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Um cientista americano (Paul Newman) vai para Copenhagen a fim de participar de um congresso internacional e física e leva sua noiva/assistente (Julie Andrews). Lá ela intercepta uma mensagem destinada a ele e descobre que seu noivo está desertando para Berlin Oriental, onde pretende conseguir fundos para seu projeto.
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Sem dúvida não é um dos melhores filmes do Hitchcock, no começo até que tem uma pegada interessante mas depois fica muito enfadonho. O clímax do filme, na minha opinião, não foi muito bem trabalhado. E todo o mistério é meio que entregue de bandeja assim sem nenhuma necessidade de pensar por parte do de quem tá assistindo. #rumoaos1800
No começo o mistério envolve, depois fica enrolado demais. Acabou ficando cansativo.
Tem Alguns Spoilers...
Guerra fria, cortina de ferro, espionagem. "Cortina Rasgada" apresenta a história do físico americano Michael Armstrong (Paul Newman), que em meio a um congresso cientifico com a esposa Sarah (Julie Andrews), precisa abandona-la e viajar sozinho para Estocolmo na Suécia.
Puta da vida, Sarah não aceita esse papo, e sem querer ela acaba descobrindo que seu bofe não está indo para futura terra do ABBA, mas sim para Berlin Oriental, território controlada pela antiga União Soviética. E capitalistamente mais puta da vida, Sarah pegou o mesmo avião e foi atrás dele, e o que ela descobriu fez a sua bunda cair no chão!
Hitchcock adora um filme de espião, e nesse ele fez a festa! Chutando o balde dos comuna, o diretor apresenta uma trama tensa, com revelações complicadas, que assim como eu, você não leu a sinopse é melhor segurar a sua bunda.
A viagem dele não foi a toa, quando ele aparece em solo alemão, sendo recepcionado por autoridades militar, com discurso em universidade, você já sente a facada nas costas dos gringos. Michael Armstrong se juntou aos russo, traiu seu pais e deixou sua esposa em pânico. Mas o trama se descortina para outras revelações, mostrando as reais intenções do professor, em cenas nervosas de ação, de vida ou morte, onde o tempo para descobrirem suas reais intenções dele nessa viagem estranha, ficava cada vez mais curto.
A trama mescla momentos de tensão e conspiração, pegando a gente pelo bico, mantendo como sempre a gente ansioso com reviravoltas e revelações que se seguem. A direção é marcante, com cenas memoráveis, como a famosa sequência onde Armstrong na fazenda, dele tentando arrancar a todo custo as informações reais do experimento que ele estudava, mas não conseguia a resposta, depois precisa escapando loucamente do local, a fuga dramática de ônibus e o final no teatro, que foi um terror que fez jus aos grandes filmes do diretor.
A produção do filme é excelente, o atmosfera fria, sem cor e infeliz do leste europeu, foi traduzido em imagens sóbrias e sem vida, onde o povo parecia que estava sem alma e que lutava apenas por um prato de comida, como foi mostrado depois.
Hitchcock teve problemas com o estúdio. O diretor queria Cary Grant e Eva Marie Saint, como protagonistas, mas os cartolas impuseram Paul Newman e Julie Andrews, para os papeis, porque eles estavam na crista da onda em Hollywood. Paul Newman por ser uma das estrelas do estúdio e por Julie Andrews ser na época a maior estrela de Hollywood após os sucessos consecutivos de "Mary Poppins" (1964) e "A Noviça Rebelde" (1965).
Nos anos 40 e 50, o diretor teve a sua disposição, atores e atrizes como: Ingrid Bergman, Grace Kelly, James Stewart, Cary Grant e outros na folha de pagamento. Nos anos 60, a coisa mudou, foram atores diferentes vivendo protagonizando seus filmes (Eva Marie Saint), que fez dois, mas fugiu dele por causa dos assédios). Independente de tudo que o diretor, que o Paul Newman e Julie Andrews, falaram mais tarde, eu achei que eles tiveram boas atuações.
Michael Armstrong (Paul Newman), tinha que esconder o tempo todo que não tinha traído seu pais, e Sarah (Julie Andrews), fez a esposa e desesperada, ao ver seu marido fazendo aquilo. E o clima do filme era pesado, acho que não havia muito espaço na trama para mais envolvimento, porque antes o casal estava separados pela situação, com Michael fingindo estar seguindo os planos dos soviéticos, e quando tudo é revelado, começa um corre corre do capeta, que só termina quando o filme acaba.
Se existe um problema no filme, acredito que seja o roteiro que mesmo depois de varias mudanças, acabou ainda não agradando o diretor, acho que mais pelo fato, de não ter os protagonistas que ele desejava, do que tudo.
Pra mim "Cortina Rasgada" é excelente, a história é complexa, nervosa, tensa, com uma produção incrível, uma direção genial, com cenas emocionantes. Nos meus sonhos hitchcockianos cinéfilos, ainda contemplam filmes com James Stewart contracenando com Grace Kelly ou Ingrid Bergman, neles. Mas isso é meu apenas o meu sonho bobo.
"Cortina Rasgada" merece ser redescoberto.
clássico da espionagem.
Não é dos melhores dele mas não conheço filme ruim dele, gosto muito deste estilo, vale assistir.
Um amigo me avisou que esse filme era conhecido como o mais fraco do Hitckcock.
Resolvi testar.
REALMENTE........não rolou, hein...
Talvez se eu não soubesse que é do Hitchcock acharia menos ruim, pq a expectativa é inevitável rs