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From the Life of the Marionettes - Estados Unidos da América
Sinopse
Peter Egerman é um executivo bem sucedido que vive um casamento conturbado com Katarina. Dias depois de ter um sonho no qual mata a esposa, Peter sai com uma prostituta e a mata. Qual seria a explicação dessa tragédia?
- gostei da forma como ele vai desmontando o peter aos poucos e mostrando uma pessoa completamente diferente daquela que parecia ser no começo - a estrutura meio fragmentada também funciona muito bem, parece que estamos investigando um crime enquanto tentamos entender os próprios personagens - e esse título faz cada vez mais sentido conforme o filme avança. todo mundo parece preso aos próprios desejos, traumas e obsessões, como se ninguém tivesse realmente controle sobre a própria vida
O legado que Ingmar Bergman deixou para o cinema é tão importante e precioso que até hoje inspira obras de cineastas igualmente notáveis. Sua formação não era filosofia ou psicologia, mas ele condensava em suas histórias e personagens verdadeiros estudos clínicos da alma humana. O filme "Da Vida Secreta das Marionetes" é mais um testemunho disso. Talvez seja um dos menos conhecidos na sua filmografia, mas igualmente capaz de traduzir os dilemas e inquietudes humanas para cenários da vida real.
Pode ser que, assim como aconteceu comigo, as primeiras perguntas que venham à mente de quem assiste o filme sejam: "quem são as marionetes?" e "quem as manipula?". Sem meias palavras, Bergman deixa claras as respostas, e o mais assombroso é compreender que as suas marionetes não são bonecos inanimados, mas alegorias acerca da nossa própria natureza. Enquanto o teatro da vida segue seu curso, ninguém vê as mãos que manobram os fios. Não se conhecem suas almas, não se sabe de seus sentimentos e segredos.
No filme, acompanhamos o tormento psicológico de Peter Egermann. Um pensamento obsessivo atravessa sua alma, perturba sua sanidade, ameaça seu casamento e a integridade de sua esposa Katarina. É interessante destacar que, embora essa história não seja uma continuação de "Cenas de Um Casamento", Bergman reutilizou os mesmos nomes de um dos casais de 1973. É como se quisesse estabelecer uma ponte simbólica entre as duas narrativas, sugerindo que Katarina e Peter são variações de um mesmo arquétipo, representações das complexidades e fragilidades da vida conjugal.
--------------------------------------------------------------------------------- P.S.: Voltando para ressaltar a estonteante beleza "cara lavada" de Christine Buchegger! ---------------------------------------------------------------------------------
Um filme fora da curva do cineasta, achei muito bom pela maneira que a narrativa consegue contar a história. Temos o evento principal no início e depois os flashbacks do passado indo de um tempo distante se aproximando do evento e flashforwards sendo apresentados de uma maneira se afastando do evento principal para o futuro. O elenco é competente, a mão do Bergman nunca falha, porém o final me pareceu muito leviano, os motivos apresentados pelo psiquiatra não convencem da maneira que deveria, acho que não precisava explicar tão mastigado tudo, o bom do Bergman é deixar esse tipo de coisa no ar para ser interpretada de diferentes maneiras pelos telespectadores. Um filme que receberia uma nota menor se comparasse só entre as obras do diretor, mas que funciona se não comparar tanto.
Um dos desconhecidos,mas grandiosos filmes de Bergman.A violência contra a mulher é novamente retratada pelo diretor.Filme amargo em muitos momentos,reflexivo em outros.Existe várias sequências de diálogos de tirar o fôlego.
"Posso interná-lo na minha clínica, eles vão lhe encher de drogas, até você não se importar mais se é Peter Egermann ou o imperador da China, não se preocupe, somos ótimos em apagar as identidades das pessoas"
- gostei da forma como ele vai desmontando o peter aos poucos e mostrando uma pessoa completamente diferente daquela que parecia ser no começo
- a estrutura meio fragmentada também funciona muito bem, parece que estamos investigando um crime enquanto tentamos entender os próprios personagens
- e esse título faz cada vez mais sentido conforme o filme avança. todo mundo parece preso aos próprios desejos, traumas e obsessões, como se ninguém tivesse realmente controle sobre a própria vida
O legado que Ingmar Bergman deixou para o cinema é tão importante e precioso que até hoje inspira obras de cineastas igualmente notáveis. Sua formação não era filosofia ou psicologia, mas ele condensava em suas histórias e personagens verdadeiros estudos clínicos da alma humana. O filme "Da Vida Secreta das Marionetes" é mais um testemunho disso. Talvez seja um dos menos conhecidos na sua filmografia, mas igualmente capaz de traduzir os dilemas e inquietudes humanas para cenários da vida real.
Pode ser que, assim como aconteceu comigo, as primeiras perguntas que venham à mente de quem assiste o filme sejam: "quem são as marionetes?" e "quem as manipula?". Sem meias palavras, Bergman deixa claras as respostas, e o mais assombroso é compreender que as suas marionetes não são bonecos inanimados, mas alegorias acerca da nossa própria natureza. Enquanto o teatro da vida segue seu curso, ninguém vê as mãos que manobram os fios. Não se conhecem suas almas, não se sabe de seus sentimentos e segredos.
No filme, acompanhamos o tormento psicológico de Peter Egermann. Um pensamento obsessivo atravessa sua alma, perturba sua sanidade, ameaça seu casamento e a integridade de sua esposa Katarina. É interessante destacar que, embora essa história não seja uma continuação de "Cenas de Um Casamento", Bergman reutilizou os mesmos nomes de um dos casais de 1973. É como se quisesse estabelecer uma ponte simbólica entre as duas narrativas, sugerindo que Katarina e Peter são variações de um mesmo arquétipo, representações das complexidades e fragilidades da vida conjugal.
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P.S.: Voltando para ressaltar a estonteante beleza "cara lavada"
de Christine Buchegger!
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Um filme fora da curva do cineasta, achei muito bom pela maneira que a narrativa consegue contar a história. Temos o evento principal no início e depois os flashbacks do passado indo de um tempo distante se aproximando do evento e flashforwards sendo apresentados de uma maneira se afastando do evento principal para o futuro. O elenco é competente, a mão do Bergman nunca falha, porém o final me pareceu muito leviano, os motivos apresentados pelo psiquiatra não convencem da maneira que deveria, acho que não precisava explicar tão mastigado tudo, o bom do Bergman é deixar esse tipo de coisa no ar para ser interpretada de diferentes maneiras pelos telespectadores. Um filme que receberia uma nota menor se comparasse só entre as obras do diretor, mas que funciona se não comparar tanto.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
Um dos desconhecidos,mas grandiosos filmes de Bergman.A violência contra a mulher é novamente retratada pelo diretor.Filme amargo em muitos momentos,reflexivo em outros.Existe várias sequências de diálogos de tirar o fôlego.
-07 de Fevereiro de 2022
"Posso interná-lo na minha clínica, eles vão lhe encher de drogas, até você não se importar mais se é Peter Egermann ou o imperador da China, não se preocupe, somos ótimos em apagar as identidades das pessoas"