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Data de lançamento
4 Set. 2024Duração
Pierre, 50 anos, cria sozinho os dois filhos. Os três são muito próximos.
Louis, o mais novo, está prestes a sair de casa para estudar na universidade em Paris.
Fus, um pouco mais velho, está se tornando reservado.
Fascinado pela violência, ele se torna ativo em grupos de extrema direita, na contramão dos valores de seu pai.
Entre eles existe amor e ódio, até que a tragédia acontece.
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Só porque seu filho faz coisas horríveis não significa que você vai deixar de amá-lo. O filme começa por um caminho político e aos poucos vai se transformando numa jornada dolorosamente pessoal!!
Dando a letra certeira, um filme amargo mas interessantíssimo e atual. Filme que precisa ser panfletado.
Vincent Lindon ganhou o prêmio de melhor ator no Festival de Veneza por este filme amargo sobre relação de pai e filho, um drama em que ele interpreta um viúvo, pai de dois rapazes, que agora passa a viver sozinho, já que ambos saem de casa; o filho mais novo muda-se para Paris para estudar, enquanto o mais velho envolve-se com grupos de extrema-direita que frequentam clubes clandestinos de luta - interpretado pelo ator Benjamin Voisin. Este afasta-se do pai, que não aceita o novo comportamento do rapaz nem de seus amigos ligados a movimentos extremistas. É um drama tenso, visceral, que circunda a relação entre os dois, com embates e conflitos geracionais, até que um crime mudará o rumo da família. Profundo, traz para discussão um tema complexo extremamente atual, sobre o crescimento de grupos extremistas ligados a práticas criminosas, aqui os clubes de luta proibidos, em que jovens se esmurram até morrer. Lindon brilha em cada cena que aparece, num papel que parece ter sido feito para ele; Voisin também segura o filme numa explosão de interpretações memoráveis. São dois atores franceses de peso, de gerações diferentes – Lindon já é veterano, tem 67 anos, fez mais de 80 filmes, como ‘Tudo por ela’ e ‘Titane’, enquanto Voisin é um rosto novo, com apenas 28 anos já atuou em mais de 20 produções, frequente no cinema de François Ozon, como ‘Verão de 85’ e no recente ‘O estrangeiro’. Com o decorrer da história, pesa um clima de tragédia no ar, e o drama se transforma em suspense, levantando questionamentos importantes. Realizado por uma dupla de cineastas, as irmãs Delphine Coulin e Muriel Coulin, de ’17 meninas’, com roteiro delas, adaptado do livro de Laurent Petitmangin ‘O que é preciso à noite’. Além de melhor ator, o filme ganhou outros dois prêmios em Veneza, onde concorreu à principal categoria, o Leão de Ouro. Está nos cinemas, com distribuição da Imovision. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom