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Data de lançamento
20 Ago. 2008Duração
Um matador de aluguel é contratado para transportar uma "encomenda" - uma garota inocente, criada num mosteiro - dos destroços de uma paisagem pós-apocalíptica no Leste Europeu para a agitada metrópole Nova York. Mas a tarefa está longe de ser um trabalho típico para esse mercenário durão, pois quando ele, a moça e seu temeroso guardião iniciam a viagem de 9.600 quilômetros, são ameaçados por uma seita religiosa que demonstra um especial interesse na jovem - que pode ter o segredo para a salvação da humanidade.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
Quando o diretor do próprio filme aparece em público para detonar seu trabalho, é porque a coisa é braba. "Missão Babilônia", baseado no romance de Maurice G. Dantec, tinha tudo para ser uma distopia brutal sobre eugenia, religião e controle corporativo, mas foi operado pela própria firma. Nas mãos do diretor francês Mathieu Kassovitz, o projeto prometia. No entanto, o resultado final foi uma aberração cinematográfica tão retalhada e sem nexo que, antes da estreia, Kassovitz foi a público e soltou a língua, dizendo que a Fox transformou sua obra em "uma violência burra, ruim e estúpida".
A trama mostra Toorop (Vin Diesel), um mercenário brutal e entediado que vive quase na miséria num futuro pós-apocalíptico genérico. Ele é contratado por um mafioso russo — vivido por Gérard Depardieu com um nariz postiço (se é que precisa) medonho e sotaque de desenho animado — para uma missão simples: escoltar uma jovem chamada Aurora (Mélanie Thierry) e sua protetora, a Irmã Rebecca (Michelle Yeoh), da Ásia Central até Nova York. O problema é a salada mística que o roteiro tenta engolir: Aurora foi geneticamente modificada por uma seita religiosa futurista, os "Noelitas", e está grávida, virgem e de gêmeos. Sim, o filme tenta emplacar uma versão ciberpunk da "Imaculada Conceição", onde a garota é uma espécie de Messias/computador humano projetado para arrancar dinheiro dos fiéis com a religião.
O elenco é um desfile de desperdícios e atuações no piloto automático. Vin Diesel interpreta a si mesmo com a mesma voz de motor e a carranca de Velozes e Furiosos, tentando se passar por um herói durão enquanto desfila de casaco de pele no gelo e solta frases de efeito saídas direto de biscoito da sorte. A lendária Michelle Yeoh, uma das maiores divas do cinema de artes marciais da história, é reduzida a uma freira genérica que mal tem espaço para dar dois chutes antes de ser morta.
As cenas de ação não têm peso, ritmo ou impacto. Sequências com drones no Alasca, perseguições em nevascas e submarinos parecem colagens de videogames ruins do início dos anos 2000. O clímax do fim meio que dói as vistas! Após um tiroteio do capeta, a garota morre no parto, Vin Diesel vira pai adotivo dos mutantes, solta uma narração cafona sobre o futuro e o filme simplesmente acaba do nada, parecendo que a fita da projeção rasgou no meio.
"Missão Babilônia" é o retrato perfeito do esvaziamento mental e artístico dos estúdios da época. Pegaram o conceito de um sci-fi instigante, rasgaram a visão do diretor e entregaram uma xaropada picotada, frouxa e sem alma. Um verdadeiro lixo ciberpunk que nasceu morto e que nem o próprio criador fez questão de defender.
24.03.2009
Esse filme é asqueroso de ruim. Eu fico me perguntando como o Mathieu Kassovitz, que é um mestre do cinema, dirigiu tamanha tranqueira e nem colocou o Alan Smithee na direção kkkkk. Lixo atômico.
Filme bem bacana
A ambientação é muito boa!
Um futuro que lembra muito o de filmes como "Blade Runner" e "Filhos da esperança".
Já a história é uma bagunça, sem profundidade alguma.