Sheila Bennett retorna para New York de Cuba, com US$40,000 em diamantes e pode ter começado uma verdadeira epidemia na cidade. Os agentes tentam rastreá-la, enquanto a epidemia aumenta.
Um razoável thriller Noir que é basicamente uma propaganda pró-vacinação e que teve um predecessor lançado meses antes , o superior "Pânico nas Ruas" de Elia Kazan. A atriz principal Evelyn Keyes lembra Lana Turner.
Impressionante como esse filme de 1950 permanece atual em pleno século 21.
"Cidade Apavorada" é um notável filme de drama noir norte-americano, dirigido por Earl McEvoy e estrelado por Evelyn Keyes, Charles Korvin e William Bishop. Esse drama, filmado em locações e em estilo semi-documentário, é sobre contrabandistas de diamantes que, sem saber, iniciam um surto de varíola na cidade de Nova York em 1947. É baseado na ameaça real de uma epidemia de varíola na cidade, conforme descrito em uma história retirada de um artigo da revista Cosmopolitan de 1948.
Em termos de emoções ou surpresas, "Cidade Apavorada" não entrega muita coisa. A parte de ação da história melodramática foi fracamente contada, enquanto as caracterizações no estilo noir da personagem principal Sheila capturaram os sentimentos desesperados decorrentes da propagação do vírus, mas não foi o suficiente para superar a incapacidade geral da história de ter um coração. Faltou algo, uma melhor execução para a construção dessa trama.
Evelyn Keyes como protagonista entrega uma impressionante atuação e o elenco de apoio não decepciona.
Disponível em preto e branco no Youtube com o título alternativo: "A Morte Está à Solta".
É assombroso como a película guarda alguns traços de identificação com o contexto da pandemia da COVID-19, especialmente quando esta se apresentava nos seus estágios iniciais (com enfoque, é claro, na realidade norte-americana): a preocupação da grande maioria das autoridades e dos profissionais da saúde (especialmente o Dr. Ben Wood, muito bem interpretado por Willian Bishop) com a súbita disseminação do vírus, com a imunização em massa da população e o isolamento das pessoas contaminadas pela doença, e questões afins.
A fotografia é primorosa, a atuação é convincente e as cenas de perseguição, ainda que escassas, são muito empolgantes. Acredito que a opção por um narrador da história foi um tanto supérflua, o que em parte comprometeu minha imersão na trama. O roteiro, por sua vez, tem lá as suas conveniências também - mas isso realmente importa, rsrs?
Enfim, esta produção cinquentista foi um ótimo achado, sobretudo porque tem sua parcela de relevância em nossas vivências atuais.
Interessante mistura de policial noir e drama médico (quase catástrofe), com bom clima de suspense!
Um razoável thriller Noir que é basicamente uma propaganda pró-vacinação e que teve um predecessor lançado meses antes , o superior "Pânico nas Ruas" de Elia Kazan. A atriz principal Evelyn Keyes lembra Lana Turner.
Impressionante como esse filme de 1950 permanece atual em pleno século 21.
"Cidade Apavorada" é um notável filme de drama noir norte-americano, dirigido por Earl McEvoy e estrelado por Evelyn Keyes, Charles Korvin e William Bishop. Esse drama, filmado em locações e em estilo semi-documentário, é sobre contrabandistas de diamantes que, sem saber, iniciam um surto de varíola na cidade de Nova York em 1947. É baseado na ameaça real de uma epidemia de varíola na cidade, conforme descrito em uma história retirada de um artigo da revista Cosmopolitan de 1948.
Em termos de emoções ou surpresas, "Cidade Apavorada" não entrega muita coisa. A parte de ação da história melodramática foi fracamente contada, enquanto as caracterizações no estilo noir da personagem principal Sheila capturaram os sentimentos desesperados decorrentes da propagação do vírus, mas não foi o suficiente para superar a incapacidade geral da história de ter um coração. Faltou algo, uma melhor execução para a construção dessa trama.
Evelyn Keyes como protagonista entrega uma impressionante atuação e o elenco de apoio não decepciona.
Disponível em preto e branco no Youtube com o título alternativo: "A Morte Está à Solta".
Um bom filme para ver em tempos de covid.
Visto em 19/03/23
É assombroso como a película guarda alguns traços de identificação com o contexto da pandemia da COVID-19, especialmente quando esta se apresentava nos seus estágios iniciais (com enfoque, é claro, na realidade norte-americana): a preocupação da grande maioria das autoridades e dos profissionais da saúde (especialmente o Dr. Ben Wood, muito bem interpretado por Willian Bishop) com a súbita disseminação do vírus, com a imunização em massa da população e o isolamento das pessoas contaminadas pela doença, e questões afins.
A fotografia é primorosa, a atuação é convincente e as cenas de perseguição, ainda que escassas, são muito empolgantes. Acredito que a opção por um narrador da história foi um tanto supérflua, o que em parte comprometeu minha imersão na trama. O roteiro, por sua vez, tem lá as suas conveniências também - mas isso realmente importa, rsrs?
Enfim, esta produção cinquentista foi um ótimo achado, sobretudo porque tem sua parcela de relevância em nossas vivências atuais.