Uma ambiciosa cantora foi descoberta em seus inícios pelo gângster de Chicago, Martin "The Gimp" Snyder. Fascinado com Ruth, Snyder mexe seus contatos com o show business e rapidamente transforma sua enamorada em uma grande estrela do espetáculo. Mas também transforma sua vida pessoal em um aterrador pesadelo.
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Garota "Ardida como pimenta" encontra "Ano de cara suja" e "Nasce uma estrela".
Ótimo filme com a bela e talentosa Doris Day e o grande ator James Cagney emprestando seus talentos para valorizar essa película. Bons números musicais e com uma trama que consegue nos prender até o seu final.
O roteiro do filme é muito fraquinho. Um trabalho muito inferior a Gilda, que parece ter sido o único destaque na filmografia de Charles Vidor.
Esperava um musical efusivo, em razão de sua publicidade enviesada, que difunde o filme como um musical tradicional da era de ouro hollywoodiana. Exceto pela qualidade superlativa de sua produção, é um filme bastante diferente: uma biografia não hagiográfica, em que a protagonista é mostrada como vítima mas não eximida de culpa. Assume a responsabilidade pelo inferno em que é inserida. Estranhei a primeira hora do filme, pouco deslumbrante em relação à própria musicalidade, visto que os números cantados apareciam apenas nos palcos ou em ensaios. Foi quando compreendi a sacada inaudita: depois de um tapa violento que James Cagney dá em Doris Day (ambos os atores estão soberbos!), percebi o quão violenta era a relação entre os dois personagens, o quão intenso é o sofrimento que aflige a protagonista. Comecei a prestar mais atenção às letras das músicas que ela canta e... meu Deus, quanta angústia, quanta aflição! Quis saber sobre a verdadeira Ruth Etting, de modo que após a sessão, obriguei-me a pesquisar sobre ela, principalmente levando-se em consideração que o desfecho é abrupto, quase fantasioso em relação à dramaticidade apresentada. Minha mãe não gostou muito desse efeito, ao final. Eu fiquei aturdido: quanto sofrimento, repito! (WPC>)
Estranho que nem é um filme vendido como uma cinebiografia. Só durante o filme quando eu vi que a personagem da Doris chamava Ruth Etting que eu fiquei sabendo que era um filme sobre a cantora, que por sorte eu já conhecia. E, como a grande maioria dos filmes baseados em fatos da época, ele tem pouca fidelidade, tendo apenas alguns eventos realmente ocorrido, embora de forma ligeiramente diferente. Creio que o grande destaque é o personagem de James Cagney, Martin Snyder, que é bem complexo. Inclusive, na vida real ele era um dos gangsters de Chicago, mas no filme isso é um pouco amenizado, afinal ele possui uma lavanderia (seria uma indireta para lavagem de dinheiro?), amenizando, inclusive, o final. Curioso que mesmo assim o Martin Snyder da vida real, que ainda estava vivo quando o filme foi lançado, não gostou da forma como ele foi retratado.
Nota: 7.7.