Being Charlie

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Being Charlie (2015)
Being Charlie
Média do filme: 3.3 de 5 — baseado em 327 votos
MÉDIAFILMOW
3.3
327 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Rob Reiner
Duração 97 min (1h37)

Dirigido por

Duração

97 minutos
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Sinopse

O adolescente Charlie (Nick Robinson) é viciado em drogas e acaba de fugir de uma clínica de reabilitação para jovens. A família, preocupada, resolve fazer uma intervenção e o força a ir para uma clínica que cuida de adultos, onde as regras são mais rígidas. O jovem vai, e lá conhece Eva (Morgan Saylor), por quem acaba se interessando.

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A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
marciareginaaraujo3
Marcia Regina
½
9 meses atrás

Depois do crime contra Rob Reiner procurei ver esse filme que foi co produzido com o filho.
Penso nos pais que fizeram de tudo...
Olha...depois que entra no mundo das drogas....é muito difícil de sair....por isso nunca experimentar...e a pessoa não consegue lidar com as frustrações da vida ...sempre se anestesiando...drogando...e com certeza foi a causa do crime...Rip Rob Reiner...16/12/25.

lucianodesilva
Luciano DeSilva
9 meses atrás

Após o que ocorreu, esse filme fica meio estranho...

ney7
Níckolas
½
1 ano atrás

O drama é muito bom. Uma mensagem séria sobre a vida de quem é dependente de drogas, e também de todos aqueles que estão envolvidos diretamente. Nick Robinson arrasa como o personagem central da trama.

editado
gilbertoabreu754
Luan
1 ano atrás

BEING CHARLIE
Direção: Rob Reiner
Ano: 2015
Assistido em: 15/03/2025

Por dez anos, trabalhei em hospitais, e, aqui onde moro, uma das histórias mais conhecidas é sobre o filho de um dos médicos mais antigos e renomados da cidade, que é dependente químico há anos. Durante todo o tempo em que trabalhei com o pai dele, dava para contar nos dedos a quantidade de dias em que o rapaz não esteve internado em uma clínica de reabilitação. Toda vez que saía, em menos de um mês já estava usando crack e cocaína e aprontando todas — inclusive colocando a vida de muita gente em risco durante seus surtos, com direito a uso de arma de fogo e tudo mais. E, como o pai dele é médico militar, todas as vezes que o "alecrim dourado" tinha algum problema com a polícia, magicamente tudo era resolvido. A cidade onde moro não é pequena — são 140 mil habitantes — e, ainda assim, todo mundo tem conhecimento do caso, devido à influência da família do rapaz, que é uma das mais ricas da região. Enquanto assistia a esse filme, essa história me veio à cabeça, e eu traçava paralelos com ela. Só conseguia pensar em uma coisa: até para ser dependente químico, ser rico é mais vantajoso.

Charlie Mills é um jovem problemático e rebelde, filho de um influente político, que luta contra o vício em drogas. Após fugir de uma clínica de reabilitação, ele é forçado a ingressar em outra instituição, onde conhece Eva, uma jovem com problemas semelhantes. Enquanto tenta se recuperar, Charlie enfrenta a pressão da família, os desafios do vício e a busca por sua identidade.

Charlie é um personagem que é um tremendo clichê: aquele garoto rico que não recebeu apoio emocional dos pais, desenvolveu depressão e, como consequência, se afundou no mundo das drogas. Tudo para ele sempre foi muito fácil: ele sempre teve dinheiro para comprar entorpecentes e, sempre que a situação apertava, seu pai — um político importante — o despachava para uma clínica de reabilitação, varrendo a merda para debaixo do tapete. E assim a vida se repetia em um ciclo infinito. Infelizmente, esse é um dos roteiros mais realistas possíveis, porque é exatamente isso que acontece. Para se livrar do vício, a pessoa precisa primeiro reconhecer que está doente e querer se tratar. E é justamente aí que está o problema: durante boa parte do filme, Charlie nem se reconhece como doente nem deseja se libertar desse vício. E, quando finalmente começa a sair do buraco, aparece uma desgraçada que o arrasta de volta para a lama.

Rob Reiner e sua equipe deixam bem claro que tudo é muito mais simples quando se tem dinheiro. E eu vou bater nessa tecla novamente, porque, se o protagonista não fosse de uma classe social elevada, já teria sido morto pela polícia ou morrido de overdose em uma sarjeta qualquer. Mas, quando seu pai é poderoso e pode simplesmente apagar os vestígios dos seus problemas — seja com a polícia, seja com uma clínica de reabilitação, seja lá com o que for —, é como se nada nunca tivesse acontecido.

Gosto muito do Rob Reiner como diretor. Confesso que esse não é o melhor momento dele na função, e, inclusive, um dos meus maiores problemas com o filme foi justamente a direção. Mas gostei muito da história, da proposta e, principalmente, de Nick Robinson. Eu gosto muito dele, já acompanho seu trabalho há um bom tempo e gostaria que tivesse ainda mais destaque em grandes projetos, porque ele entrega — quando tem um bom material, obviamente. E eu não poderia deixar de citar o maravilhoso Cary Elwes, meu eterno Westley, mais uma vez trabalhando com Reiner, seu amigo de longos anos.

Em linhas gerais, Being Charlie é um filme cru. Ele não tem aquele final feliz, com o protagonista encontrando Jesus, se convertendo e dando depoimento na Universal sobre como se livrou das drogas. Não. Ele mostra que a recuperação é uma luta diária, uma montanha-russa com altos e baixos: um dia você está bem, no outro, está na lama. O filme escancara que, sim, poder aquisitivo faz diferença; que, sim, a carga emocional é um dos principais fatores, e que, por isso, é necessário se afastar de quem te faz mal.

Em suma, é um filme bastante realista. Ele não romantiza o uso de drogas nem tenta convencer o espectador de que sair da dependência é fácil. Muito pelo contrário: ele mostra que a dependência química é para o resto da vida e que a batalha para permanecer sóbrio é constante. É preciso estar sempre atento e vigilante. E é exatamente por isso que gostei tanto do filme: ele não apela para a religião e para o amor, não é piegas. É um filme sóbrio do começo ao fim, que manda uma mensagem extremamente importante — na lata e sem facilitadores. E, muitas vezes, é exatamente disso que precisamos.

P.S.: Cary Elwes interpretando um ex-ator que fez carreira interpretando um pirata... Todo mundo viu o que você fez, Rob Reiner!

guilhermedalbuquerque
Guilherme
½
2 anos atrás

Um pouco previsível em vários momentos, mas a mensagem sobre a perda do controle é forte na atuação do Nick Robinson, que carrega essa obra nas costas, mesmo o roteiro sendo lento em momentos que poderiam ter um peso dramático maior.

Aqui certamente é a melhor atuação de Nick Robinson (possível empate com 'Love, Simon')

editado
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5

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Elenco de Being Charlie

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Morgan Saylor 11 28

Morgan Saylor

(Eva)
Nick Robinson 86 534

Nick Robinson

(Charlie)
Austin R. Grant 0 2

Austin R. Grant

(Corey)
Cary Elwes 10 129

Cary Elwes

(David)
Christopher Robin Miller 0 0

Christopher Robin Miller

(Gale)
Common 4 105

Common

(Travis)

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