Dirigido por
Data de lançamento
22 Ago. 2018Duração
Como resultado de uma decisão municipal, o centro de acolhimento para mulheres sem domicílio fechará. Não resta mais de três meses para as assistentes sociais reintegrarem as mulheres com quem elas se preocupam, seja com falsificação e mentiras - Agora, tudo é permitido.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Bom pra ajudar refletir várias questões sociais e humanas.
É um filme bem atual, que toca em questões relevantes, não me pegou totalmente, mas tem sua importância.
Infelizmente há muitas verdades reais no filme. Super indico para quem luta contra o sistema. Prepare os lencos para as lágrimas...
Gente, as pessoas são gente tá. Não coisas
Sucesso de público na França, fazendo mais de 1 milhão de espectadores, As Invisíveis conta a história de quatro assistentes sociais que possuem apenas 3 meses para reintegrar um grupo de mulheres sem-teto, uma vez que o abrigo em que elas vivem será fechado por ordem da prefeitura. Elas irão fazer tudo o que podem: mexer pauzinhos, distorcer a verdade e até mesmo algumas mentiras.
Acompanhamos o dia a dia daquele abrigo pela perspectiva das quatro personagens principais Audrey (Audrey Lamy do excelente Polissia), Angélique (Déborah Lukumuena do ótimo Divinas), Manu (Corinne Masiero) e Hélène (Noémie Lvovsky). Elas são vistas como as salvadoras daquelas mulheres sem-teto que estão prestes a perderem o abrigo, com isso, elas se esforçam para conseguir emprego para elas, ressocializá-las, arrumam locais proibidos para elas dormirem, qualquer mínima conquista é vista como uma grande vitória, recorrer às lei nunca parece ser uma escolha, As Invisíveis são realmente invisíveis, e não só as mulheres que vivem na rua e são ignoradas pelos transeuntes (lembram-se do que o Coringa falou?), mas também as assistentes sociais perante a figura do Estado.
Chegando por aqui algumas semanas após o indicado ao Oscar, Os Miseráveis, que trazia também um cinema social mas mais voltado ao político e ao autoral, As Invisíveis, do jovem diretor e roteirista Louis-Julien Petit, de 36 anos, traz uma essência de feel good movie consigo. É uma comédia feita para agradar toda a família, desde os franceses às audiências do mundo todo. Nota-se que as mazelas nos são privadas, há um esforço para que os dramas daquelas pessoas não se tornem motivo para termos piedade delas, ainda que elas sejam interpretadas por não atrizes, que viveram nas ruas, mas que hoje estão "estabilizadas" ou em lares adotivos (algumas são uma figura). Aceita-se a triste condição, mas ela nunca é explorada com estofo. A proposta é acalentar o espectador. Mostrar a ele como ainda há bondade num mundo de desgovernos, leis anti-imigração e conservadorismo. Pra sair da sessão com um misto de tristeza e esperança.