Anônima - Uma Mulher em Berlim

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Anônima - Uma Mulher em Berlim (2008)
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Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 168 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
168 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Max Färberböck
Data de lançamento 23 Out. 2008 Outras datas
Duração 131 min (2h11)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

23 Out. 2008

Duração

131 minutos
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Sinopse

O filme mostra sobre o sofrimento de mulheres violentadas por oficiais soviéticos após o término da Segunda Guerra Mundial. Em abril de 1945, o exército russo toma Berlin. Nas mãos de seus supostos libertadores, todas as mulheres tornam-se vítimas de estupros. O filme é baseado no diário de mesmo nome publicado anonimamente em 1954.

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Comentários 2
amigos querem ver
arinaldobittencourt
Arinaldo
1 ano atrás

Abril de 1945. Berlim foi destruída pelas forças aliadas e tomada pelo exército vermelho.
Hitler, o culpado de tudo, se acovarda, comete suicídio, e abandona à própria sorte seus nazistas e toda a Alemanha.
Em meio aos saques e ao caos, mulheres são violentadas pelos russos.
Onde estavam seus maridos e os soldados alemães para poder defendê-las?
Estavam mortos, feridos, ou presos pela Europa, sem antes terem praticado todo tipo de atrocidades, incluindo-se estupros, contra mulheres e crianças na invasão à Rússia.
É a lei do toma lá, dá cá, infalível contra os irresponsáveis.
Hitler e seus cretinos comandados, “calcularam mal” a “superioridade alemã”, merecendo a “má sorte” na guerra e a culpa pelo sofrimento das suas mulheres e familiares.
Mesmo assim, eis que das cinzas surge um soldado alemão (o marido da protagonista), não para acalentá-la ou para comemorar por estar viva, mas para censurá-la por ter sido estuprada em troca da proteção dos russos.
É a mesquinhez da natureza humana. É pra cabá…
Tecnicamente um excelente filme, baseado em acontecimentos reais.
Nota 8.

vagnerfoxx
vagnerfoxx
3 anos atrás

"Senhor Major, precisamos de sua ajuda!
-Nossos homens são todos saudáveis e limpos."

Foi essa a resposta que o Major russo deu para Anônima, quando ela foi pedir socorro pra ele pelas tentativas de estupro nela e as que aconteciam nas ruinas da Berlin devastada pela guerra. São cenas que destroem a nossa humanidade, você perde o rumo da atenção do filme quando vê o exercito russo caçando as mulheres pelos escombros da cidade.

Revolta, ódio, nojo, horror. De libertadores, as tropas comunistas passaram a ser, um exercito de estupradores, demônios a solta no mundo, com licença para tudo.
“Com que frequência?” foi uma das frases mais ouvidas e entendidas pelas mulheres na Segunda Guerra Mundial. Mas seu significado foi muito maior, era uma agonia sem fim ter que responder “Quantas vezes você foi estuprada por soldados russos?”
Estima-se que dois milhões de mulheres foram estupradas por soldados russos depois da invasão de Berlim, em 1945.

"Anônima: Uma mulher em Berlim" é uma produção baseada no livro autobiográfico "Uma mulher em Berlim", publicado pela primeira vez de forma anônima, em seguida creditado a Marta Hillers, que viveu em Berlim no final da II Guerra Mundial durante a Batalha de Berlim. No lançamento da obra em 1959, o livro foi duramente criticado e foi proibido pela anônima autora e permaneceu esquecido durante décadas do grande publico, mas latente e vivo, numa geração inteira de mulheres que viveram essa atrocidade caladas.

Dirigido por Max Färberböck livro anônimo virou um filme estarrecedor, terrível, urgente e necessário pra uma toda uma geração de homens e mulheres, principalmente as do Grelo Duro do PT, que acabam comemorar a visita no Brasil do ditador da Venezuela, Nicolas Maduro, acusado na ONU de usar o estupro como método de tortura no seu pais. São mais de 2.891 vitimas.

O filme é muito bem produzido e dirigido Max Färberböck, mas eu só tenho isso a dizer. "Anônima - Uma Mulher em Berlim", sinceramente me quebrou as pernas. Já vi muita coisa braba em filme, mas foi o fim do mundo pra mim ver isso acontecendo.
A personagem Anônima e todas as mulheres, de todas as idades, depois dos sucessivos estupros, tiveram que se "ACOSTUMAR" com essa realidade e passaram a prostituir-se para sobreviver...

Isso é um horror, uma desolação. Isso não é um simples filme, mas um retrato vivo de uma geração que todos devem assistir.

MAIS DE DOIS MILHÕES DE MULHERES FORAM ESTUPRADAS PELO "LIBERTADOR" EXERCITO COMUNISTA DE STALIN DEPOIS DA TOMADA DE BERLIM EM 1945 e não tem nenhuma data amarga no calendário pra que todos homens e mulheres do mundo possam se lembrar disso. Nenhuma.

"É seu dever nos ajudar.
-São só alguns minutos. Não há nada com que se preocupar."

