Geralda trabalha num quiosque à beira-mar no Recôncavo da Bahia. Certo dia, é informada de que seu pai está internado no hospital e que pode morrer a qualquer momento. Esse doloroso compasso de espera força uma interação entre ela e as três irmãs. As quatro não se viam desde a morte da mãe, há 15 anos.
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- 8/10
-adorando o universo próprio que os diretores estão criando, os seus filmes conversam entre si
- amei como o filme se passa inteiro no diálogo das irmãs e vai só ficando mais pesado
- malditas, foram e deixaram a geralda pra trás
Esse é o tal filme-teatro, é como se fosse uma peça gravada em película. A história é sobre duas irmãs que não se viam há algum tempo e estão na expectativa da morte do pai. O filme começa devagar, mas melhora quando chega a terceira irmã e o filho de uma delas. Os diálogos entre as irmãs tem muitos desentendimentos, revelações, lembranças, algumas situações boas, outras nem tanto, enfim, até gostei, mas poderia ter sido melhor.
Lavação de roupa suja intensa onde o tom teatral é providencial,vi hoje,26-03-21 no canal Brasil.
"Até o Fim" traz o código genético da dupla Glenda Nicácio e Ary Rosa, já demonstrado no filme "Voltei!". Aliás, os dois filmes se parecem demais, tanto no desenvolvimento narrativo, quanto em parte do elenco e fotografia. Mas a vida é assim mesmo: todas as famílias são parecidas... têm problemas mal resolvidos, segredos guardados, mágoas enraizadas, amores que deram errado e sonhos que não vingaram. Por isso, não há nenhum problema no fato de que as irmãs de "Voltei!" sejam parecidas com as irmãs de "Até o Fim".
Neste longa, as quatro irmãs Geralda (Wal Diaz), Rose (Arlete Dias), Bel (Maíra Azevedo) e Vilmar (Jenny Muller) irão se reencontrar, depois de 15 anos afastadas, para o enterro de seu pai que se encontra internado e nos últimos instantes de vida. Nesse primeiro encontro, que acontece numa única noite, as quatro compartilharão estórias do passado e falarão dos rumos que cada uma trilhou. Há cenas de muita emoção, outras engraçadas, mas sempre prevalecendo aquela intimidade gostosa, que só se encontra no seio familiar.
A linguagem fotográfica do filme capricha nos enquadramentos dos rostos e mãos, possivelmente para enfatizar a força dos gestos, conferindo mais dramaticidade à trama. Só não me agradou muito a excessiva oscilação de câmera, mas talvez a intenção tenha sido trazer dinamismo às cenas, já que a condução da estória se dá pelos diálogos.
Aliás, os diálogos oscilam entre a espontaneidade e a teatralidade... não sei se por características de direção ou por limitações na atuação, o que seria talvez um ponto a ser melhor trabalhado. Mas, ao final, senti satisfação em acompanhar mais esta obra e um pouco da vida das irmãs Alcântara... e ver que das feridas abertas pode surgir a renovação, a união e a libertação. Parece ter ficado uma promessa de futuro para elas, sem os ressentimentos e dores que cada uma guardou tanto tempo, em silêncio.
Continuo amando os filmes desta dupla de diretores, e esperando por mais!
Conceito atingido com sucesso porque foi muito difícil chegar até o fim desse filme (ba tum tsss). Eu fiquei tão fascinado pelo cinema de Glenda e Ary lá no Café com Canela, mas eles tomaram uma direção na carreira que me afastou demais. Gosto levemente mais desse que do Ilha, mas os dois são meio ruins. Nesse aqui, eles têm um elenco sensacional que fica tão impedido por um roteiro engessado, às vezes eles tão atuando muito livres, outras são capturados por falas claramente orquestradas no texto (alguns jargões até), complicado. Que bom que tem gente se encantando pelo filme, mas foi muito difícil de embarcar pra mim.