Durante uma missão de rotina no espaço, uma nave americana desaparece misteriosamente da sua órbita. Os americanos suspeitam dos soviéticos e pensam em uma retaliação. No entanto, os ingleses se mantêm mais cautelosos, após existirem possibilidades da nave ter pousado perto do Mar do Japão. Assim, 007 (Sean Connery) vai investigar o caso, mas quando os soviéticos perdem uma espaçonave nas mesmas circunstâncias, Bond tem poucos dias para resolver esta missão e evitar a Terceira Guerra Mundial.
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Com 007 Só Se Vive Duas Vezes compartilha da ambição e urgência experimentadas no filme anterior. E com ainda mais exageros.
Dessa vez, o roteiro aposta numa trama que volta sua atenção à Guerra Fria e a corrida espacial, o que faz todo o sentido dado o seu ano de lançamento e ao contexto geopolítico do fim dos anos 60. Em tese, a ideia que movimenta a narrativa é interessante e bem desenvolvida. O problema se encontra nas sub-tramas absurdas que o roteirista Roald Dahl (famoso escritor britânico em sua única contribuição à franquia) propõe para preencher o roteiro.
[/spoiler] De Bond se disfarçando como japonês até o falso vulcão da SPECTRE, passando pela pequena Nelly e o treinamento ninja, são vários os elementos absurdos que colocam este longa no grupo de filmes cartunescos da franquia. [spoiler]
E ainda que conte com uma série de absurdos, é inegável que enquanto entretenimento o filme possui um ritmo narrativo mais agradável do que o filme anterior, porém com uma quantidade maior de deslizes técnicos.
Sean Connery não faz a menor questão de esconder o cansaço com o personagem. O ator entrega uma atuação apática e sem energia, sendo a pior até o momento (haveriam duas ainda piores).
O diretor estreante Lewis Gilbert se sai bem em construir uma atmosfera de mistério, mesmo com os absurdos narrativos que comprometem a seriedade em vários momentos. Seu domínio nas cenas ações também merece destaque, com algumas sequências de ação bastante dinâmicas.
Com 007 Só Se Vive Duas Vezes foi o último filme da Era Clássica de Sean Connery. Ainda que apresente uma grande quantidade de absurdos em seu roteiro e seu protagonista não esteja bem, o filme tem um ritmo agradável e uma trama clássica.
Um filme aceitável dentro da franquia.
Nota: 6,0
O filme é considerado o fim "era de ouro" de Sean Connery como 007 no cinema, apesar de ele ter retornado para uma última participação melancólica em 1971.
E foi um bom encerramento, a trama se baseia no plano da SPECTRE de capturar secretamente naves espaciais dos EUA e URSS para provocar uma guerra mundial entre os rivais, abrindo espaço para a organização dominar o mundo.
O filme tem várias cenas clássicas como o helicóptero de carga usando um eletroímã gigante agarrar o carro dos vilões, a batalha aérea do mini-helicóptero "Little Nellie" e o sequestro de naves espaciais levadas para uma base secreta dentro do vulcão.
A ambientação no Japão é interessante, mas a preocupação de mostrar a cultura exótica do país acaba tirando o ritmo do filme em alguns momentos. Como na parte do falso casamento e quando o James Bond treina como ninja "disfarçado" de pescador, que não acrescentam nada de muito útil ao enredo, além de parecer bizarro. Outro ponto negativo são as cenas onde a nave da SPECTRE "engole" cápsulas espaciais americanas e soviéticas no espaço foge demais da realidade e os efeitos visuais toscos também não ajudam, deixando uma impressão de filme de fantasia barato.
Mesmo com seu excesso de absurdos é o tipo de filme que vale o ingresso, as cenas de ação são criativas e a trama central soube se aproveitar da tema espacial que estava em alta na época, sendo lançado apenas 2 anos antes do histórico pouso na lua.
"No Japão os homens vem sempre em primeiro lugar e as mulheres em segundo."
Curiosidades: O impressionante cenário da base vulcânica custou quase tanto quanto o orçamento inteiro de "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962). O cenário era tão grande que podia ser visto a três milhas de distância.
Este filme foi o primeiro a revelar a identidade do personagem Ernst Stavro Blofeld, como líder da SPECTRE (Special Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion).
Sean Connery (que já estava cansado do personagem) foi perseguido por fotógrafos e fãs de forma tão agressiva no Japão que jurou que aquele seria seu último filme como Bond (promessa que ele quebraria mais tarde).
Esse é um dos filmes mais fracos do ciclo clássico de Bond. O filme aposta numa escala enorme, com base secreta gigante, conspiração espacial e cenários extravagantes, mas quase nada tem peso dramático de verdade. Sean Connery parece meio cansado do papel, repetindo os gestos do personagem quase no automático. A passagem pelo Japão vira mais um exotismo superficial do que um olhar real para o lugar, e a sequência em que Bond “vira japonês” soa não só constrangedora, mas também completamente desnecessária. O tratamento das personagens femininas segue um padrão já conhecido da série, mas aqui soa ainda mais frio e indiferente, bem distante da abordagem mais física e emocional que o personagem teria décadas depois com Daniel Craig. Enfim, tudo parece exagerado e meio artificial.
Vi a Primeira vez na Globo em 1984,Revi na Netflix Agora Achei só Regular com Uma Linda Bond Girl, E A Trama Deve ter Inspirado A De 007- o espião que me amava DO Mesmo Lewis Gilbert
🎬 **Crítica | Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice, 1967)**
**Ano:** 1967 | **Duração:** 117 minutos
**Gêneros:** Espionagem • Ação • Aventura
**Elenco principal:**
* **Sean Connery** como *James Bond* — ainda carismático, mas visivelmente cansado do papel
* **Donald Pleasence** como *Ernst Stavro Blofeld* — o nº 1 da **SPECTRE**, finalmente revelado
* **Akiko Wakabayashi** como *Aki* — aliada de Bond no Japão
* **Mie Hama** como *Kissy Suzuki* — Bond Girl de destaque, porém pouco desenvolvida
🎞️ **Enredo & História**
Após enfrentar o nº 2 da SPECTRE no filme anterior, Bond agora encara o verdadeiro cérebro da organização: Blofeld. A trama desloca o conflito para o cenário da **corrida espacial**, com a SPECTRE sequestrando cápsulas espaciais para provocar uma guerra entre EUA e URSS. A ideia é ambiciosa, mas o desenvolvimento falha em sustentar a tensão. Mesmo com a revelação do vilão máximo, Blofeld surge surpreendentemente fraco, sem a imponência esperada, reduzindo o impacto dramático.
🎥 **Produção, Fotografia e Efeitos Especiais**
O orçamento claramente aumenta, com cenários grandiosos como a icônica **base em um vulcão**. Porém, muitos efeitos especiais parecem apressados e mal acabados. A fotografia exótica do Japão funciona bem, mas o espetáculo visual não acompanha a promessa do conceito.
🎭 **Atuações**
Connery entrega o básico, sem o brilho de filmes anteriores. As Bond Girls, infelizmente, estão entre as mais fracas da era clássica, com pouco espaço e profundidade. Pleasence, apesar de icônico visualmente, não impõe o temor esperado de um grande vilão.
🎬 **Sequências & Filmes Semelhantes**
Quinto filme da franquia 007, sucedido por *007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade*. Filmes semelhantes: *007 Contra a Chantagem Atômica* e *Moonraker*.
✅ **Vale a pena assistir?**
Vale pelo valor histórico e pelos cenários marcantes, mas representa um **passo atrás** na evolução da franquia.
⭐ **Nota:** **5 / 10**
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