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Duração
Um industrial muito rico e conservador, totalmente desprovido de valores e pouco se importando com a miséria, entra em conflito existencial e começa a procurar uma forma de conseguir sua redenção.
+Selecionado para o Festival de Cannes em 1978, foi proibido de participar pela censura da ditadura militar (o filme não poderia ser exibido nem dentro do país, nem fora).
+Recebeu menção honrosa no Festival de Bangalore, India, 1980.
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- cabra safado, só depois de se dar mal e falir que relembra das origens, das lutas que realmente importam, antes de se juntar exatamente ao que estava combatendo
- poucos diálogos, para enganar a censura e uma estética narrativa bem nouvelle vague/cinema novo
Filme que precisa ser revisto, o arquivo estava defeituoso e incompleto.
Anticolonialista (no sentido mais detonado pelo neoliberalismo do termo). Sem dúvida, um filme brilhantemente marginal, mas pelo prisma das elites, demonstrando uma autoconsciência incrível de classe perniciosa.
Sempre o sangue, o dinheiro, o sangue, a política (Foucault?) nos corpos. Em suma, um filme que merece ser (re)descoberto, seja pela sua relevância estilística, seja por uma atualidade dos temas evocados, pelas metáforas que expõe e as formas de concepção que propõe.
"(...) Queria ter uma boca que cuspisse granada, um membro que ejaculasse Napalm, um cú que cagasse bombas."
De fato, o Rosemberg é muitíssimo influenciado pelo Godard da primeira fase, mas, nesta maravilha de filme, ele muda o tom: ele filia-se a um acento anticolonialista (no sentido mais detonado pelo neoliberalismo do termo) e polui o filme com uma melancolia bem-vinda, que oferece uma visão distinta da avacalhação alucinógena do período. Sem dúvida, um filme brilhantemente marginal, mas pelo prisma das elites, demonstrando uma autoconsciência incrível de classe perniciosa. Brilhante filme, muitíssimo bem fotografado e musicado! (WPC>)
Um texto que fiz sobre essa obra-prima: http://revistaphilipeia.com/2013/12/21/critica-2/