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Outros títulos
Todos los niños invisibles - Espanha
Les enfants invisibles - França
Take 7 - Itália
Niños de Nadie - México
Sinopse
Seja coletando sucata nas ruas de São Paulo ou roubando para viver em Nápoles e no interior da Sérvia, os filmes são protagonizados por personagens infantis que lidam com uma dura realidade, na qual crescer muito cedo acaba sendo a única saída.
"É inevitável: praticamente todo filme composto por episódios acaba se revelando uma experiência irregular, alternando entre segmentos ótimos e péssimos. Entretanto, este não é um problema que 'Crianças Invisíveis' enfrenta, já que, basicamente, todos os seus episódios são igualmente medíocres". Após ler essas palavras de Pablo Villaça, fui conferir a produção de Chiara Tilesi e Stefano Veneruso com baixíssimas expectativas. Devo dizer que há um certo exagero nas palavras do crítico: na verdade, há sim irregularidade entre os sete curtas-metragens que compõem o filme, mas ela se encontra entre o medíocre e o indefensável.
1. Tanza, dirigido por Mehdi Charef
"Crianças deveriam estar na escola e não pegando em armas". Essa é a mensagem que o diretor franco-argelino praticamente desenhou para espectadores com atraso no desenvolvimento cognitivo. O curta é tão óbvio em absolutamente tudo que chega a doer. Para não dizer que não falei das flores: a cena da bomba e do globo terrestre escolar é especialmente memorável, mas até este breve acerto é mal aproveitado numa série de "explosões" simbólicas que dilui toda a força dramática.
2. Cigano Azul, dirigido por Emir Kusturica
Não fosse a insistência no humor de extintor do Didi Mocó, o curta estaria entre os melhores do filme (o que não é grande coisa, mas já seria algo). Mas Kusturica insiste, insiste e insiste...
3. Jesus, Criança da América, dirigido por Spike Lee
Pais soropositivos e viciados em heroína num apartamento de classe media com tudo em ordem; filha soropositivo sofrendo bullying na escola e sendo atacada pela mãe da colega que ainda acredita que AIDS pode ser transmitida pela saliva... em 2005. Tente encontrar alguma verossimilhança nesse curta e falhe miseravelmente. Ainda assim, é um dos menos piores do filme.
4. Bilu & João, dirigido por Katia Lund
O melhor curta do filme. Disparado! Como disse, isto não significa grande coisa. O sarrafo aqui está muito baixo. De qualquer modo, o curta tem excelentes atores mirins e um roteiro que não se prende à "mensagem" que deseja transmitir ao espectador. Um dos poucos curtas do filme que respeita a inteligência do espectador.
5. Jonathan, dirigido por Jordan Scott & Ridley Scott
Um fotojornalista com transtorno de estresse pós-traumático e carregado pela culpa. De repente, ele sai para fumar, encontra seus amigos de infância e volta a ser criança. Por meio de uma mistura de memórias de infância e de crianças se ajudando em meio a guerra, ele redescobre a irmandade entre os infantes e volta para casa aliviado da culpa. O curta parece querer rebaixar toda a discussão em torno da foto e do posterior suicídio de Kevin Carter. Horrível!
6. Ciro, dirigido por Stefano Veneruso
Segundo melhor curta do filme, mas este é bem menos regular que o curta da Kátia Lund. Embora o roteiro seja mal desenvolvido, apresenta algumas sequências cativantes, especialmente a final.
7. Song Song & Little Cat, dirigido por John Woo
Referências chaplinianas você encontra até em "Chaves". Nem isto se salva aqui. À exceção da sequência das bonecas (muitas para uma, uma para muitas), não há nada de bom neste curta. Definitivamente, o pior dos sete (isto sim, é uma grande proeza).
Crianças Invisíveis é uma produção de Chiara Tilesi e Stefano Veneruso composto de sete segmentos dirigidos por diretores de renome. Cada um dos diretores narra, por meio de sua própria perspectiva, histórias únicas sobre a condição das crianças ao redor do do mundo, projeto cuja renda foi direcionada à UNICEF. Considerando a complexidade e o objetivo real do projeto, os produtores sentiram a necessidade de envolver diferentes personalidades e instituições. Todas as Crianças Invisíveis foram produzidas por Maria Grazia Cucinotta, Chiara Tilesi e Stefano Veneruso para a MK Film Productions, em conjunto com os produtores associados Gaetano Daniele, Anna Rita Dell'Atte, Cesare Falletti di Villafalletto e Andrea Piedimonte. O filme foi co-produzido pela Rai Cinema.