Segue na integra o artigo do site Jus brasil

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

2 MILHÕES DE ALEMÃS - O MAIOR ESTUPRO EM MASSA DA HISTÓRIA.

Aos 80 anos, Gabriele Köpp tem problemas com sono, por vezes, simplesmente não consegue comer. Aos 15 anos, ela foi repetidamente violada por soldados soviéticos, sendo virgem e não tendo nenhum conhecimento prévio sobre o sexo.

A revista "Spiegel" escreve que não existem os dados exatos sobre a quantidade de mulheres alemãs violadas pelo exército soviético, o número que aparece em várias publicações aponta para dois milhões de mulheres (2.000.000). Segundo a investigação do Dr. Philipp Kuwert, especialista de traumas e chefe do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital universitário de Greifswald, a idade média das vítimas de violações soviéticas era de 17 anos e cada mulher foi violada em média 12 vezes. Quase metade das vítimas possui síndromes pós – traumáticos, incluindo os pesadelos, tendências de suicídio, anestesia emocional. Cerca de 81% destas mulheres adquiriram o efeito negativo direto sobre a sexualidade.

A historiadora Birgit Beck-Heppner escreve que os soldados soviéticos usavam as violações para intimidar as populações alemãs, mostrando que o seu governo e exército já não lhes conseguiam garantir a segurança. Por isso, muitas destas violações eram executados em público.

Em 1945, os soviéticos foram os primeiros a chegar em Berlim. Mesmo após a rendição da Wermacht e dos Nacional-Socialistas, o sofrimento do povo alemão parecia não ter fim. Os soldados do Exército Vermelho invadem casas, arrancam mães e filhas de suas famílias e as estupram em praça pública, algumas foram estupradas várias vezes por grupos de até 10 soldados. Mais de 2 milhões de mulheres alemãs foram estupradas só em 1945, desde crianças de 8 anos à idosas de 80.

A “doença russa”
Gabriele Köpp lembra na conversa com o jornalista da "Spiegel" que a sua menstruação parou por completo durante os 7 anos. Naquela época era um sintoma bastante comum entre as alemãs e era chamado pelos ginecologistas de “doença russa”.

Quanto Gabriele Köpp é perguntada se conheceu o amor, se teve alguma vez as relações sexuais, ela responde: “Não, não tive nada disso. Para mim existia apenas uma coisa – a violência”.

A culpabilidade dos aliados e a tentativa de abafar o assunto
O estupro em massa das mulheres em Berlim foi negado pelos países aliados (E.U.A, Inglaterra, França, União Soviética, etc;) pois conflitavam com a imagem de "vitoriosos civilizados e libertadores da opressão" que queriam passar para a opinião pública mundial. Porém, esse tabu foi quebrado quando Austin J. App, professor de língua inglesa na Catholic Univesity abordou esse tema embaraçoso (para os aliados, é claro!) em seu livro "Ravishing the Women of Conquered Europe" publicado em Abril de 1946. Na sequencia Antony Beevor também publicou o livro "Berlim: The Downfall, 1945" ("Berlim: A queda, 1945"), abordando o mesmo tema. Alguns relatos eram tão aterradores que o autor, prudentemente publicou apenas em seu site (antonybeevor). Ingrid A. Rimland também ecoou os gritos das alemãs estupradas nesse fatídico e vergonhoso episódio da guerra chamando o governo dos E.U.A à responsabilidade pois muitos desses estupros foram cometidos por soldados norte-americanos*.(*) Principalmente, pela divisão de soldados negros do exército estadunidense, em breve postaremos o artigos somente sobre o assunto - NT. Muitos historiadores creditam essa postura animalesca dos soldados aliados (notadamente dos soviéticos) ao anti-germanismo em vigor na Europa, alimentado desesperadamente e imprudentemente pela imprensa aliada. Pois a Alemanha não fora o único país a sofrer esses tipos de danos. Porém, nesse panorama vergonhoso, alguns testemunhos relatam a ainda a tentativa disciplinar de alguns poucos oficiais que tentavam manter a ordem. Dentre os testemunhos está o de um general soviético que matou um tenente, seu comando, ao flagrá-lo organizando uma fila de mais de 10 soldados para estuprar uma mulher alemã, já deitada no chão. Registros da Igreja Católica relatam que num convento da cidade de Neisse, na Silésia, 182 freiras foram estupradas, seguidas vezes, pelos soldados aliados. Numa outra cidade alemã, 66 freiras engravidaram após seguidos estupros por parte dos invasores. Até mulheres russas que estavam prisioneiras, judias e de outras etnias em campos de concentração foram estupradas impiedosamente pelos seus próprios "libertadores". Em Berlim, desesperadas por uma situação que não parecia ter fim, muitas mulheres alemãs se jogaram dos prédios em ruínas, preferindo a morte. Outras com filhos para criar, preferiam "contar com a proteção" de algum oficial aliado de alta patente, para acabar com o ciclo de estupro em série a que eram submetidas diariamente pelos soldados. Aquelas que engravidaram e tiveram filhos, frutos dos estupros em série a que foram submetidas ainda tiveram, com certeza, que suportar o repúdio moral e social.

