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Data de lançamento
8 Nov. 2004Duração
Bridget Jones (Renée Zellweger) está namorando firme Mark Darcy (Colin Firth) há 6 semanas. O que deveria ser um sonho se transforma em dúvidas e incertezas quando ela passa a questionar o que deve fazer para manter o homem de seus sonhos ao seu lado. A situação fica ainda pior após a contratação da nova colega de trabalho de Mark, de quem Bridget morre de ciúmes, e o reaparecimento de Daniel Cleaver (Hugh Grant), seu ex-chefe mulherengo, que volta a assediá-la.
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29.04.2006
Divertidinho que nem o primeiro.
Legal!
Bridget ta meio insuportável nessa continuação, pegajosa e forçando muito o Mark, se deixasse as coisas correrem naturamente não teria passado tanto sufoco e se metido em várias confusões, mas aí não seria a Bridget Jones, Renée Zellweger continua desempenhando bem o protagonismo, ainda é uma boa comédia mas achei abaixo do primeiro, temos novamente uma luta entre Colin Firth e Hugh Grant e a trilha sonora mais Pop do que nunca com a Madonna como destaque.
"sempre queremos saber como a história vai terminar. [...] finalmente achei meu final feliz. e nada no mundo pode estragá-lo."
esse eu comecei pensando como pode os amigos da Bridget incentivarem tanto a paranoia dela (que já é imensa), atrapalhando o namoro? e, com o passar do filme, essa sensação só aumentou.
ela foi tão pressionada por tanto tempo a ter um romance perfeito que tem um apego totalmente ansioso que a coloca em situações constrangedoras. é fofo, mas também pode ser um problema para quem não souber lidar. gente ansiosa que requer de validação como ela precisa se relacionar com quem gosta de explicar tudo no detalhe, senão passa a vida jurando que tá pedindo demais e nem é.
pensei que as fanfics da Bridget fossem tão longe que ela estava tentando consertar um namoro que já não precisava de qualquer conserto. isso porque no início,
Mark pareceu ser essa pessoa que a entende e aceita por completo. depois, nem tanto.
o Mark obviamente tem vergonha das atitudes da Bridget, curiosamente as mesmas que o fizeram se apaixonar por ela. Bridget é a garota divertida, porém não serve para estar ao lado dele perante a sociedade. e, ainda assim, ela se culpa por isso. triste.
só namore uma engraçadinha espontânea se puder apreciá-la exatamente como ela é, e não tentar mudá-la a cada oportunidade que tiver.
mas aí é que tá. se Bridget tem inseguranças, Mark também tem – e muitas.
"mas você também não é perfeito. você olha para todos de nariz empinado, e é incapaz de fazer alguma coisa espontânea ou afetuosa. parece que está esperando encontrar alguém na sala VIP, que seja tão fantástica exatamente como ela, para que você não precise consertar. talvez você tenha encontrado. [...] você nunca consegue juntar suas forças para lutar por mim."
o fato é que ele se sente mega ameaçado pelo passado com de traição da noiva com o Daniel. tenta a todo custo provar sua masculinidade e marcar território como namorado da Bridget (rendendo as melhores cenas de briga), talvez até mais do que demonstrar afeto por ela.
incrível como o que é um problema para uns, é um encanto para outros.
onde Bridget passa ela conquista corações.
ela indo presa e fazendo amizade com as outras mulheres de lá, contando e ouvindo suas histórias com relacionamentos péssimos, criando empatia e recebendo acolhimento de cada uma, dançando e cantando Madonna com todas... até conseguir sair dali e voltar com os presentes que elas queriam e precisavam.
o próprio Daniel, mesmo sendo um canalha, reconhece: a espontaneidade que Bridget tanto sente como algo ruim, é seu maior ponto forte. aliás, impressão minha ou ela tá aprendendo a lidar com suas recaídas e frustrações mais rápido e se julgando um pouco menos? são processos.
e, falando em processos. se no filme anterior a saída do fundo do poço era a mesma na vida real, aqui o retorno a ele também é. se isolar, ficar debaixo das cobertas tomando sorvete, ficar triste por todo e qualquer romance que vê pela frente por saber que ela não tem... quem falar que nunca passou por isso tá mentindo.
e, puts, Bridget o filme inteiro morrendo de ciúmes do Mark com a assistente do Mark para, no final, a querida admitir que tava apaixonada por ELA, foi absolute cinema. Bridget é completamente relatable, e talvez esse seja um dos maiores encantos que tô descobrindo com os filmes dela.
não sei se aprovo esse pedido de casamento que ela praticamente precisou implorar para vir aí, ainda penso que ela merece bem mais,
enfim, sua noiva.
visto em 20/02/2025