacha, filha do professor, lhe serve de guia. Lemmy reencontra Henri Dickson, antigo agente secreto, que lhe envia uma mensagem para destruir Alpha 60 e salvar aqueles que choram. Lemmy presencia uma execução pública. Depois, é submetido a um interrogatório conduzido por Alpha 60, o computador que governa a cidade, e é condenado à morte. Natacha, aos prantos, lhe murmura as palavras proibidas.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Alphaville de Jean-Luc Godard é um bom suspense, que utiliza uma proposta interessante, que inclusive se reflete nos dias de hoje, mesmo seis décadas depois. As atuações são medianas e é notória que a produção foi feita com poucos recursos, logo todo o longa acaba se escorando no roteiro inteligente. A história pode ter um desenrolar morno em seu ato central, mas no final o resultado é satisfatório.
*** (Bom)
O argumento é bom, mas o desenvolvimento da trama é um pouco confuso - e olha que sou acostumado com histórias de distopia e autoritarismo. A ameaça não pareceu tão palpável assim. O senso de urgência frente a opressão e ao cerceamento não foi convincente.
Assisti a este filme há alguns muitos anos, na ocasião, não curti muito, mas desta vez pude perceber o porquê dele ser tão aclamado. Com um roteiro genial, repleto de filosofia, previsões e poesia, contornos surrealistas e kafkianos, a obra surpreende pelo visionarismo. Não à toa podemos ver algumas de suas cenas sendo referenciadas em obras posteriores...
Eu não consegui gostar do filme por causa da voz rouca EXTREMAMENTE irritante do narrador. Se mudasse isso já melhoraria muito, porque essa voz é onipresente no filme.
É artístico, contemplativo e traz uma esfera de suspense interessante.
Como alguns já disseram, gostaria de ter gostado mais do que de fato gostei, mas todas as minhas experiências com Godard foram parecidas: o filme tem mais pretensão do que execução, e o problema não é a época e tampouco uma alta complexidade do roteiro.
Há ficções científicas antigas melhores, como 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), Blade Runner (1982) e Brazil: o Filme (1985). Contudo, vale pela presença de Anna Karina, por algumas frases intrigantes e por misturar Sci-fi com nouvelle vague.