Um homem vem da África à procura do pai que encontrou um grande diamante na Chapada Diamantina e desapareceu. É o relato dessa busca, dos lugares e personagens mágicos que ele encontra pelo caminho.
- já me arrepiei inteiro logo nos créditos iniciais com a Cátia de França cantando, já deu todo um ar de épico brasileiríssimo ao filme - não sei se chega a fazer parte do cinema novo, mas o filme tem nele os melhores elementos do movimento - adorei o uso das cores no figuro dos personagens e no cenário em si, que conta também com uma linda fotografia - acerta demais em mostrar toda a beleza única das cidades de interior do nosso Brasil
Não tive a oportunidade de assistir ao mais novo filme da diretora, quando estive em Tiradentes, mas escolhi esta obra recém-restaurada como presente íntimo de comemoração ao "dia do cinema brasileiro". Fui arrebatado logo nos créditos iniciais, com a execução da antológica "Kukukaya", da imortal Cátia de França. Gosto muito da narração esotérica da personagem de Salma Buzzar e amei a paixão do filme pelo próprio ato narrativo, pela arte sobrevivencial de contar histórias. O desfecho é imponente em seu aspecto climático e alegórico, tendo muito a ver com a terceira fase do Cinema Novo, capitaneada por O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO, em relação ao qual contém uma ou outra semelhança. Ótimo reconhecer a voz de Elba Ramalho nas canções que conduzem a evolução do enredo. Minha mãe viu o filme comigo, e o curtiu bastante, não estranhando o seu tom eventualmente evasivo, já que isso faz parte da busca identitário-existencial empreendida pelo protagonista. Grata surpresa, extraordinária descoberta, magistralmente fotografada, como era de se esperar, dada a colaboração longeva da diretora com o Aloysio Raulino. Viva o cinema nordestino: como é bom reconhecer cenários e tipologias humanas na tela! (WPC>)
É um bom exemplar da linguagem alegórica do cinema novo, em meio ao contexto da ditadura militar, que ainda explora o recurso rouchiano do roteiro compartilhado e com atuações da população local, desfazendo os limites entre ficção e documentário, pois agrega à narrativa as lendas e costumes locais. Aproveita a fotografia belíssima de Aloysio Raulino e a ambiência de Mucugê, a seu favor, para um enredo que se desenvolve de forma ensaística, performativa.
- já me arrepiei inteiro logo nos créditos iniciais com a Cátia de França cantando, já deu todo um ar de épico brasileiríssimo ao filme
- não sei se chega a fazer parte do cinema novo, mas o filme tem nele os melhores elementos do movimento
- adorei o uso das cores no figuro dos personagens e no cenário em si, que conta também com uma linda fotografia
- acerta demais em mostrar toda a beleza única das cidades de interior do nosso Brasil
Não tive a oportunidade de assistir ao mais novo filme da diretora, quando estive em Tiradentes, mas escolhi esta obra recém-restaurada como presente íntimo de comemoração ao "dia do cinema brasileiro". Fui arrebatado logo nos créditos iniciais, com a execução da antológica "Kukukaya", da imortal Cátia de França. Gosto muito da narração esotérica da personagem de Salma Buzzar e amei a paixão do filme pelo próprio ato narrativo, pela arte sobrevivencial de contar histórias. O desfecho é imponente em seu aspecto climático e alegórico, tendo muito a ver com a terceira fase do Cinema Novo, capitaneada por O DRAGÃO DA MALDADE CONTRA O SANTO GUERREIRO, em relação ao qual contém uma ou outra semelhança. Ótimo reconhecer a voz de Elba Ramalho nas canções que conduzem a evolução do enredo. Minha mãe viu o filme comigo, e o curtiu bastante, não estranhando o seu tom eventualmente evasivo, já que isso faz parte da busca identitário-existencial empreendida pelo protagonista. Grata surpresa, extraordinária descoberta, magistralmente fotografada, como era de se esperar, dada a colaboração longeva da diretora com o Aloysio Raulino. Viva o cinema nordestino: como é bom reconhecer cenários e tipologias humanas na tela! (WPC>)
É um bom exemplar da linguagem alegórica do cinema novo, em meio ao contexto da ditadura militar, que ainda explora o recurso rouchiano do roteiro compartilhado e com atuações da população local, desfazendo os limites entre ficção e documentário, pois agrega à narrativa as lendas e costumes locais. Aproveita a fotografia belíssima de Aloysio Raulino e a ambiência de Mucugê, a seu favor, para um enredo que se desenvolve de forma ensaística, performativa.