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François, carteiro de uma pequena cidade, ajuda na montagem de um parque de diversões que inclui um cinema ambulante. Ali, assiste a um documentário sobre o sistema postal mecanizado em funcionamento nos Estados Unidos. Determinado a aumentar a velocidade de suas entregas, ele inspira-se no exemplo norte-americano e proucra modernizar seu trabalho com a ajuda de uma bicicleta, provocando uma série de confusões entre os pacatos moradores da cidade. Filmado originalmente em película colorida, em 1947, "Carrossel da Esperança" foi lançado dois anos depois, na França, em preto-e-branco. A segunda versão do filme, parcialmente coloridada a mão, foi lançada por Tati em 1961. A restauração da película colorida original permitiu o relançamento do filme, tal como o cineasta o havia planejado. A cópia inteiramente colorida estreou em Paris em janeiro de 1995.O filme não tem diálogos, apenas músicas e efeitos sonoros.
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Primeiro trabalho de expressão de Tati e já priorizava suas artimanhas.A trama flui sem muito ser incomodada pela comédia,algumas arriscadas aqui,outro ali.O que prevalece é a aventura nas belas ruas francesas.
>Assistido em 01 de Abril de 2023
Em seu primeiro longa, Tati já exibe sua principal característica: uma visão idílica da vida campestre, das pequenas cidades (e consequentemente uma aversão ao mundo moderno). Aqui ele reutiliza muitas cenas de seu curta metragem "Escola de Carteiros" lançado dois anos antes.
Tem um início que faz ficar desconfiado do filme, como se ele fosse ter um humor datado ou piadas que não funcionam, até que você percebe que ele está somente preparando o terreno para todas as gags. Assim, é normal o espectador achar estranho a história das cadeiras com a tinta fresca e não ver graça nenhuma em seus dez minutos iniciais, pois ele cria toda essa atmosfera para utilizar aquele elemento como piada somente vinte minutos depois, quando você quase se esqueceu daquilo até ver todos os clientes sentados em caixotes e as cadeiras livres. É apenas quando o próprio Jacques Tati entra no filme com seu François que tudo o que vinha sendo preparado começa a fazer sentido e, não à toa, ele rouba o filme. Tem muito do humor físico de Chaplin, mas com uma construção muito mais dinâmica, condizendo com o aperfeiçoamento do cinema do final dos anos 40. É apaixonante e claramente você percebe os tons autobiográficos da história.
Achei bem besta, pra falar a real, reações fora do tom, e querendo fazer graça com situações mas que não se dá o peso necessário, fica tudo largado.
Existem outros dessa época muito melhores, então a questão não é essa.
Somente os 17 min finais são mais bacaninhas, onde tem uma espécie de crítica ao progresso americano, no caso focado na pressa.
[09/01/2022]
Esse filme funciona como o cartão postal de uma simpática cidadezinha francesa: é recheado de curiosidades e detalhezinhos sobre sua geografia e seus habitantes através da simplicidade do retrato. A comédia de Tati é um longo, gratificante e atrapalhado trabalho em equipe que proporciona ao espectador uma série de mal entendidos gostosos de assistir.