O músico Arus decide levar a mãe com Alzheimer de volta à terra natal em busca do lar que ela tem na memória. Para que a mãe não se perca, Arus amarra-se a ela com uma corda em volta da cintura. Essa conexão, semelhante a um cordão umbilical, estabelece uma relação de inversão entre mãe e filho.
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RESENHA PUBLICADA EM 21/11/2023
Cordão da vida
Jovem músico leva a mãe com Mal de Alzheimer de volta à terra natal, para que ela possa, quem sabe, relembrar do antigo lar. Para que a idosa não se perca ou se distancie, ele amarra uma corda na cintura dela e faz o mesmo em si. Ao chegar na velha casa, a mãe fala de um lugar ancestral dentro de uma árvore, e os dois partirão para uma jornada mística.
Exibido em festivais asiáticos como Tokyo, Beijing e Singapura, o delicado drama familiar que mostra a intensa relação de mãe e filho foi todo rodado nas montanhas altas da Mongólia, país que fica entre a Rússia e a China. Um lugar exuberante, mas também solitário, que ajuda a compor a ambientação psicológica do filme. Com uma fotografia lindíssima de campos, lagos e área rural, o longa foi escrito e dirigido pela cineasta chinesa em sua estreia no cinema, Sixue Qiao, que demonstra sensibilidade para contar essa história afetiva. A corda envolta na cintura dos dois personagens centrais carrega forte simbologia, uma conexão semelhante a um cordão umbilical, em que um ‘nutre’ o outro, cuidando dos rumos e atento aos descaminhos durante uma jornada derradeira que terão pela frente. Tem um ar místico, fala da busca pela ancestralidade – muitas vezes de uma terra imaginada ou que deixou de existir com a modernidade, e também traz um tema caro, a terrível doença do Alzheimer. Está em exibição na 8ª Mostra de Cinema Chinês, que ocorre de 15 a 30/11, realizada pelo Instituto Confúcio, da Unesp, e Centro Cultural São Paulo, em parceria com a SPCine – o festival é gratuito e online, com oito filmes produzidos entre 2021 e 2023, disponíveis na plataforma da SPCine Play.
POR FELIPE BRIDA - RESENHA PUBLICADA EM 21/11/2023, no blog Cinema-naweb
Um filme que me pegou de surpresa, não esperava que fosse tão bom, entrou para a minha lista de preferidos do ano de 2022. Um filme simples e cheio de significados, há beleza na simplicidade e uma direção primorosa. Os atores estão ótimos, cada um deles entregam muito, dos principais aos coadjuvantes. Teve momentos que parecia que eu estava lá na China, vivenciando aquelas coisas. Depois de um roteiro muito bem construído, com uma história muito bem amarrada vem os 15 minutos finais que é arrebatador, sério, das cenas mais bonitas que vi nos últimos anos (e olha que considero que assisto bastante filmes). Pensei muito na minha história, na minha família e na história da minha família. Com certeza um filme que vai ficar martelando na minha cabeça por um tempo. Grandioso pelos pequenos detalhes. Beleza pura.
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Tudo, absolutamente tudo nesse filme transporta o nosso coração para um lugar sereno de contemplação, é bonito até não querer mais!
Que lindo!