Jean sente-se preso na lógica de longevidade que a indústria farmacêutica o impõe e decide planejar um suicídio consciente. Ele convida Helena para que o suicídio seja a dois. Ela, por sua vez, hesita, sabe que viverá bem inclusive se precisar viver só, mas o ajuda em suas intenções. O silêncio entre eles não revela distância, mas intimidade. São anos de um afeto compartilhado. Juntos, eles prepararão todos os detalhes para o funeral. Ele dança a morte enquanto ela segue ensaiando a vida. Nesse processo, os dois se dão conta de que antes do fim, ainda há uma vida inteira.
O longa, ainda em seu primeiro corte, faz parte da homenagem organizada pelo festival de cinema de Tiradentes 2017 à atriz e cineasta Helena Ignez e ao ator e critico de cinema, Jean-Claude Bernardet. O longa é uma co-produção com o Canal Brasil e tem previsão para ser finalizado no segundo semestre.
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Antes do Fim - Brasil - 2017 - visto no dia 22.01.21
Primeiramente não gostei muito desse filme. Achei muito difícil de acompanhar, um ritmo muito cansativo, muito fatigoso onde tem cenas no filme que não há um desenvolvimento ou sentido concreto. Tem cenas vazias, sem nexo algum (cenas superficiais), o ritmo do filme ainda não ajuda tornando-o uma experiência torturante em acompanhar essa obra audiovisual. Maçante. A história tem até uma ideia muito interessante mas foi mal adaptado. Aqui cita como o conceito de morte e vida é interpretado pelo personagem de Jean onde ele chega em um consenso de forma racional e consciente:
planejamento de um suicídio realmente consciente.
Ela simboliza a vida, inclusive viverá bem se precisar viver sozinha. Ela o ajuda nas preparações e inclusive no funeral.
Nota: 5,0
"Antes do Fim", do diretor Cristiano Burlan, é um filme controverso. Pode despertar sentimentos díspares, como emoção e tédio, cansaço e encantamento. Pode levar a uma reflexão sobre o viver e o morrer, ou pode tornar-se tão hermético a ponto de não conseguir sussurrar no ouvido de ninguém. Entretanto, o filme conta com dois grandes trunfos: Jean-Claude Bernadet e Helena Ignez, em papeis comoventes e deliciosamente íntimos. É deles a tarefa de levar até o público a forte mensagem que o filme deseja passar. Não fosse assim, seria mais um apanhado de diálogos filosóficos entoados de forma teatral.
O enredo parece mesmo originado do teatro, particularmente as falas de Helena, mas Jean... ah, Jean com seu enorme carisma e espontaneidade é capaz de enlevar e apaixonar, compensar com uma naturalidade inigualável toda a austeridade de Helena. É na presença dele - e por causa dele - que afloram momentos de pura comoção, como o monólogo em frente ao espelho, a dança butô no alto de uma colina, que nos revela seu corpo franzino, envelhecido, mas com uma alma que fulgura, capaz de impor tanta força e vitalidade que me levaram às lágrimas.
É um filme de temática dificílima, indigesta, considerada proibida. Falar sobre o direito de escolher 'como' e 'quando' morrer ainda será um tabu por bastante tempo. Olhar para a morte de frente requer mais racionalidade e menos religiosidade, algo quase inconcebível em muitas sociedades, inclusive a nossa. Mas é isso que o cinema e o teatro sabem como fazer: mexer nos resíduos a céu aberto, sem acanhamentos.
A fotografia do filme é em preto e branco mas, ao final, a imagem central começa suavemente a se dissolver na luz saturada, até restar somente a claridade total, numa linda metáfora para o ato que Jean deseja realizar. A trilha sonora para esse momento não poderia ser mais perfeita: uma ária emocionante; enquanto isso, desfocada em contra-plano, vemos a dança butô de Helena e do mestre Kazuo Ohno.
Poesia audiovisual!
achei que seria um filmão mas na realidade é bem morno, superficial, beirando a chatice monótona da vida.
"O que é extraordinário nas ondas, é que elas se repetem infinitamente."
ANTES DO FIM #AntesdoFim de #CristianoBurlan Brasil,2017.
Amo o cinema que Cristiano Burlan tem pra entregar pra nós espectadores. Um cinema que aparentemente é íntimo, quase algo pessoal, mas que numa sala de cinema se torna universal, tem alma. Esse seu filme é difícil, confesso que demorei pra gostar, é distante, na verdade se distancia pra depois entrar na gente. Helena Ignez sublime.
#HelenaIgnez #JeanClaudeBernadet #CinemaBrasileiro
Não gostei.
Todos os pontos positivos que Cristiano Burlan acertou em "Fome" neste aqui ele errou. O resultado é um filme chato e que não mergulha em nenhuma das questões que pretendia alcançar. Fora que o casal de atores improvisando os diálogos saia totalmente de sintonia e uma ou outra ousadia, aqui se confundiu com pretensão.