Após ter sua casa de apostas fechada pela polícia, Danny Haley (Charlton Heston) e seus amigos Augie (Jack Webb), Soldier (Harry Morgan) e Barney (Ed Begley) ficam sem dinheiro. Assim os quatro armam um jogo de pôquer com Arthur Winant (Don DeFore) e ganham todo o dinheiro dele, inclusive um cheque de US$ 5 mil que não pertencia a Arthur, que, desesperado, se suicida. Sidney (Mike Mazurki), o irmão de Arthur, cujo rosto ninguém conhece, é um psicopata que para se vingar começa a matar todos os envolvidos no jogo. Sentindo-se ameaçado, Danny vai para Los Angeles e se apresenta para Victoria Winant (Viveca Lindfors), a viúva de Arthur, como se fosse um corretor de seguros, que diz que Sidney é o beneficiário de um seguro de US$ 10 mil. Na verdade Danny quer conseguir informações sobre Sidney antes que este venha matá-lo.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
DARK CITY
Direção: William Dieterle
Ano: 1950
Assistido em: 18/02/2024
Como disse em um comentário recente, tem títulos que só lendo duas ou três linhas de uma breve sinopse eu já sei que eu não vou gostar, com outros no entanto, essas mesmas duas ou três linhas já despertam meu interesse de imediato, e foi isso que aconteceu com Dark City, foi só saber do que a trama se tratava, que imediatamente já queria assistir. Mas essas sinopses podem enganar e me meter em belas furadas, já que nem sempre uma boa ideia inicial garante um bom filme.
Após a polícia fechar uma casa de apostas, o dono do local, Danny, junto de seus cúmplices acabam por depenar Arthur , um turista que passava pela cidade, em um jogo totalmente manipulado. A grande questão é que Arthur comete suicídio logo no dia seguinte, e quando seu irmão, um homem completamente insano e bastante perigoso toma conhecimento do ocorrido, ele decide se vingar de todos que levaram seu irmão ao ato desesperado, colocando a vida de Danny e todos ao seu redor em risco.
O longa parte de uma premissa espetacular, temos um protagonista criminoso que não é nem de longe o mocinho honesto, sendo perseguido por um psicótico que quer vingança por algo muito ruim que esse protagonista causou. Quando lembramos que estamos em 1950, quando os protagonistas eram praticamente símbolos morais, Dark City se torna um ponto fora da curva ao apresentar um personagem central todo errado, entretanto, esse diferencial aqui é usado de maneira sofrível, e o que poderia ser grandioso acabou se tornando trivial.
Esse é o primeiro filme do futuro grande filho da puta e também ator, Charlton Heston, e ele está bem, não podemos dizer que está no mesmo nível do que seria no futuro, mas está bem, fora ele, nenhum outro interprete merece destaque. A direção também é muito protocolar, muito básica, e o roteiro não desenvolve os personagens, é tudo muito rápido, muito superficial, o filme é curto e não tem tempo a perder, e com isso acaba sacrificando algo muito relevante, que é nos dar um background maior desses personagens. A única ressalva interessante é não mostrar o vilão em momento algum até a cena final, isso é muito bom porque nos dá aquele ar de monstro, de mal imparável, é como diz o ditado: você tem muito mais medo do desconhecido do que do conhecido.
Dark City foi uma decepção, não é um ruim, mas é fraco, decepcionante, poderia ser muito grande, poderia ser um clássico da década de 50, mas não é. Com uma execução bem qualquer coisa, atuações fracas, e desenvolvimento sem inspiração, Dark City é esquecível, não lembra nada os títulos gigantes que são seus contemporâneos, e está mais para as meia-bombas que são lançadas hoje em dia.
Drama policial noir baseado na estória "No escape" de Lawrence B. Marcus (1917-2001). Essa foi a 1° aparição de Charlton Heston (1923-2008) em uma produção profissional de filmes em Hollywood, após sua participação no amador Peer Gynt (41), de David Bradley, e no semiprofissional Julius Caesar (50). Burt Lancaster recusou o papel principal. Jack Webb (1920-1982) e Henry Morgan (1915-2011) mais tarde reformaram após sua primeira aparição juntos como criminosos quando co-estrelaram o seriado de TV Dragnet (51-59). O clima sombrio desta ambiciosa produção é definido pela excelente fotografia em preto e branco de Victor Milner.
O 1° filme noir estrelado por Charlton Heston. Incrível como o toque do diretor William Dieterle é palpável aqui. Seu gosto pela psicanálise pode ser sentido durante todo o filme. O elenco de apoio é igualmente grande neste filme estereotipado da década de 50. Longe de ser o melhor do versátil Heston, mas ainda assim uma estréia no cinema muito acima da média. Um dos destaques é a da atriz Lizabeth Scott (1922-2015), que atuou em outros filmes noir e que canta as músicas do filme, embora tenha sido dublada por Trudy Stevens.
Primeiro papel de Charlton Heston, que teria uma grande carreira em Hollywood. O filme tem uma história muito interessante: a história do "quem está matando?". Todos sabem quem é o assassino, mas não conhecem o seu rosto. Por isso o filme fica bem interessante, mas acho que se tivessem feito uma história mais bem amarrada, o filme seria mais interessante. Achei o papel de Heston sem carisma algum: um canalha machista e mau-caráter, que se transforma em vítima, mas que mesmo assim a gente não consegue torcer.
Cheguei a torcer pra ele morrer também. rsrsrs
Ideia boa com execução sem força. Boa atuação de Charlton Heston e vilão interessante, mas seu interesse romântico não me conquistou e achei os números musicais bem chatinhos.
08/04/2017
bom