Mazza é gênio, já vi muitos filmes dele. Mas, para mim, até agora, o melhor foi esse. Humor do começo ao fim e uma dose pequena, porém pesada de drama.
Fiquei com raiva desse filho dele, Raul, metido a rico, que tinha vergonha dos seus pais.
Inclusive, chegando ao ponto de não chamá-los para sua formatura e, quando esses estavam na porta, disse que seus pais eram do RJ e não poderiam comparecer. Aquele momento foi bem pesado.
Mas não é um filme de drama, tem muito mais comédia e humor, incluindo aquela com aquele casal que pega o táxi para se casar escondido. Uma jovem que atua pessimamente, parecia que tava lendo o teleprompter. O boy logo querendo dar uma carteirada, mas o Zacaria coloca ele no seu lugar, saca da garrucha véia e põe os playboy a correr. "Playboyada", como diz ele mesmo.
Outra parte boa também é a das fofoqueiras, patrimônio brasileiro. Elas mesmas chamam a polícia por uma suposta briga que acham que vai acontecer com os outros, e a polícia chega e não acontece a briga que elas imaginavam.
A cena da delegacia, que o gordo não queria pagar a corrida, também é muito boa.
Tenho certeza que o Mazza improvisava muito, acho que inclusive aquela cena que ele fala para a sua "muié": "velhice transviada" foi improvisada. Clara referência ao filme do James Dean (Juventude Transviada, 1955).
Enfim, tem várias cenas memoráveis, acho que foi um dos que mais me diverti. Não é aquele filme de rir de gargalhar, mas com certeza tem várias tiradas muito boas e vale a pena.
O tema de uma família pobre que se vira como pode para simplesmente bancar o estudo do filho, e esse ter uma oportunidade que os pais não tiveram, foi, é e acho que sempre será muito corriqueiro no Brasil. Talvez na mesma intensidade quanto a do filho ingrato que tem vergonha dos pais.
Temos que levar em consideração a época e o que esse cara fazia com o pouco que tinha, em um país como o Brasil da década de 50. Fora o valor histórico que eu sempre vou ressaltar nas obras do Mazzaropi: costumes, manias, trejeitos, como tudo era mais simples naquela época.
Excelente, estamos falando de um filme de 1958, no Brasil e de muito boa qualidade. Drama, comédia e ótima atuação de Mazzaropi, que era um artista completo. Escrevia, cantava e atuava com enorme competência.
Um dos grandes filmes de Amácio Mazzaropi e um dos maiores marcos do cinema brasileiro, graças ao seu pioneirismo. Apesar de a história contada ser simples, o filme termina sendo envolvente, com um final triste, mas que nos faz refletir. Imperdível!
Mazza é gênio, já vi muitos filmes dele. Mas, para mim, até agora, o melhor foi esse. Humor do começo ao fim e uma dose pequena, porém pesada de drama.
Fiquei com raiva desse filho dele, Raul, metido a rico, que tinha vergonha dos seus pais.
Inclusive, chegando ao ponto de não chamá-los para sua formatura e, quando esses estavam na porta, disse que seus pais eram do RJ e não poderiam comparecer. Aquele momento foi bem pesado.
Mas não é um filme de drama, tem muito mais comédia e humor, incluindo aquela com aquele casal que pega o táxi para se casar escondido. Uma jovem que atua pessimamente, parecia que tava lendo o teleprompter. O boy logo querendo dar uma carteirada, mas o Zacaria coloca ele no seu lugar, saca da garrucha véia e põe os playboy a correr. "Playboyada", como diz ele mesmo.
Outra parte boa também é a das fofoqueiras, patrimônio brasileiro. Elas mesmas chamam a polícia por uma suposta briga que acham que vai acontecer com os outros, e a polícia chega e não acontece a briga que elas imaginavam.
Porém, a polícia acaba levando elas mesmas, que brigam entre si.
A cena da delegacia, que o gordo não queria pagar a corrida, também é muito boa.
Tenho certeza que o Mazza improvisava muito, acho que inclusive aquela cena que ele fala para a sua "muié": "velhice transviada" foi improvisada. Clara referência ao filme do James Dean (Juventude Transviada, 1955).
Enfim, tem várias cenas memoráveis, acho que foi um dos que mais me diverti. Não é aquele filme de rir de gargalhar, mas com certeza tem várias tiradas muito boas e vale a pena.
O tema de uma família pobre que se vira como pode para simplesmente bancar o estudo do filho, e esse ter uma oportunidade que os pais não tiveram, foi, é e acho que sempre será muito corriqueiro no Brasil. Talvez na mesma intensidade quanto a do filho ingrato que tem vergonha dos pais.
Temos que levar em consideração a época e o que esse cara fazia com o pouco que tinha, em um país como o Brasil da década de 50. Fora o valor histórico que eu sempre vou ressaltar nas obras do Mazzaropi: costumes, manias, trejeitos, como tudo era mais simples naquela época.
Assistido em 27/05/2025.
Boa história, flui de forma agradável embora às vezes o roteiro dê uma embolada. Nota 6,5
"Meu nome é Zacaria, mas me chamam por Caria. Kkkkkkkk !
Excelente, estamos falando de um filme de 1958, no Brasil e de muito boa qualidade.
Drama, comédia e ótima atuação de Mazzaropi, que era um artista completo. Escrevia, cantava e atuava com enorme competência.
Um dos grandes filmes de Amácio Mazzaropi e um dos maiores marcos do cinema brasileiro, graças ao seu pioneirismo. Apesar de a história contada ser simples, o filme termina sendo envolvente, com um final triste, mas que nos faz refletir. Imperdível!