Cinco dançarinas trabalham num clube de striptease localizado no vale de San Fernando, chamado Blue Iguana. Nenhuma delas leva uma vida fácil ou confortável. Angel (Daryl Hannah) quer adotar uma criança, ou até mesmo gerar uma, mas sua existência confusa e disfuncional torna esse sonho impossível. Joe (Jennifer Tilly) está grávida mas deseja fazer um aborto, e mal consegue controlar sua raiva do mundo. Jasmine (Sandra Oh) escreve belos poemas nas horas vagas, mas não tem a auto-confiança necessária para levar esse trabalho adiante. Jesse (Charlotte Ayanna) procura sua alma gêmea, mas na verdade é seguidamente espancada pelo namorado. E Stormy (Sheila Kelley) tenta esquecer o grande amor de sua vida: seu irmão.
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Filme muito interessante e com diálogos que beiram o realismo para contar as histórias de mulheres que dançam em um clube obscuro.
Destaque para a Angel de Darryl Hannah, uma mulher de quarenta anos que sonha adotar uma criança, mas não tem maturidade e não sabe o que fazer após a adoção. Mas a minha personagem favorita é a Jasmine da Sandra Oh, que traz uma atuação incrível durante uma cena em que dança ao som de Porcelain do Moby, onde a câmera foca em seu rosto enquanto lágrimas rolam, a humanização de uma mulher invisível.
E sim, temos cenas de exame ginecológico e de mama, mas são repetitivas e monótonas, mostrando que o glamour e luxúria não passam de ilusão.
No mais, faltou explorar mais as histórias das outras garotas. O filme é longo, com final aberto, que não dá esperança, nem desespero.
Caramba alguém faça essa Angel calar a boca
O fato de o roteiro estar faltando, no que diz respeito à atuação, só pode ser visto em algumas ocasiões, mas infelizmente é notado muito mais frequentemente do ponto de vista técnico: muitas vezes a câmera mostra claramente que não sabe como seguir a evolução das atrizes. Sintomático disso é o diálogo pouco antes da final entre Kristin Bauer e Charlotte Ayanna, em que a alternância de fogo entre diferentes aviões de tiro pode perder pontualmente o rebatedor.
Esse filme é estranho, assim, não diz muito a que veio, mas diz muita coisa, não se engane com um monte de atriz que tiveram seu glamour no passado, semi desnudas em posições ginecológicas, a obra não para apenas no erotismo cine prive, e como se fosse um apanhado de historias de pessoas reais, strippers no caso, o lado mais humano, dons e defeitos, dificuldades emocionais e intelectuais.
As vezes estenotipando outras como a poeta feita pela Sandra, mostrando que as vezes não é puramente por dificuldades financeiras, as vezes são fugas do medo, de algo.
O diretor Michael Radford oferece um olhar sobre o cotidiano de stripers em um clube de Los Angeles. Um tema que Paul Verhoeven tentou explorar em seu pavoroso Showgirls (1995), aqui o roteiro foi desenvolvido pelos atores, que criaram as personalidades e os diálogos vistos no filme. Sandra Oh cria uma interessante personagem que, apesar de se despir na frente de dezenas de homens, sente vergonha de ler suas poesias em público. Já Daryl Hannah investe num jeito de falar infantilizado que não combina com uma mulher de cerca de 40 anos. Ela esteve mais convincente em Kill Bill.
O diretor Radford conduz o filme em um tom distanciado, quase documental, com câmera na mão grande parte do tempo.