Dirigido por
Data de lançamento
13 Out. 1948Duração
Baseado em romance de Cornell Woolrich, o filme é centrado em John Triton, um homem que tem o poder de fazer previsões, em sua maioria de acontecimentos negativos. Sua vida e a de sua família acaba sendo afetada tragicamente pelo seu dom.
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Night Has a Thousand Eyes (1948), lançado no Brasil como A Noite Tem Mil Olhos, dirigido por John Farrow e estrelado por Edward G. Robinson, é um filmaço, pelo menos pra mim. A maneira como tudo se encaixa, a maneira como a história é contada por Triton (Edward G. Robinson), desde o começo dele nos shows e fazendo adivinhações falsas até ele passar a ter as visões de verdade, é muito bem construída. O relacionamento dele com a mãe da Jean (Gail Russell), Jenny (Virginia Bruce), e com seu pai Whitney (Jerome Cowan), além de toda a sequência de eventos que acontecem no passado e que a história constrói para chegarmos ao momento atual do filme, eu achei realmente muito foda tudo isso.
As previsões que vão se materializando, em especial as da morte de Jean, que vão aumentando gradativamente a tensão, são conduzidas com uma sensação constante de fatalismo.
Mesmo com os policiais (inúteis como sempre) tentando evitar que algumas coisas acontecessem, é justamente nesse momento que elas realmente acontecem. O leão que escapa e depois é neutralizado parece encerrar a ameaça, mas aí, porém, a pata do leão de que falavam não era essa — era a estátua que tinha no jardim. Esse detalhe é muito bom, porque mostra como o destino no filme não está ligado apenas ao perigo óbvio, mas a algo que já estava ali, silencioso, desde sempre.
A forma como ele morre para salvar Jean é trágica e, ao mesmo tempo, coerente com tudo que o filme constrói. Ele ainda toma um tiro do policial que avisou para ele parar e largar a cadeira — e ele parou. Não deveria ter tomado aquele tiro, mesmo que estivesse fazendo algo errado de fato. Essa ironia amarga reforça o tom pessimista da obra, quase como se não houvesse escapatória possível para alguém que já viu o próprio fim. A carta e a cara de “parabéns” de todos os presentes são impagáveis, fechando o filme com um contraste cruel entre celebração e tragédia, algo que sintetiza muito bem o espírito sombrio e fatalista da narrativa.
E é impossível não destacar a atuação de Edward G. Robinson aqui. Ele entrega uma composição cheia de nuances, alternando o charlatão carismático do início com o homem atormentado pelo peso das próprias visões, tudo com um controle impressionante de expressão e voz. Robinson foi um ator pica, gigantesco, dono de uma presença de cena absurda, e que merecia — e ainda merece — muito mais reconhecimento, não só na sua época, mas atualmente também. Muita gente lembra dele apenas pelos papéis de gângster, mas a verdade é que ele tinha um alcance dramático enorme, e este filme é prova disso.
Assistido em 01/03/2026
21.08.2000
Drama policial noir de fantasia e suspense de horror em preto e branco da Paramount Pictures que foi baseado no romance de mesmo nome de Cornell Woolrich (1903-1968), publicado originalmente sob o pseudônimo de George Hopley.
O título veio de um poema conhecido de FW Bourdillon (1852-1921), "A noite tem mil olhos": "A noite tem mil olhos, E o dia apenas um; no entanto, a luz do mundo brilhante morre com o sol moribundo. A mente tem mil olhos, e o coração apenas um: no entanto, a luz de uma vida inteira morre quando o amor acaba." A 1° de 2 filmagens de Cornell Woolrich estreladas por Edward G. Robinson (1893-1973), a 2° sendo Pesadelo (56).
Quando a herdeira Jean Courtland tenta suicídio, seu noivo Elliott Carson investiga seu relacionamento com John Triton. Em flashback, vemos como o mentalista de palco Triton começa a ter flashes aterrorizantes de verdadeira precognição. Sua parceira, Whitney Courtland, usa o talento de Triton para ganhar dinheiro; mas a incapacidade de Triton de impedir o que ele prevê, faz com que ele interrompa o ato e se torne um eremita. Anos depois, Triton tem novas visões e tenta desesperadamente evitar tragédias na família Courtland. Seus avisos podem ter sucesso contra a suspeita, a descrença e o destino inexorável?
Thriller sobrenatural que captura a sensação de desgraça pairando sobre tudo quase tão bem quanto qualquer outro noir. Em nenhum momento o espectador espera nada menos que tragédia. A performance de G. Robinson, cansado, triste e desiludido do mundo, é maravilhosa. Começa bem, mas empaca no meio do caminho, fica confuso e decepciona um pouco antes do final.
Nunca vou entender como Edward G. Robinson não ganhou nenhum Oscar...ele, Spencer Tracy, Bogart, Lorre e outros são fantásticos!!!!
Night Has a Thousand Eyes é um filme noir que destaca como dons sobrenaturais podem perturbar a vida de um homem comum. A atuação de Edward G. Robinson esta magistral, ao contrario dos outros atores do elenco.