Dirigido por
Data de lançamento
16 Fev. 1938Duração
David Huxley (Cary Grant), um paleontólogo com casamento marcado, vai jogar golfe com o objetivo de agradar seu oponente e facilitar a doação de 1 milhão de dólares para o museu onde trabalha. Até que conhece Susan Vance (Katharine Hepburn), uma rica herdeira acostumada a ter tudo o que quer, mas completamente inconseqüente. Susan decide se casar com David, mas para mantê-lo ao seu lado ela utiliza todos os recursos possíveis, transformando a vida do pacato homem em uma sucessão interminável de problemas.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Um show de confusão. Me diverti muito
Não funcionou no ano de estreia, não funcionou agora.
Apesar de ser curto é um filme difícil de chegar ao fim, tanto pela história ruim quanto pelas atuações canastronas.
O roteiro é furado, não tem lógica nenhuma a ideia do leopardo ser dado de presente, a premissa do osso do dinossauro é uma idiotice total e o desfecho na delegacia onde as pessoas eram presas por não conseguirem confirmar a identidade é de dar vergonha alheia.
O único destaque fica por conta dos animais adestrados que sempre que estão em cena chamam a atenção, inclusive uma cena onde o cachorro e o leopardo brincam entre eles. Mas em muitas cenas da pra perceber truques de câmeras quando os atores interagem com o leopardo (ou onça, já que na história ela veio do Brasil).
Dá pra entender pq o filme foi um fracasso estrondoso de bilheteria, mostrando que o público já estava saturando deste estilo de comédia absurda e histérica. E realmente é um filme que mais irrita do que diverte.
Curiosidade: O filme contém a primeira menção documentada do uso da palavra "gay" no cinema comercial americano no sentido de homossexualidade. Quando o personagem de Cary Grant é pego vestindo o vestido de plumas rosa e perguntado por que está vestido assim, ele improvisa gritando: "Because I just went gay all of a sudden!" (Porque eu fiquei 'gay' de repente!).
Eu não sabia que gostava desse tipo de comédia até meus amigos me explicarem o que é um tipo. Muito interessante como Howard Hawks coloca Katharine Hepburn e Cary Grant em cenas de pura gritaria e um milhão de acontecimentos ao mesmo tempo que vão aumentando conforme as personagens vão se adentrando em várias "macacadas" (onçadas?) e mostrar a personalidades dos protagonistas em cima de piadas.
A cena da prisão é com certeza minha favorita, onde creio eu que David Huxley (Cary Grant) nem estava mais acreditando na situação que se encontrava.
Bringing Up Baby, de 1938, conhecido no Brasil como Levada da Breca, foi para mim uma grande decepção. Não que eu esperasse uma obra-prima, mas o resultado final ficou muito abaixo do que se poderia imaginar, especialmente considerando os nomes envolvidos. Cary Grant, sempre competente, acaba ofuscado pela péssima construção da personagem de Katharine Hepburn (Susan Vance).
De quem já não sou grande simpatizante, mas reconheço que Hepburn é uma grande atriz, com grandes trabalhos que inclusive eu gosto, mas aqui entrega uma Susan sem qualquer carisma,
egocêntrica, que toma decisões isoladas e arrasta David (Cary Grant) para um verdadeiro caos atrás do outro. Cada escolha dela parece projetada para gerar desastre, e o que poderia funcionar como humor pontual se torna repetitivo, cansativo e absurdo ao longo de todo o filme.
Com apenas uma hora de projeção, a narrativa já se arrastava de forma exaustiva, dando a sensação de que o filme estava prestes a terminar, mas ainda restavam quase quarenta minutos de novas palhaçadas. Foi necessário bastante paciência para chegar ao fim.
No lado positivo, destaco as cenas com o leopardo, que trazem alguma leveza e originalidade, e a participação especial de Skippy, talvez o cão mais famoso do cinema clássico, conhecido por interpretar Asta na série The Thin Man, ao lado de Nick (William Powell) e Nora (Myrna Loy).
Fora esses momentos, a história principal fica em segundo plano e praticamente não é desenvolvida. Surpreende-me, inclusive, que
David, após finalmente se livrar da primeira noiva, ainda aceite se envolver com Susan, mesmo depois de todo o desastre causado por ela — e, como se não bastasse, ainda há a teimosia e irresponsabilidade dela na cena final com o brontossauro.
Entendo perfeitamente a proposta do filme e o tipo de humor screwball que Howard Hawks buscava construir, com situações absurdas e personagens excêntricos. No entanto, para mim, o resultado ficou bastante forçado. Respeito quem consegue se divertir com esse estilo, mas, infelizmente, surtiu em mim o efeito contrário. Talvez se fosse mais curto e contido, o filme tivesse ganhado em ritmo e eficácia.
Reconheço que há algumas cenas boas e até pontualmente engraçadas, mas o excesso de repetição transformou o que poderia ser leve e divertido em algo chato e maçante.
Enfim, uma experiência sofrível.
Assistido em 05/04/2026.