José Sirgado é um cineasta que realiza filmes de baixo orçamento cuja dependência de heroína distorce sua percepção do mundo real. Embora seja um indivíduo deprimido e instável, seu humor melhora quando ele recebe os filmes misteriosos de Pedro, um excêntrico que quer filmar sua consciência durante o uso de drogas.
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- conheço cinéfilos que são exatamente assim
- completamente loucos, alucinados e hipnotizados e acham que alguns filmes tão transcendentes que vão mesmo arrebatá-los
- curti a metalinguagem e a experiência, o final da um medo sim
obra-prima não é, mas, imagino, deve ter tido um impacto na época, pelo arrojo da linguagem experimental da narrativa empregada para digressões sobre a metalinguagem do exercício cinematográfico, a evocação do êxtase ou arrebatamento como mote para imersão pessoal na carreira de realizador audiovisual ou escolha de temas pra filmes, comparando-se tal inspiração com a toxicomania das drogas pesadas, a ponto de confundir-se delírios provocados com a emergência da justaposição de tempos passados na relação homoerótica e de referência criativa entre Pedro e José. O aceno punk da caracterização marginal de Pedro, além da fusão homem-câmera/ecrã/visor/tela remetem a temas atemporais em evidência na época (vide Dziga Vertov, Derek Jarman e Cronenberg). Vale pela viagem e a trilha sonora imersiva psicodélica que tem uma sonoridade que deve ter inspirado o Cocorosie. De fato tem imagens muito impactantes, mas o transe narrativo não é suficiente para sustentar a trama, mas recompensam a experiência da fruição do filme.
PS.: atualização: a musiquinha cocorosie é essa aqui:Steve Harley & Cockney Rebel - Innocence And Guilt
No final da sinopse está escrito: "não existem palavras que o possam descrever". Existem palavras sim: Um verdadeiro lixo, com uma nota alta tremendamente incompreensível".
Desculpe aos que gostaram, mas este filme para mim foi uma porcaria interminável. Não devo entender nada de cinema mesmo!
Clássico espanhol da linha bom, barato e biruta.
Arrebatador! Achei riquíssima a experiência de assistir a esse filme e identificar uma importante fonte em que Pedro Almodóvar bebeu.O próprio diretor manchengo já havia se declarado fã de Iván Zulueta e as referências são bem específicas principalmente em seus primeiros longas, em A Lei do Desejo de 1986, observamos semelhanças tanto pela riqueza dos planos como também pelo protagonista cineasta interpretado pelo mesmíssimo Eusebio Poncela.