Dirigido por
Data de lançamento
8 Abril 2016Duração
Logo após perder o filho pequeno, o casal Jessie e Mark aceita adotar Cody, um garoto da mesma idade. O filho adotivo se adapta bem à nova família, mas ele tem um problema: os seus sonhos se tornam realidade, e os pesadelos, especialmente, podem ser mortais. Quando Jessie e Mark investigam o passado do garoto, descobrem histórias sinistras.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Filminho básico... de sessão da tarde! Um bom passatempo.
O roteiro está longe da perfeição, mas o drama é tão bem trabalhado que o filme simplesmente me conquistou.
Em Before I Wake (2016), lançado no Brasil como O Sono da Morte, eu achei um bom filme, gostei. Ele parte de uma ideia muito boa e já no começo constrói um clima bastante eficiente, com um uso interessante de sombras e imagens, criando uma atmosfera envolvente e até melancólica. Não é um filme que aposta em muitos jumpscares, o que eu particularmente vejo como um ponto positivo, já que esse recurso muitas vezes soa como uma tentativa forçada de assustar, sem nada de realmente original. Aqui até existem alguns sustos pontuais, ok, mas nada apelativo.
A premissa é boa e a execução também funciona durante boa parte do tempo. A história do menino que sonha e tudo se torna realidade abre um leque enorme de possibilidades narrativas, tanto emocionais quanto de terror. No desenvolvimento inicial, o filme sabe explorar bem isso, criando curiosidade e tensão à medida que os sonhos de Cody passam a interferir diretamente no mundo real.
Dentro desse núcleo familiar, o pai é, para mim, o personagem mais sensato do filme.
Mark demonstra cuidado genuíno e uma postura mais equilibrada diante da situação absurda em que todos se encontram. Ele se dá muito bem com Cody, e os dois vão desenvolvendo uma relação sadia, natural e até bonita de acompanhar, muito mais sólida do que a relação construída pela mãe. Jessie, por outro lado, está emocionalmente fraca e abalada, e acaba usando o menino e abusando do dom dele para ter momentos com o filho que se foi. Essa exploração emocional, mesmo que compreensível dentro do luto, acaba sendo egoísta e irresponsável.
Esse comportamento cobra um preço alto. Mark é levado pelo “monstro” em uma situação em que Jessie o dopa, e ele não pode acordar por causa do remédio. Isso torna tudo ainda mais cruel, porque justamente ele, que tinha criado um vínculo verdadeiro com Cody, é quem paga o preço mais alto. E o pior de tudo é que ele não volta mais. Toda aquela ladainha no final, com Jessie falando que dependia de Cody, simplesmente não colou para mim. Soou vazia diante das escolhas que ela fez ao longo da narrativa.
Eu achei que o filme pecou muito no desfecho. A explicação final até é boa e coerente dentro da lógica apresentada, mas deixa um buraco grande: para onde essas pessoas vão? É possível trazê-las de volta? E, se for possível, como isso funcionaria? Essas questões ficam em aberto de uma forma que não parece intencional ou poética, mas sim incompleta.
Também senti falta de um papel mais importante da assistente social, que deveria no mínimo saber do histórico de Cody e avisar os pais. Isso teria evitado muita coisa ou, pelo menos, dado mais consistência ao roteiro. Da mesma forma, faltou uma conversa mais clara do próprio Cody. Em vários momentos ele pede desculpa por acordar e acabar com as ilusões criadas a partir dos seus sonhos, mas em nenhum momento deixa claro que também poderiam existir coisas ruins vindas desses sonhos, o que acaba enfraquecendo um pouco a lógica dramática. Mas tudo bem, ele é uma criança.
No geral, é um filme bom, que me surpreendeu positivamente em vários aspectos. O clima no começo é muito bem construído, a ideia central é forte e foge do óbvio dentro do terror contemporâneo. Ainda assim, o desfecho me decepcionou bastante.
Eu realmente acho que poderia ter sido melhor trabalhado, com um final mais aceitável e até mais feliz, ou pelo menos mais coerente emocionalmente com tudo o que foi apresentado antes
Assistido em 13/12/2025
Visualmente lindo, plot bom (excelente ao retratar o luto)
O problema de Mike Flanagan é que TUDO q ele faz ele soca um dramalhão kitsch que enche o raio do saco... O filme é visualmente bonito, com boas atuações e parece querer replicar a ideia do filme Babadook, fazendo uma metáfora sobre o luto. Mas em vários momentos eu achei bem forçado e arrastado e não me convenceu muito...