1. Tanza dirigido por Mehdi Charef
Sete jovens combatentes da liberdade, fortemente armados, estão cobrindo o terreno à procura do inimigo. Aos vinte e um, seu líder é o mais velho. Tanza tem doze anos e se juntou a este grupo após testemunhar o massacre de sua família. Ao tomar banho em um rio no meio da floresta, tentando esquecer suas vidas como soldados por um tempo, eles desconhecem que em pouco tempo um deles estará morto e outro será enviado para explodir uma escola, onde em poucas horas outras crianças como eles estarão chegando.
2. Cigano Azul dirigido por Emir Kusturica
Uroš (Blue Gypsy) está prestes a ser libertado do centro de detenção juvenil no qual ele passou bastante tempo. Ele está enfrentando os sentimentos mistos que tem em relação à sua libertação: lidar novamente com seu pai, que o força a roubar e ainda assim ser supostamente libertado para o mundo exterior. A escolha de Uroš se tornará clara quando ele se encontrar encurralado.
3. Jesus, Criança da América dirigido por Spike Lee
Blanca (interpretada por Hannah Hodson) é uma adolescente do Brooklyn que tem uma rotina diária de ir à escola e curtir o tempo com seus amigos apesar do cenário de completa miséria e pobreza em que ela vive com seus pais. Mas essa rotina é intercalada com visitas frequentes ao hospital devido a sua contínua doença. Depois de um incidente escolar, ela finalmente percebe que é uma filha HIV positiva de pais viciados em drogas e a história dá uma reviravolta sombria e dramática.
4. Bilu & João dirigido por Katia Lund
Um dia na vida de Bilu e João, duas crianças jovens empreendedoras que lutam para sobreviver nas ruas de São Paulo, Brasil. Seus tesouros são latas vazias, papelão, tábuas descartadas e pregos; objetos que a sociedade joga fora. As crianças têm que usar sua imaginação para transformar a paisagem urbana em seu playground, transformando o lixo em retorno. À medida que suas ambições as tiram do caminho batido, elas precisarão de ainda mais engenhosidade para tirá-las de um engarrafamento.
5. Jonathan dirigido por Jordan Scott & Ridley Scott
Jonathan é a história de um fotojornalista chocado, cujas tarefas o deixaram desiludido com a vida e irrevogavelmente perturbado. Ele sonha com a liberdade do que viu e com a felicidade a qualquer custo. Ele a quer tanto que quando decide correr, ele volta fisicamente para quando a vida estava no seu melhor e embarca numa incrível aventura, redescobrindo a essência da vida através da infância. As crianças que ele encontra ao longo do caminho o desafiam e o inspiram a abraçar sua vida mais uma vez.
6. Ciro dirigido por Stefano Veneruso
Ciro é um garoto da periferia de Nápoles, Itália. Ele vive em um daqueles projetos de habitação em cimento construídos após o terremoto de 1980. Junto com seu amigo Bertucciello, Ciro agride um motorista para roubar seu Rolex. É um ataque coordenado, composto de duas ações simultâneas, mas separadas. Ciro quebra uma das janelas do veículo com um martelo, vidros voando por toda parte, enquanto Bertucciello agarra o relógio do homem e o arranca de seu pulso. As duas crianças correm em direções separadas em direção ao imprevisto - à procura de uma verdadeira infância.
7. Song Song & Little Cat dirigido por John Woo
John Woo dirige Zhao ZiCun (Song Song) e Qi RuYi (Gatinho) em uma história de verdade simples e perseverança imortal por meio de inacreditáveis dificuldades. Contada pela visão das crianças, a história de duas meninas levando vidas de circunstâncias opostas se desenrola. Essas duas vidas se espelham, paralelas e se atraem uma à outra enquanto se aprofundam nos desafios emocionais e físicos enfrentados pelas crianças. Este é um conto de esperança.
Pra quem não conhece, esse é um drama sobre crianças que são expostas à violência, com 7 histórias (em média com 16 ou 17 minutos cada) dirigidas por cineastas renomados de diferentes nacionalidades. As intenções são as melhores possíveis, as histórias são razoavelmente boas, mas a curta duração delas as deixaram com a sensação de estarem incompletas. Difícil falar qual gostei mais, talvez a de John Woo ou a de Ridley Scott, mas nenhuma foi tão marcante.
Filme bem chamativo desde os primeiros minutos.Mostra crianças envolvidos numa guerra civil,com muita violência e tristeza.A trama muda o foco a partir da metade mas não desanima. Dirigido por muita gente boa,esse é era um filme desconhecido que acabou se tornando memorável.
