Um carpinteiro ama sua mulher, seus filhos e a natureza. Em seguida, ele encontra uma outra mulher, funcionária dos correios, que adiciona felicidade à sua felicidade. Sempre apaixonado por sua mulher, ele não quer se privar, nem se esconder, nem mentir.
Uma fotografia quase impressionista: olhando de longe, uma linda cena de comercial de margarina. Aproximar-se faz você enxergar as imperfeições. A brutalidade, a ironia do casamento conservador normativo e da sociedade patriarcal. Nenhuma tragédia pode afetar esse paraíso plástico. A crueldade é tão cotidiana que no final nem importa. O ciclo recomeça.
Por trás da aparente leveza e da ironia da grande cineasta francesa, esconde-se uma tragédia. Numa estética de propaganda de margarina, com cores vibrantes, pessoas sorridentes e paisagens idílicas, Varda revela as armadilhas das relações amorosas tradicionais, em que o homem tem a liberdade de ser plenamente feliz, restando à mulher se adaptar aos papeis sociais impostos e, portanto, a uma felicidade incompleta.
Só uma mulher teria coragem de fazer esse filme.
A estética: 💞☀️😍🌻
A trama: 😈🤥💀👺
Perda de tempo.