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Data de lançamento
4 Maio 2018Duração
Um detetive vive em um mundo onde não é possível ter privacidade, se privar de informações ou viver de forma anônima, o que impossibilita que crimes aconteçam. O detetive, porém, conhece uma jovem totalmente desconhecida e acredita que nem tudo pode estar tão seguro assim.
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⚠️ Alerta de Spoilers: Se você ainda não assistiu esse filme, corre daqui.
Sabe o meme clássico da Renata Sorrah confusa, cheia de fórmulas matemáticas, raízes quadradas e equações flutuando ao redor da cabeça? "Anon" é basicamente a transformação desse meme em um longa-metragem.
Dirigido por Andrew Niccol, o filme nos joga em uma sociedade futurista onde a privacidade foi pro vinagre. Tudo o que as pessoas veem é gravado em tempo real em um banco de dados do governo. Não existe anonimato, e a visão de todo mundo parece uma tela de computador flutuante, onde o sistema calcula e exibe o nome, a profissão e os dados de qualquer um que passa na rua.
Visualmente, o filme é um velório sem fim. É tudo cinza, preto, morto e fúnebre. Você perde até a fé no mundo de tão depressivas que são as pessoas na rua. A estética é tão gélida que parece que aquele monte de gente na tela está a caminho de um enterro — só esqueceram de avisar de quem é o defunto.
No meio dessa Weltschmerz life, o detetive Sal Frieland — vivido por um Clive Owen opera no módulo zero em cena, precisando urgentemente de três xícaras de café puro com pó de guaraná pra acordar — investiga esses assassinatos misteriosos. O problema é que o assassino hackeia a visão "Renata Sorrah" das vítimas antes de puxar o gatilho. É aí que surge a "Anon" (Amanda Seyfried), uma hacker fantasma sem registro no sistema que atua gelada mandando bala nos outros. Ela aparece esporadicamente, quase dizendo um "oi" nas cenas, mas deixa sua marca na gente. E como manda a regra não escrita dos filmes do Clive Owen, claro que não podia faltar aquela pitada de sexo pro seu personagem.
Apesar do ritmo lento e do clima de depressão profunda, o filme não é ruim. Ele engata bons momentos de suspense investigativo e traz um conceito instigante sobre o controle total da informação e o fim da intimidade. O problema é que o roteiro perde o bafo na reta final e entrega um desfecho previsível, desenhando pra gente quem era o culpado muito antes dos créditos subirem.
Como filme de catálogo da Netflix, "Anon" cumpre o seu papel: distrai e entretém, entregando um mistério razoável, que faz a gente pensar mais sobre essas novas tecnologias que surgem por aí.
P.S. Vou pensar duas vezes antes de comprar os óculos com IA Renata Sorrah...
Achei o filme niilista.
Idéia bem interessante sobre tecnologia mas a rapidez dos ações são surreais. Tem bom thriller policial.
17/04/2025
Extremamente chato, esperava mais de um filme com a Amanda Seyfried