Após as revoltas de 1968, Michele é exilado em Londres, mas mantém contato por carta com sua mãe, irmãs e uma mãe solteira (Mariangela Melato). Um dia chega a notícia de que Michele está morto ...
Baseado num conhecido romance homônimo - escrito por Natalia Ginzburg -, o filme encontra-se um tanto envelhecido, não apenas pelos acontecimentos que servem como pano de fundo para a história (situação política italiana nos anos 1970), mas sobretudo pela cenografia. Roupas, cabelos, sapatos, decoração, arquitetura, tudo muito empetecado, brega mesmo, até quando mostra pessoas da classe alta (caso do editor Colarosa). Monicelli, famoso e talentoso diretor, teve vários altos e alguns baixos em sua carreira e Caro Michele entre no segundo time, sem dúvida. O filme era sobre o tal Michele (que mal vemos numa foto) mas acabou sendo muito mais sobre sua amiga Mara, exageradamente interpretada por Mariangela Melato. Não comove como drama e se era uma comédia não faz rir. Talvez porque o livro seja construído em cima de cartas trocadas entre os personagens e mesmo com roteiristas competentes (Suso Cecchi D'Amico e Tonino Guerra) transformar tudo em imagens não deve ter sido fácil.
Baseado num conhecido romance homônimo - escrito por Natalia Ginzburg -, o filme encontra-se um tanto envelhecido, não apenas pelos acontecimentos que servem como pano de fundo para a história (situação política italiana nos anos 1970), mas sobretudo pela cenografia. Roupas, cabelos, sapatos, decoração, arquitetura, tudo muito empetecado, brega mesmo, até quando mostra pessoas da classe alta (caso do editor Colarosa). Monicelli, famoso e talentoso diretor, teve vários altos e alguns baixos em sua carreira e Caro Michele entre no segundo time, sem dúvida. O filme era sobre o tal Michele (que mal vemos numa foto) mas acabou sendo muito mais sobre sua amiga Mara, exageradamente interpretada por Mariangela Melato. Não comove como drama e se era uma comédia não faz rir. Talvez porque o livro seja construído em cima de cartas trocadas entre os personagens e mesmo com roteiristas competentes (Suso Cecchi D'Amico e Tonino Guerra) transformar tudo em imagens não deve ter sido fácil.