A Arte alemã se expressando como deveria ser

Em 23 de Outubro de 2008 foi lançado na Alemanha o filme "Anonyma - eine Frau in Berlim" (Anônima - Uma Mulher em Berlim) baseado no livro de mesmo nome, escrito por Marta Hiller, alemã que sofreu entre 20/04/45 a 22/06/45, aos 31 anos, os horrores da Segunda Guerra Mundial quando vivia em Berlim, capital da Alemanha. O livro, é um relato perturbador sobre os abusos sexuais sofridos pelas mulheres da Alemanha em 1945. Marta foi uma das centenas de milhares de mulheres berlinenses, entre adolescentes, adultas e idosas, que sofreram estupros em série quando os soldados soviéticos invadiram Berlim, a capital do III Reich. Seus relatos são corroborados pelos da jornalista russa Natalya Gesse, então correspondente de guerra em Berlim, hoje aposentada.

Quando se trata do tema, muitos pesquisadores tendem a afirmar que esse comportamento deve-se a situação de extremo estresse durante a guerra, longos períodos de abstinência sexual, agravada por pressão psicológica constante... Etc; Até então, algo conhecido e óbvio, mas duas coisas têm que ser bem esclarecidas pelos que se dizem "especialistas conceituados": 1 - Se a estratégia de guerra aliada realmente não estivesse interessada em fazer vista grossa total sobre as ações descontroladas e indisciplinadas que ocorriam com os civis alemães, principalmente suas mulheres, tais fatos não teriam acontecido, pelo menos não em tão larga escala escancarada. 2 - Tais motivos para o comportamento do combatente estão presentes em todos as guerras, nem por isso, tais atitudes são cometidas, não sendo por um outro e potencial fator, a extrema propaganda de guerra que chegava a níveis de uma lavagem cerebral... Tal como hoje. - NT.

Mais de 240.000 mulheres morreram neste período, sendo mais de 100.000 em Berlim. Após o verão de 1945, os soldados soviéticos flagrados cometendo tal ato recebiam punições de enforcamento ou prisão. Entretanto, os estupros continuaram até 1948, quando a Alemanha finalmente recuperou sua estrutura política e os soldados da União Soviética e aliados estavam apenas em postos de guarda, separados da população civil.

macatin
Fernando Nanzer
3 anos atrás

Um filme que mostra a guerra como ela realmente é. Eu sempre fui fascinado pela história da 2º guerra e dos confrontos medievais. Mas nunca acreditei fielmente no que os filmes retratavam, porque sempre me vinha na cabeça (e ainda me vem) que é impossível um ser humano enfrentar o que se enfrenta numa guerra e ser aquela coisa bonita de Hollywood (barbas feitas, roupas limpas e "na estica", pessoas com todos os dentes na boca, sem feridas, depressões, conflitos, insensibilidade, humanidade e afins).

Eu acredito, de verdade, que em alguns conflitos o "vencido" comemora a chegada do aliado, porém não é aquele mar de rosas após as primeiras 6 ou 8 horas. Mas não entrarei nesse assunto porque não tenho domínio ou conhecimento nenhum.

O filme, é tecnicamente, muito bom. A fotografia inicial é sensacional e a realidade/realismo das atuações e das situações criadas é de arrepiar. Durante o começo do filme e nas posteriores cenas externas, só me vinha na cabeça as imagens do documentário "Você não é um soldado". A guerra só é bonita no cinema, nos seriados e nos video games. "Uma mulher em Berlim" é um filme necessário e atual, mesmo tendo se baseado em ocorrências de quase 80 anos atrás.

Só não dou 5 estrelas porque acho que em alguns momentos, o roteiro se perdeu, deixando as coisas muito confusas, e talvez tenha sido proposital, mas de qualquer maneira, é um filme necessário e que, para quem gosta da temática, deve ser mandátorio assisti-lo.

anarouster1
Ana Rouster
½
3 anos atrás

Esse filme é um dos poucos onde a mulher não está diretamente ligada a espionagem e usada de ferramenta p/ tal fim. Esse filme é muito mais cru! Traz uma perspectiva de uma mulher comum (sem extrema beleza ou vocação artística) vivendo em meio a guerra, sendo assediada/abusada de várias formas e sendo uma sobrevivente... É bem produzido, gostei dos figurinos, tem um roteiro bom, não tem muitos cenários.

Vale lembrar que tem -- cenas de Gatilho--

amfsp
Andre F
4 anos atrás

Nos últimos dias da Alemanha nazista havia uma frase: “Melhor um russo na barriga que um americano na cabeça”, em alusão aos estupros soviéticos e bombardeios americanos. Apesar de duas guerras perdidas os alemães mandam na Europa, enquanto que os grandes vencedores da segunda guerra não sustentaram a supremacia por muito tempo. A URSS foi a primeira a cair em 1991 e os EUA estão em processo de queda e vão ser logo superados economicamente pela China, pois geopoliticamente não são mais uma superpotência.

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