"É inevitável: praticamente todo filme composto por episódios acaba se revelando uma experiência irregular, alternando entre segmentos ótimos e péssimos. Entretanto, este não é um problema que 'Crianças Invisíveis' enfrenta, já que, basicamente, todos os seus episódios são igualmente medíocres". Após ler essas palavras de Pablo Villaça, fui conferir a produção de Chiara Tilesi e Stefano Veneruso com baixíssimas expectativas. Devo dizer que há um certo exagero nas palavras do crítico: na verdade, há sim irregularidade entre os sete curtas-metragens que compõem o filme, mas ela se encontra entre o medíocre e o indefensável.
1. Tanza, dirigido por Mehdi Charef
"Crianças deveriam estar na escola e não pegando em armas". Essa é a mensagem que o diretor franco-argelino praticamente desenhou para espectadores com atraso no desenvolvimento cognitivo. O curta é tão óbvio em absolutamente tudo que chega a doer. Para não dizer que não falei das flores: a cena da bomba e do globo terrestre escolar é especialmente memorável, mas até este breve acerto é mal aproveitado numa série de "explosões" simbólicas que dilui toda a força dramática.
2. Cigano Azul, dirigido por Emir Kusturica
Não fosse a insistência no humor de extintor do Didi Mocó, o curta estaria entre os melhores do filme (o que não é grande coisa, mas já seria algo). Mas Kusturica insiste, insiste e insiste...
3. Jesus, Criança da América, dirigido por Spike Lee
Pais soropositivos e viciados em heroína num apartamento de classe media com tudo em ordem; filha soropositivo sofrendo bullying na escola e sendo atacada pela mãe da colega que ainda acredita que AIDS pode ser transmitida pela saliva... em 2005. Tente encontrar alguma verossimilhança nesse curta e falhe miseravelmente. Ainda assim, é um dos menos piores do filme.
4. Bilu & João, dirigido por Katia Lund
O melhor curta do filme. Disparado! Como disse, isto não significa grande coisa. O sarrafo aqui está muito baixo. De qualquer modo, o curta tem excelentes atores mirins e um roteiro que não se prende à "mensagem" que deseja transmitir ao espectador. Um dos poucos curtas do filme que respeita a inteligência do espectador.
5. Jonathan, dirigido por Jordan Scott & Ridley Scott
Um fotojornalista com transtorno de estresse pós-traumático e carregado pela culpa. De repente, ele sai para fumar, encontra seus amigos de infância e volta a ser criança. Por meio de uma mistura de memórias de infância e de crianças se ajudando em meio a guerra, ele redescobre a irmandade entre os infantes e volta para casa aliviado da culpa. O curta parece querer rebaixar toda a discussão em torno da foto e do posterior suicídio de Kevin Carter. Horrível!
6. Ciro, dirigido por Stefano Veneruso
Segundo melhor curta do filme, mas este é bem menos regular que o curta da Kátia Lund. Embora o roteiro seja mal desenvolvido, apresenta algumas sequências cativantes, especialmente a final.
7. Song Song & Little Cat, dirigido por John Woo
Referências chaplinianas você encontra até em "Chaves". Nem isto se salva aqui. À exceção da sequência das bonecas (muitas para uma, uma para muitas), não há nada de bom neste curta. Definitivamente, o pior dos sete (isto sim, é uma grande proeza).
Crianças Invisíveis é uma produção de Chiara Tilesi e Stefano Veneruso composto de sete segmentos dirigidos por diretores de renome. Cada um dos diretores narra, por meio de sua própria perspectiva, histórias únicas sobre a condição das crianças ao redor do do mundo, projeto cuja renda foi direcionada à UNICEF. Considerando a complexidade e o objetivo real do projeto, os produtores sentiram a necessidade de envolver diferentes personalidades e instituições. Todas as Crianças Invisíveis foram produzidas por Maria Grazia Cucinotta, Chiara Tilesi e Stefano Veneruso para a MK Film Productions, em conjunto com os produtores associados Gaetano Daniele, Anna Rita Dell'Atte, Cesare Falletti di Villafalletto e Andrea Piedimonte. O filme foi co-produzido pela Rai Cinema.
