Cartas de Amor

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Cartas de Amor (1953)
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 63 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
63 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Kinuyo Tanaka
País de origem Japão 🇯🇵
Duração 98 min (1h38)

Dirigido por

Duração

98 minutos
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Sinopse

Cinco anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, Reikichi Mayumi, um homem triste e perturbado, encontra um novo emprego, escrever cartas de amor para outras pessoas. Suas idéias sobre o amor e seus princípios pessoais serão testados quando ele se reencontra com Michiko, sua ex-namorada, uma mulher com um passado sombrio marcado pela guerra e a posterior ocupação de seu país por parte das forças militares norte-americanas. Este clássico melodrama marca a estréia da grande atriz japonesa Kinuyo Tanaka na direção.

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Marília Mendonça: Sentimento Louco | Trailer

Marília Mendonça: Sentimento Louco

Comentários 0
amigos querem ver
davidlima
David
½
3 anos atrás

Que bela obra, que roteiro encantador. É de uma sensibilidade imensa, o clima melancólico, triste. Nós sofremos juntos dos personagens e suas dores internas do passado.
Mesmo com o machismo estampado no protagonista com seu comportamento conservador, é impossível termos qualquer tipo de raiva dele.
Sublime e comovente.

veninno
Veninno
3 anos atrás

Filme de estreia da diretora Kinuyo Tanaka, segunda mulher a dirigir filmes no Japão. É um filme tocante, melancólico e muito bem feito. Logo em sua estreia na direção, ela mostrou-se muito habilidosa. O personagem masculino tem todos os adjetivos para ser detestável: machista e conservador, além de um homem amargurado, mas a atmosfera melancólica do filme nos impede que tenhamos qualquer tipo de raiva dele. A personagem feminina é uma vítima desde sempre e ela é assombrada pelo seu passado a todo momento. É um belíssimo romance. Clichê? Talvez, mas adoramos o óbvio né? Embora eu tenha achado o final fora da curva, ousado até para um filme romântico onde tudo tem que ser definitivo e didático. E mesmo sendo um romance, há ali uma crítica social sobre a demonização das mulheres que se prostituem e toda aquela hipocrisia masculina sobre virtude moral.
Devo dizer que esse filme me tocou bastante.

sylvioribeiro
Sylvio Ribeiro
4 anos atrás

A lendária e atriz pioneira Kinuyo Tanaka na direção impecável da sua filmografia de seis filmes cujo primeiro foi dirigido cuidadosamente e deixou um marco na era de ouro do cinema japonês. CARTAS DE AMOR (1953) deveria ser considerado um clássico cinematográfico do pós-guerra. Um filme que revela o trauma na sociedade japonesa da época a partir do amor perdido entre seus protagonistas, Reikichi e Michiko. É também com um grande olhar crítico que o roteiro escrito pelo famoso Keisuke Kinoshita retrata a economia do consumo ocidental por trás de uma xenofobia hipócrita e as demandas de sucesso com valores patriarcais em tempos de escassez material. A guerra deixou marcas inenarráveis na vida daquelas pessoas. A necessidade de redenção exige aqui o dobro de uma mulher, mas todos terminam julgados. Afinal de contas, quem poderá lançar a primeira pedra? O filme, inclusive, questiona a participação da nação japonesa na guerra com uma cena formidável. Filme excelente!

pseudokane3
Wesley PC>
½
6 anos atrás

Além de ser uma excelente e prolífica atriz, Kinuyo Tanaka revela-se uma hábil diretora e uma condutora magistral dos melodramas feministas, semelhantes às perspectivas narrativas que protagonizou em obras-primas de outros diretores. O elenco está ótimo e o roteiro é encantador, ainda que soframos junto a Michiko no julgamento inglório a que ela é submetida do meio do filme em diante. Por sorte, o desfecho em aberto devolve a dignidade que foi-lhe subtraída pelo machismo da sociedade nipônica (infelizmente, não exclusivo). Fotograficamente sublime e muito comovente em seu desenvolvimento. Fascinante! (WPC>)

Produção japonesa em preto e branco indicada ao Grand Prize of the Festival no Festival de Cannes. O filme, mais conhecido no Brasil como "Cartas de amor", foi a estréia da atriz Kinuyo Tanaka (1910-1977) na direção deste comovente e sensível drama romântico. Ela dirigiu apenas 6 filmes ao longo da carreira e atuou em mais de 200 produções.

Uma obra quase esquecida do cinema clássico japonês, feita por uma de suas atrizes de maior destaque. Embora pareça com os melodramas contemporâneos de Naruse e Gosho, a estréia na diretoria de Kinuyo Tanaka se destaca ao examinar profundamente o sofrimento feminino através do orgulho masculino. A diretora tem uma participação especial como uma dama durona que fuma cigarros. O filme sugere que Tanaka estava investigando as relações de gênero de seu tempo com rigor. A cineasta aborda esses temas com maior maturidade do que Yasujiro Ozu em Uma galinha ao vento (48) - mas ela foi uma das diretoras mais subestimadas criminalmente da Era de Ouro do pós-guerra no cinema japonês.

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