Buscando reviver os áureos tempos do teatro de revista no Brasil, um grupo de artistas - formado por um ex-empresário do gênero e dono de teatro, sua filha atriz e o marido dramaturgo e diretor - junta-se a uma famosa ex-vedete para montar um espetáculo.
Estava com esse filme gravado faz tempo, mas algo em sua estranheza distanciava-me da sessão. O falecimento recente do co-roteirista Capovilla obrigou-me à emergência da imersão: e gostei muito. É impossível não sair tocado perante a melancolia daquele desfecho nostálgico. Mas admito: demorou um pouco para que eu "entrasse" devidamente no filme. Os números chanchadescos são ótimos, mas o paralelismo com as situações contemporâneas é um pouco complicado, pois a montagem é assumidamente desproporcional: mesmo que Nelson Xavier e Ângela Leal sejam os protagonistas, eles não são privilegiados em relação àquele que é o personagem principal, o Teatro em si. Ri em muitas seqüências (as que envolvem um bustiê roubado e as retificações envolvendo porcos e pintos, sobretudo) e achei outras um tanto datadas. Mas, depois que o filme termina, ela cresce bastante. Pois faz com que reflitamos acerca dos fins induzidos por outrem. Difícil de acompanhar, às vezes, mas muito bom! (WPC>)
Homenagem ao chamado teatro de revista cujo auge,eu pesquisei foi nas décadas de 40 e 50´.A imprensão que se faz assistindo ao filme que nas coxias do tablado havia algo que permanente ebulição de sexo,suor,e muita criatividade,não exatamente nessa ordem.
Delicioso. Uma homenagem ao teatro de revista e seus protagonistas, muitos dos quais presentes no filme. Achei fantástico ver a Nelia Pula , que na época em que o filme foi feito, tinha 50 anos , absolutamente sedutora, com um corpo impecável, fazendo número de plateia. Como informação complementar , a Dercy Gonçalves , ao contrário do afirmado, não participa da obra.