Minnie termina tudo com seu namorado casado e fica desiludida, mas começa a acreditar que há esperança no amor quando conhece Seymor, que trabalha num estacionamento e é louco.
Talvez para a época fosse algo mais original, não tenho tanta certeza, afinal de contas lá em Marty de 1955 já havia sido mostrado um casal um tanto fora do padrão convencional. Penso que o Cassavetes conduz bem sua história e claro, sempre conta com a vantagem de possuir em mãos uma atriz do calibre de Gena Rowlands, mas no geral acho que é um filme comum sobre um relacionamento incomum com um quê de fábula das avessas. Ainda sim , para um romance a química do casal não funciona.
amor romântico não é necessariamente aquele bonitinho, plastificado. é um amor verdadeiro, mas não necessariamente ordenado, regrado. quando seymour carrega minnie, não existe uma "segurança masculina". ele quase não aguenta fazer força, é tão fragilizado quanto ela. seus gestos não são grandiosos, como de um protetor, um guardião, alguém que se empenha pra conseguir algo, mas impulsivos, frenéticos, explosivos. por isso até assusta. seymour esquece de ir ao banheiro por minnie. tem algo mais intenso e verdadeiro a se dizer do que isso?
Cara, mas que gritaria desgraçada! Que filmaço! "Minnie and Moskowitz" te deixa maluco, com raiva e surdo! John Cassavetes te entrega um drama que você não vai acreditar ter assistido! A enlouquecedora estória de Minnie (Gena Rowlands) e Moskowitz (Seymour Cassel) pode muito bem ser lida em vários Boletins de Ocorrências ou Guias de Internação de algum Hospícios, por estar sempre permeando a loucura e a violência conjugal. O roteiro de Cassavetes mostra um mundo simples com pessoas normais vivendo vidas comuns que pode ser confundidas conosco ou algum conhecido. Mas toda essa normalidade é uma maquiagem que quase todas as famílias usam para esconder seus podres. E Cassavetes finca a faca de pão nessa veia Aorta do povão sem medo de jorrar o sangue fedido da dores e dificuldades das famílias americanas da década de 70. O enredo da pelicula é insignificante se comparada com seu desenvolvimento que é genial. Os diálogos de Minnie e Moskowitz, são selvagens, covardes e constrangedores e sem deixar de dizer que foi a maior gritaria que já assisti em um filme, mas a complexidade dos mesmos e soberba. As situações adversas das pequenas coisas foram transformadas em batalhas verbais chegando a grandes e vergonhosas lutas, onde Moskowitz grandiosamente interpretado por Seymour Cassel, apanhava mais que batia. Toda essa violência era fruto da paixão avassaldora que ele sentia por Minnie a graciosa (Gena Rowlands), uma mulher infeliz e maltratada, mas maltratada por tudo que é homem, incluindo o seu manobrista bigodudo. As diversas cenas inusitadas, constrangedoras, violentas da dupla em conversas nas mais absurdas situações e condições que trouxeram a Cassavetes a fama que ele tem. A fotografia sempre intimista da pelicula quase transforma a produção em filme caseiro de tão pessoal que fica os enquadramentos alcançados pelo diretor. Para a sorte de todos, a paleta de cores são sempre claras e deixa mesmo em diferentes fazes do dia, um ambiente mais natural possível. A variada trilha sonora é uma aula de bom gosto e realmente surpreende por passear no clássico, rock, country de forma natural e linda. Enfim "Minnie and Moskowitz", é simplesmente genial, uma obra de arte de um diretor revolucionário que inventou o cinema independente e os anos 90. Filme espetacular.
Talvez para a época fosse algo mais original, não tenho tanta certeza, afinal de contas lá em Marty de 1955 já havia sido mostrado um casal um tanto fora do padrão convencional. Penso que o Cassavetes conduz bem sua história e claro, sempre conta com a vantagem de possuir em mãos uma atriz do calibre de Gena Rowlands, mas no geral acho que é um filme comum sobre um relacionamento incomum com um quê de fábula das avessas. Ainda sim , para um romance a química do casal não funciona.
amor romântico não é necessariamente aquele bonitinho, plastificado. é um amor verdadeiro, mas não necessariamente ordenado, regrado. quando seymour carrega minnie, não existe uma "segurança masculina". ele quase não aguenta fazer força, é tão fragilizado quanto ela. seus gestos não são grandiosos, como de um protetor, um guardião, alguém que se empenha pra conseguir algo, mas impulsivos, frenéticos, explosivos. por isso até assusta. seymour esquece de ir ao banheiro por minnie. tem algo mais intenso e verdadeiro a se dizer do que isso?
Gosto muito do "tipo" que representa esse casal central. Foi o que me pegou, o carisma dos personagens.
as pessoas superficiais me deprimem e as sérias me irritam
Cara, mas que gritaria desgraçada! Que filmaço! "Minnie and Moskowitz" te deixa maluco, com raiva e surdo! John Cassavetes te entrega um drama que você não vai acreditar ter assistido! A enlouquecedora estória de Minnie (Gena Rowlands) e Moskowitz (Seymour Cassel) pode muito bem ser lida em vários Boletins de Ocorrências ou Guias de Internação de algum Hospícios, por estar sempre permeando a loucura e a violência conjugal. O roteiro de Cassavetes mostra um mundo simples com pessoas normais vivendo vidas comuns que pode ser confundidas conosco ou algum conhecido. Mas toda essa normalidade é uma maquiagem que quase todas as famílias usam para esconder seus podres. E Cassavetes finca a faca de pão nessa veia Aorta do povão sem medo de jorrar o sangue fedido da dores e dificuldades das famílias americanas da década de 70. O enredo da pelicula é insignificante se comparada com seu desenvolvimento que é genial. Os diálogos de Minnie e Moskowitz, são selvagens, covardes e constrangedores e sem deixar de dizer que foi a maior gritaria que já assisti em um filme, mas a complexidade dos mesmos e soberba. As situações adversas das pequenas coisas foram transformadas em batalhas verbais chegando a grandes e vergonhosas lutas, onde Moskowitz grandiosamente interpretado por Seymour Cassel, apanhava mais que batia. Toda essa violência era fruto da paixão avassaldora que ele sentia por Minnie a graciosa (Gena Rowlands), uma mulher infeliz e maltratada, mas maltratada por tudo que é homem, incluindo o seu manobrista bigodudo. As diversas cenas inusitadas, constrangedoras, violentas da dupla em conversas nas mais absurdas situações e condições que trouxeram a Cassavetes a fama que ele tem. A fotografia sempre intimista da pelicula quase transforma a produção em filme caseiro de tão pessoal que fica os enquadramentos alcançados pelo diretor. Para a sorte de todos, a paleta de cores são sempre claras e deixa mesmo em diferentes fazes do dia, um ambiente mais natural possível. A variada trilha sonora é uma aula de bom gosto e realmente surpreende por passear no clássico, rock, country de forma natural e linda. Enfim "Minnie and Moskowitz", é simplesmente genial, uma obra de arte de um diretor revolucionário que inventou o cinema independente e os anos 90. Filme espetacular.