Um estudante de pós-graduação encontra sucesso e provoca indignação quando seu interesse na batalha de rap como tema de tese se torna uma obsessão competitiva.
Primeiramente: a batalha Devine vs. Prospek foi incrível, não acredito que o público ficou boiando na ideia lançada Segundamente: O Calum está perfeito (preciso assistir mais filmes dele), assim como as menções a Disney, devo acrescentar Terceiramente: Além das críticas a pessoas que generalizam cantores de certos gêneros musicais sem nem conhecer suas origens, motivações e diferentes artistas, eu gostei de como abordaram a escolha de cruzar o limite entre o pessoal e o profissional, mostrando que, depois que a mistura é feita, é praticamente impossível desassociá-la
PS: Se o Behn matasse Adam no soco na frente de todo mundo, eu juro que acharia compreensível, as rimas sobre a filha do cara foram liricamente bem escritas, mas pesadas num nível absurdo
O filme tem uma história muito boa com personagens bem caricatos porem acredito, que falha no quesito reflexão. Por ser um drama, acredito que ele poderia abordar a forma como o Adam sofreu uma descriminação acadêmica, mas acredito que tudo " ta lá" não ta claro, mas ta lá.
Tem uma meta linguagem bacana na condução do filme que vai crescendo conforme a emoção do hap. O problema é assistir na legenda: o tradutor tem que ser um herói.
A primeira metade parece ser a sátira de algum outro filme desconhecido, e eu meio que adorei??? Houve momentos aqui em que eu tive que pausar pra rir, e isso é tão raro. Além disso, essa metade inicial carrega uma estranheza sublime: às vezes parece muito publicitário, até você perceber que a escolha imagética é proposital; às vezes soa como um grande arremedo de personagens unidimensionais e caricatos, até você se dar conta que isso faz parte da preparação do terreno para o que viria a seguir; entre outras coisas;
A segunda metade evolui pra algo absolutamente angustiante, que vai ficando cada vez mais dark a medida que o filme avança, e nos últimos 30 minutos eu literalmente assisti em pé de tão tenso que estava. É uma grande realização em roteiro e direção, mas não dá pra negar que a montagem é espetacular (até nos momentos espertinhos em que coisas saltam à tela, ou Adam pensa em rap no meio de uma conversa), o trabalho do som primordial e, principalmente, as atuações, que, fossem ruins, fariam esse filme descambar para o desastre.
E finalmente, de certa forma, é bastante ousado na maneira com que posiciona esse protagonista no centro da narrativa, e ele é a definição mais perfeita o possível de um anti-herói, porque é uma pessoa absolutamente horrível e mesmo assim, existe um passe livre implícito pra se compadecer com seu calvário - e, mais tarde, ficar eufórico com seu triunfo, como se fosse um acordo silencioso entre filme e plateia, mesmo que tanto filme quanto plateia tenham total noção de todos os limites que ele cruzou para chegar até ali. BODIED subverte a figura do herói da forma mais audaciosa que poderia fazer, principalmente sendo um filme que não tem o menor receio de ser ofensivo em toda e qualquer oportunidade que vê pela frente... assim como uma batalha de rap. Ao mesmo tempo que apresenta esse universo e faz com que nos adaptemos a ele rapidamente. É, sob uma capa de ironia bem pesada, até respeitoso. E meio genial.
Primeiramente: a batalha Devine vs. Prospek foi incrível, não acredito que o público ficou boiando na ideia lançada
Segundamente: O Calum está perfeito (preciso assistir mais filmes dele), assim como as menções a Disney, devo acrescentar
Terceiramente: Além das críticas a pessoas que generalizam cantores de certos gêneros musicais sem nem conhecer suas origens, motivações e diferentes artistas, eu gostei de como abordaram a escolha de cruzar o limite entre o pessoal e o profissional, mostrando que, depois que a mistura é feita, é praticamente impossível desassociá-la
PS: Se o Behn matasse Adam no soco na frente de todo mundo, eu juro que acharia compreensível, as rimas sobre a filha do cara foram liricamente bem escritas, mas pesadas num nível absurdo
Filme muito bom mas uma meia hora a menos faria dele melhor.
O filme tem uma história muito boa com personagens bem caricatos porem acredito, que falha no quesito reflexão. Por ser um drama, acredito que ele poderia abordar a forma como o Adam sofreu uma descriminação acadêmica, mas acredito que tudo " ta lá" não ta claro, mas ta lá.
Tem uma meta linguagem bacana na condução do filme que vai crescendo conforme a emoção do hap. O problema é assistir na legenda: o tradutor tem que ser um herói.
A primeira metade parece ser a sátira de algum outro filme desconhecido, e eu meio que adorei??? Houve momentos aqui em que eu tive que pausar pra rir, e isso é tão raro. Além disso, essa metade inicial carrega uma estranheza sublime: às vezes parece muito publicitário, até você perceber que a escolha imagética é proposital; às vezes soa como um grande arremedo de personagens unidimensionais e caricatos, até você se dar conta que isso faz parte da preparação do terreno para o que viria a seguir; entre outras coisas;
A segunda metade evolui pra algo absolutamente angustiante, que vai ficando cada vez mais dark a medida que o filme avança, e nos últimos 30 minutos eu literalmente assisti em pé de tão tenso que estava. É uma grande realização em roteiro e direção, mas não dá pra negar que a montagem é espetacular (até nos momentos espertinhos em que coisas saltam à tela, ou Adam pensa em rap no meio de uma conversa), o trabalho do som primordial e, principalmente, as atuações, que, fossem ruins, fariam esse filme descambar para o desastre.
E finalmente, de certa forma, é bastante ousado na maneira com que posiciona esse protagonista no centro da narrativa, e ele é a definição mais perfeita o possível de um anti-herói, porque é uma pessoa absolutamente horrível e mesmo assim, existe um passe livre implícito pra se compadecer com seu calvário - e, mais tarde, ficar eufórico com seu triunfo, como se fosse um acordo silencioso entre filme e plateia, mesmo que tanto filme quanto plateia tenham total noção de todos os limites que ele cruzou para chegar até ali. BODIED subverte a figura do herói da forma mais audaciosa que poderia fazer, principalmente sendo um filme que não tem o menor receio de ser ofensivo em toda e qualquer oportunidade que vê pela frente... assim como uma batalha de rap. Ao mesmo tempo que apresenta esse universo e faz com que nos adaptemos a ele rapidamente. É, sob uma capa de ironia bem pesada, até respeitoso. E meio genial.