Fereshteh tem que esconder seu bebê ilegítimo por uma noite de seus pais que aparecem para uma visita surpresa. Sua amiga Atefeh a ajuda. Eles embarcam em uma odisséia durante a qual devem avaliar cuidadosamente quem são seus aliados.
se não é isso que o cinema representa, eu não sei o que é, simplicidade e representatividade em terrores que são facilmente entendíveis, mesmo que de outra cultura.
Em muitos aspectos, parece uma continuação direta do ótimo MAIS DE DUAS HORAS. Como se a moça que sangra lá engravidasse e tivesse que lidar solitariamente com a criação da filhotinha. O que poderia ser trivial em qualquer outro país, beira a perseguição criminal aqui e, em seu desespero, a protagonista comete vários equívocos, chega a parecer injusta em sua aflição, exigindo que outras personagens a ajudem a resolver um problema que ela carrega solitariamente - e essa é precisamente a conjuntura que a redime, que a perdoe, que a ampara, no sentido de que ela é levada a mentir continuamente, a fim de tentar sobreviver naquela sociedade tão opressiva contra as mulheres. O filme segue a cadência farhadiana, mostra uma Teerã mais urbana e contemporânea, mas ele parece refém de seu tema, sobra pouca coisa a ser avaliada/elogiada para além da denúncia. Em sua defesa, entretanto, o fato de essa denúncia ser pungente, inclusive porque ele escolheu a própria sobrinha como protagonista. Ainda que um tanto formulaico (dentro dos padrões neo-iranianos) e repetitivo, é um filme que nos diz bastante, que nos revolta, que fala também sobre os desafios da amizade, possuindo uma ou outra conexão rítmica com o extraordinário 4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS. Não gostei tanto quanto o curta-metragem anterior do diretor, mas merece ser visto e debatido! (WPC>)
se não é isso que o cinema representa, eu não sei o que é, simplicidade e representatividade em terrores que são facilmente entendíveis, mesmo que de outra cultura.
[26/08/2023]
Em muitos aspectos, parece uma continuação direta do ótimo MAIS DE DUAS HORAS. Como se a moça que sangra lá engravidasse e tivesse que lidar solitariamente com a criação da filhotinha. O que poderia ser trivial em qualquer outro país, beira a perseguição criminal aqui e, em seu desespero, a protagonista comete vários equívocos, chega a parecer injusta em sua aflição, exigindo que outras personagens a ajudem a resolver um problema que ela carrega solitariamente - e essa é precisamente a conjuntura que a redime, que a perdoe, que a ampara, no sentido de que ela é levada a mentir continuamente, a fim de tentar sobreviver naquela sociedade tão opressiva contra as mulheres. O filme segue a cadência farhadiana, mostra uma Teerã mais urbana e contemporânea, mas ele parece refém de seu tema, sobra pouca coisa a ser avaliada/elogiada para além da denúncia. Em sua defesa, entretanto, o fato de essa denúncia ser pungente, inclusive porque ele escolheu a própria sobrinha como protagonista. Ainda que um tanto formulaico (dentro dos padrões neo-iranianos) e repetitivo, é um filme que nos diz bastante, que nos revolta, que fala também sobre os desafios da amizade, possuindo uma ou outra conexão rítmica com o extraordinário 4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS. Não gostei tanto quanto o curta-metragem anterior do diretor, mas merece ser visto e debatido! (WPC>)
Achei tão triste. Sei que a situação das mulheres no Brasil não são tão boas assim, mas agradeço por não ser mulher no Irã
Nossa que saga...pra deixar essa criança em algum lugar..., uma sociedade que cobra muito da mulher mas são hipocritas ...vi dia 25/04/23.