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Duração
Quatro pessoas discutem o amor e a vida. Porém, o papo é a cada momento mais profundo, fazendo com que eles revelem mais do que esperavam. Dessa maneira, o encontro passa a ser um espécie de auto-reflexão e análise.A diretora Anne-Marie Miéville interpreta uma mulher de meia-idade, amiga da jovem Cathos (Claude Perron). As duas passam uma noite com o experiente Robert. Depois de uma tentativa fracassada de Cathos para seduzir o homem, a mulher mais velha sai para comprar cigarros e volta acompanhada do jovem Arthur (Jacques Spiesser). A partir daí tem início a discussão que poderá mudar a vida de cada um dos personagens.
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Aguardo pela oportunidade de conferir este filme desde que ele saiu em VHS ou quando foi exibido dublado, no canal Cinemax, no início do século XXI. felizmente, um semideus twitteiro o disponibilizou via YouTube e pude saciar a minha curiosidade: como será o Godard atuando num filme que não é seu? Como a diretora, sua esposa, contribuiu ativamente em diversas de suas produções televisivas, há uma contaminação estilística, que manifesta-se sobretudo no início, em que ela claramente imita ele, e deixa a imersão espectatorial confusa, hermética, insossa. Até que ela encontra a sua voz, quando a trama matrimonial se destaca e dois casais aparecem em enfrentamento verborrágico: de um lado, uma tentativa de sedução intergeracional; do outro, um adultério logo malogrado. O desfecho é interessantíssimo enquanto conclusão terapêutica. Pena que seja tão curtinho: quando entramos no clima, o filme acaba. Mas ficam os convites a serem aplicados na "vida real" (risos). Desde que sejamos minimamente eruditos para assimilar o despejo de referências literárias em meio aos diálogos! (WPC>)