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Data de lançamento
3 Nov. 1995Duração
Max Kirkpatrick (William Baldwin), um excelente policial, pega para si mesmo a tarefa de proteger Kate McQueen (Cindy Crawford), uma bela advogada civil, de um renegado grupo da KGB que tem a missão de liquidá-la, pois em um caso de separação Kate requereu um barco para a sua cliente, e este barco é muito importante para os terroristas.
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Assisti só por curiosidade. Filme de ação protagonizado por William Baldwin quando ele era um ator em ascensão, vindo de sucessos consecutivos de bilheteria — acreditavam que ele seria o futuro grande nome da indústria, apostaram bastante nele aqui. Ele está muito bem como policial herói carismático, e o fracasso está longe de ser culpa dele.
O roteiro, cenas de ação e vilão são genéricos. Diálogos ruins, há um excesso de tecnologia usada como deus ex machina, furos de roteiro e até erro de continuidade em uma cena de morte por explosão. O casal principal não tem química e são personagens rasos.
Essa também é uma daquelas produções que tenta transformar modelos em atrizes famosas, algo que infelizmente continua acontecendo até hoje em Hollywood; aqui foi a tal de Cindy Crawford, de quem nunca tinha ouvido falar, mas pelo que pesquisei era modelo popular na época, simpática até, mas com atuação bem fraquinha e esteticamente mediana.
Apesar das falhas, as cenas de humor leve funcionaram, o ritmo é frenético, sem ficar chato de assistir. Este acabou sendo o primeiro e único filme do diretor Andrew Sipes. A premissa é interessante para render um remake no futuro.
O longa foi um enorme fracasso de crítica e público — custou 50 milhões e arrecadou apenas 11,5 milhões —, mas não é tão horrível quanto a sua reputação; teve blockbusters bem piores na década de 90. É um filme de ação mediano.
É um filme de ação que praticamente não dá descanso, com perseguições, tiroteios e cenas explosivas do começo ao fim. São tantas explosões, que por um instante pensei que o filme tinha sido dirigido por Michael Bay! 😄 Para quem curte filmes de ação no estilo dos anos 90, com muitos efeitos práticos e um ritmo acelerado, vale a pena assistir.
06.03.1996
Visto enésima vez este protótipo maneiro de ação incessante dos anos noventa, como tal, era receita de sucesso de blockbuster na época. O roteiro é um amontoado de clichês do gênero das grandes produções da época, inclusive, este filme pega muito carona em O Especialista de Sylvester Stallone, até a cena em que uma garotinha é agredida pela mãe a protagonista se revolta e bate na cara da mulher, tal qual a cena de Sharon Stone, em O Especialista . As piadinhas são infames, mas até que funcionam! William Baldwin e Cindy Crawford estão sensualíssimos e tem boa química juntos. É um fita ruim cheia de clichês de filmes de ação, mas é muito gostoso de assistir acaba sendo um bom programa de sábado a tarde. A fotografia é bonita com cores quentes. Explosivo e sensual como o por do sol das praias de Miami.
O filme foi baseado no mesmo livro que Stallone usou para fazer o filme "Cobra" de 1986, só que aqui temos um produto infinitamente melhor em todos os aspectos. E só não fez sucesso ou ganhou reconhecimento apenas por não ter um astro de Hollywood na capa ou um Michael Bay na cadeira de diretor.
O enredo do golpe financeiro envolvendo membros da KGB pode parecer extravagante a princípio mas é extremamente bem desenvolvida e sem grandes furos de roteiro que pudessem tirar a credibilidade da trama (desde que se preste a devida atenção aos detalhes).
Além disso ainda desperta nostalgia ao exibir diversos dispositivos e tecnologias que eram consideradas de ponta na época. Hackers, celulares, cabos submarinos de internet, visão térmica, rastreamento de carro via satélite, cartões de crédito sendo monitorados e um laptop que fazia buscas melhor do que qualquer IA atual, eram situações que devia causar impacto e até parecer ficção científica no distante ano de 1995. E o mais interessante é que o filme consegue explorar todos esses conceitos tecnológicos de forma coerente, sem parecer tão forçado.
As cenas de ação são espetaculares com várias explosões gigantescas e perseguições alucinantes em terra, água e ar, sempre usando efeitos práticos sem qualquer sinal de CGI. A cena onde a personagem da Cindy Crawford voa pelos ares quando sua casa explode é de um realismo inacreditável (eu tenho certeza que não era boneco e que alguma pobre dublê realmente voou ali).
Ainda tem diálogos espirituosos e excelentes atuações tanto do William Baldwin quanto da Cindy Crawford, que além de exibir uma beleza exuberante (com direito a uma cena épica de sexo dentro de um trem) ainda surpreende mostrando que tinha talento pra seguir carreira de atriz se quisesse. O diálogo onde ela seduz um nerd virgem que brincava com seu "joystick" é prova incontestável disto.
Pra fechar até a tradução do título em português é muito mais legal do que o original, que não tem o menor sentido.
Sinceramente não há defeitos neste filme, então não merece consideração quem despreza uma obra dessas sem motivo. Este é sem dúvidas o filme de ação mais subestimado da história do cinema, simplesmente por reunir todos os elementos que um thriller de ação de alto nível deve ter.
É inexplicável que este tenha sido o único trabalho da Cindy Crawford como protagonista e que o diretor Andrew Sipes não tenha produzido mais nada depois deste filme...
"Olá. Você ligou para o número do parente intrometido do detetive Kirkpatrick. A prima Jodi não pode atender o telefone agora, mas se você quiser deixar uma mensagem, entre em contato com o seu médium mais próximo."