Um tipógrafo e uma vendedora estão satisfeitos com a sua pobre vida, até que ganham o primeiro prémio na lotaria, mas o destino reserva-lhe outras surpresas.
O bairro inteiro intromete-se na sua vida e acumulam-se os azares. Simplicidade autêntica eleva a modesta história a um nível superior e consegue detalhes realísticos, sem arrogância ou falso romantismo.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
- o mais bonito de toda história é que eles realmente se gostavam de verdade e ficariam juntos independente do bilhete de loteria
- caraca, que cara escroto aquele dono da loja, apanhou foi pouco
- talarico pra tudo que é lado, meldels
Tipo de historieta tão amplamente copiada e porcamente desenvolvida que obviamente este exemplar lá dos anos 40 já não comove ou surpreende ninguém mas uma narrativa tão leve, tão encantadora, tão bem trabalhada que somente um tolo não veria valor em algo tão singelo. O sonho dos mais simples quando realizado nos traz um feel good dos mais genuínos.
Que surpresa agradável!
Um filme leve e com uma história simples, mas com personagens tocantes e temas secundários bastante fortes (o assédio, o machismo, a fidelidade, as relações e a vida suburbana da França nos anos 40). Alguns efeitos de câmera também são possíveis de perceber e experimentos que provam uma boa direção.
moral da história
1 nunca devolva um livro antes de retirar os papéis de dentro (aprendemos isso na escola, rsrs).
moral da história 2
às vezes é preciso levarmos umas porradas para acordarmos pra vida e acordarmos melhor.
moral da história 3
escolha alguém que esteja contigo em momentos bons e ruins, a isto, chamamos de amor.
Atuações, personagens, fotografia, montagem... em ritmo de uma Paris após a Segunda Guerra Mundial e com bastante fome de viver. Cativantes o casal principal e o desenvolvimento de trama. Filme agradável.
Gente, como esse filme pode ser tão pouco divulgado? É uma verdadeira ode ao neo-realismo, só que realizado na França. Em muitos sentidos, antecipa situações de LADRÕES DE BICICLETA, mas a condução beckeriana é muito própria, singularíssima no contexto francês. O modo como todos os personagens (mesmo que tenham poucos minutos em cena) é desenvolvido impressiona pela naturalidade, pelo cuidado roteirístico, pela leveza na abordagem das relações, ainda que permeadas pela toxicidade ou pelo machismo inevitável à época.O relacionamento do casal protagonista é ideal em mais de um sentido: por isso, torcemos tanto por um final feliz, que, se ocorre, é através de um périplo tortuoso, encarado com muita ternura pela maravilhosa personagem de Claire Maffei. Adorei o cuidado na abordagem vicinal (parece muito o lugar onde moro): é engraçado e dramático em iguais medidas. É lindo. Clássico absoluto. Adorei!! (WPC>)