1. Tanza dirigido por Mehdi Charef
Sete jovens combatentes da liberdade, fortemente armados, estão cobrindo o terreno à procura do inimigo. Aos vinte e um, seu líder é o mais velho. Tanza tem doze anos e se juntou a este grupo após testemunhar o massacre de sua família. Ao tomar banho em um rio no meio da floresta, tentando esquecer suas vidas como soldados por um tempo, eles desconhecem que em pouco tempo um deles estará morto e outro será enviado para explodir uma escola, onde em poucas horas outras crianças como eles estarão chegando.
2. Cigano Azul dirigido por Emir Kusturica
Uroš (Blue Gypsy) está prestes a ser libertado do centro de detenção juvenil no qual ele passou bastante tempo. Ele está enfrentando os sentimentos mistos que tem em relação à sua libertação: lidar novamente com seu pai, que o força a roubar e ainda assim ser supostamente libertado para o mundo exterior. A escolha de Uroš se tornará clara quando ele se encontrar encurralado.
3. Jesus, Criança da América dirigido por Spike Lee
Blanca (interpretada por Hannah Hodson) é uma adolescente do Brooklyn que tem uma rotina diária de ir à escola e curtir o tempo com seus amigos apesar do cenário de completa miséria e pobreza em que ela vive com seus pais. Mas essa rotina é intercalada com visitas frequentes ao hospital devido a sua contínua doença. Depois de um incidente escolar, ela finalmente percebe que é uma filha HIV positiva de pais viciados em drogas e a história dá uma reviravolta sombria e dramática.
4. Bilu & João dirigido por Katia Lund
Um dia na vida de Bilu e João, duas crianças jovens empreendedoras que lutam para sobreviver nas ruas de São Paulo, Brasil. Seus tesouros são latas vazias, papelão, tábuas descartadas e pregos; objetos que a sociedade joga fora. As crianças têm que usar sua imaginação para transformar a paisagem urbana em seu playground, transformando o lixo em retorno. À medida que suas ambições as tiram do caminho batido, elas precisarão de ainda mais engenhosidade para tirá-las de um engarrafamento.
5. Jonathan dirigido por Jordan Scott & Ridley Scott
Jonathan é a história de um fotojornalista chocado, cujas tarefas o deixaram desiludido com a vida e irrevogavelmente perturbado. Ele sonha com a liberdade do que viu e com a felicidade a qualquer custo. Ele a quer tanto que quando decide correr, ele volta fisicamente para quando a vida estava no seu melhor e embarca numa incrível aventura, redescobrindo a essência da vida através da infância. As crianças que ele encontra ao longo do caminho o desafiam e o inspiram a abraçar sua vida mais uma vez.
6. Ciro dirigido por Stefano Veneruso
Ciro é um garoto da periferia de Nápoles, Itália. Ele vive em um daqueles projetos de habitação em cimento construídos após o terremoto de 1980. Junto com seu amigo Bertucciello, Ciro agride um motorista para roubar seu Rolex. É um ataque coordenado, composto de duas ações simultâneas, mas separadas. Ciro quebra uma das janelas do veículo com um martelo, vidros voando por toda parte, enquanto Bertucciello agarra o relógio do homem e o arranca de seu pulso. As duas crianças correm em direções separadas em direção ao imprevisto - à procura de uma verdadeira infância.
7. Song Song & Little Cat dirigido por John Woo
John Woo dirige Zhao ZiCun (Song Song) e Qi RuYi (Gatinho) em uma história de verdade simples e perseverança imortal por meio de inacreditáveis dificuldades. Contada pela visão das crianças, a história de duas meninas levando vidas de circunstâncias opostas se desenrola. Essas duas vidas se espelham, paralelas e se atraem uma à outra enquanto se aprofundam nos desafios emocionais e físicos enfrentados pelas crianças. Este é um conto de esperança.
Pra quem não conhece, esse é um drama sobre crianças que são expostas à violência, com 7 histórias (em média com 16 ou 17 minutos cada) dirigidas por cineastas renomados de diferentes nacionalidades. As intenções são as melhores possíveis, as histórias são razoavelmente boas, mas a curta duração delas as deixaram com a sensação de estarem incompletas. Difícil falar qual gostei mais, talvez a de John Woo ou a de Ridley Scott, mas nenhuma foi tão marcante.
Filme bem chamativo desde os primeiros minutos.Mostra crianças envolvidos numa guerra civil,com muita violência e tristeza.A trama muda o foco a partir da metade mas não desanima.
Dirigido por muita gente boa,esse é era um filme desconhecido que acabou se tornando memorável.
>Assistido em 29 de Julho de 2019
Um bom documentário retrata de forma crua a vida que algumas crianças esta o fadas a viver