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A lenda do rei Arthur (Richard Harris) e seu torturante caso de amor com a rainha Guenevere (Vanessa Redgrave). Uma floresta encantada próxima a Camelot foi o lugar onde Arthur primeiramente encontrou Guenevere, que no início não tinha noção que estava falando com o rei e se referia a ele de modo pouco respeitoso. Após o casamento deles, a felicidade de Arthur em razão do seu matrimônio com a adorável Guenevere o fez criar os Cavaleiros da Távola Redonda, uma alta ordem de cavalheirismo no qual todos os cavaleiros eram imbuídos por um desejo de ajudar os oprimidos. Tal é a fama dos Cavaleiros da Távola Redonda que um cavaleiro francês, Lancelot Du Lac (Franco Nero), buscou se unir a esta ordem e logo se tornou o mais célebre de todos os cavaleiros. Guenevere, indiferente a princípio, se apaixonou por Lancelot. Embora ambos tivessem um amor profundo por Arthur, a paixão deles foi mais forte e começaram um ilícito caso de amor. Arthur ignorava os rumores que circulavam ao redor dele, mas quando Mordred (David Hemmings), seu filho ilegítimo, chega a Camelot, ele expôs Lancelot e Guenevere, provocando uma sucessão de conflitos no reino.
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Dentre os realizadores elogiados da década de 1950, Joshua Logan é um dos quais me parecem mais travados: acho os seus filmes geralmente arrítmicos, não obstante crescerem em segundos contatos. Neste caso em particular, trata-se de um filme bastante atacado, esquisito mesmo. Porém, sempre tive curiosidade em conferi-lo. E gostei. Mas o roteiro não consegue segurar a nossa atenção por três horas de duração: é dispersivo, arrastado, muito mais dependente das ações (ou da simples existência) de Lancelot que do protagonista Arthur - e, logicamente, Franco Nero nos encanta bem mais que Richard Harris. Vanessa Redgrave está linda, mas sua expressividade característica é travada pelo delineamento limitado que é concedido à sua Guinevere, quase convertida em vilã involuntária das situações que engendram guerras, batalhas e mortes. O enredo é pura demonstração de machismo estrutural, "justificado" pelas convenções da época retratada. As canções são esquecíveis e a direção de arte é desengonçada, de modo que os prêmios que este filme recebeu não foram os mais justos. Ainda assim, foi bacana assistir ao filme: como ele possui acentuado caráter teatral, os diálogos são ótimos. Anotei vários. A valorização da memória (via consolidação histórica) no desfecho em aberto também é assertivo. Como as demais produções loganianas, creio que adorarei este filme numa revisão! (WPC>)
O Mordred fica lá falando e fazendo o que quer na cara do rei e ninguém faz nada? Devia ter tomado um sacode logo de cara pra tirar aquele sorrisinho idiota do rosto dele.
Drama de aventura, comédia romântica e fantasia musical da Warner Bros. em Technicolor indicada a 5 categorias no Oscar: melhor fotografia e melhor som, vencendo os de melhor direção de arte, melhor figurino e melhor trilha sonora; no Globo de Ouro, mais 6 nominações: melhor filme de comédia ou musical, melhor atriz de comédia ou musical, Vanessa Redgrave, e melhor revelação masculina, Franco Nero, vencendo os de melhor ator de comédia ou musical, Richard Harris (1930-2002), melhor canção original e melhor trilha sonora original. O filme foi baseado em livro de T.H. White (1906-1964) e em peça teatral de Alan Jay Lerner (1918-1986) e de Frederick Loewe (1901-1988).
Outras versões desta mesma estória: Os Cavaleiros da Távola Redonda (53), Lancelot, O Cavaleiro de ferro (63), a animação da Disney A espada era a lei (63), Excalibur, a espada do poder (81), os filmes feitos para a TV Camelot (82) e Merlin e a espada (83), além de Lancelot, o primeiro Cavaleiro (95) e Rei Arthur (04) .
Lionel Jeffries (1926-2010) tinha 40 anos quando interpretou o idoso Rei Pellinore. David Hemmings (1941-2003) não cantou nada no filme, apesar de ser o único cantor treinado do elenco. Para uma cena de banho pós-casamento com Vanessa Redgrave, Richard Harris surpreendeu a todos
ao entrar no set completamente nu com uma grande ereção.
"Camelot" foi um sucesso ou um fracasso (vai depender do ponto de vista de cada um), mas os acertos são certeiros, especialmente com Vanessa Redgrave, que está em êxtase neste filme. O musical mais tradicional do ano foi também o maior fracasso - em termos de bilheteria e, indiscutivelmente, de arte - a megaprodução do Camelot da Broadway pela Warner Brothers. não fez nenhum favor ao material original, entregando-se a uma adaptação de 3 horas excessivamente fiel e entorpecentemente literal.
Fui assistir pensando ser um épico, no entanto me deparei com um musical! Como não tenho problemas com esse gênero gostei bastante, apesar de terem romantizado bastante a história, ainda assim é um bom filme!
Este filme tem uma leveza e um carismático trio central de atores que o torna muito agradável de se assistir. Entretanto, também aí reside seu principal defeito, pois, mesmo nos acontecimentos mais graves, a gente nunca acredita que os personagens estejam em perigo, parece que todos estão se divertindo mesmo no sofrimento. Mas isso não torna o filme ruim, porque os personagens realmente nos cativam, como acontece com Lancelot que, em um primeiro momento, rejeitei a figura, mas logo ele mostrou o espírito e a ideia do personagem na trama. Quanto às músicas, achei muito bem encaixadas, elas servem à trama e não há exageros, e ainda são divertidas em sua maioria: “C’est moi, c’est moi”.